AMBIENTE ACREANO: Fevereiro 2006
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terça-feira, fevereiro 28, 2006

FOTOS DA ENCHENTE EM RIO BRANCO

TRISTE REALIDADE: AS IMAGENS FALAM POR SI

Sábado, 25.02. Uma rápida volta por alguns dos bairros mais atingidos pela cheia do rio Acre e nos deparamos com imagens chocantes e desoladoras. O ar fétido, as ruas cheias de lixo...não deu tempo para o poder público intervir. Mesmo assim, nestas condições desumanas, muitos moradores insistem em retornar aos seus lares. Risco de doenças. De onde vem a água que muitos estão usando para lavar as casas e as ruas?

Como explicar a insitência de alguns moradores - claramente remediados, com casas em alvenaria e carro na garagem - em retornar aos lugares que serão afetados pela enchente anual do rio Acre?

BAIRRO BAIXADA DA HABITASA


























BAIRRO BAIXADA DA HABITASA

































BAIRRO BAIXADA DA HABITASA



























BAIRRO TAQUARI














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sábado, fevereiro 25, 2006

EM DEFESA DE MARINA SILVA

MUHAMMAD CAIPORA

Moisés Diniz, Rio Branco-Ac, 25.02.2006*

Um é profeta e a outra é entidade protetora das matas e dos entes vivos da floresta. E, a cada dia, recebem ataques histéricos, que vêm dos caçadores da alma humana e suas angústias. É que, todo aquele que representa um sonho coletivo, recebe agressão pavorosa, ora em forma de mísseis, ora em forma de letras ou charges. Marina recebeu, há pouco, virulento ataque de Veja, um lixão tipográfico do baronato paulista.

Não faltarão ‘intelectuais’ e todo tipo de escriba para ironizar as minhas palavras. Até os ‘trombadinhas’ da política vão comentar nas esquinas. Que absurdo!, dirão. Como pode chamar de profetisa uma ex-seringueira, filha de pobre, negra, etecétera e tal? Que mal fez a revista Veja em acusar a ministra Marina de ser cúmplice da corrupção de produtos florestais? Será exatamente isso que eles dirão sobre a matéria da ‘revista’ Veja.

Revista? Aquilo não passa de uma pocilga das letras. Seus editores, cevados no regime militar, cúmplices da elite européia e norte-americana, que espoliou o meu país, não conseguem ‘engolir’ um presidente operário e uma ministra seringueira. Dói em suas almas fidalgas. Incomoda a tradição do baronato paulista. Eles precisam continuar acreditando que o subdesenvolvimento brasileiro pode ser mascarado com um presidente que fala inglês e estudou em Harvard.

Quando degustam as suas doses de uísque importado, em suas mansões protegidas e erguidas com a espoliação dos pobres, eles não conseguem imaginar outro mundo, além do deles. Eles não conhecem e até abominam o gosto ancestral da caiçuma indígena. Eles têm medo da floresta, eles têm medo dos pobres. Eles são pobres de espírito. Eles são frágeis, ficam incomodados e tristes, quando não têm o poder público a financiar as suas orgias.

Eles se assustam com o novo, especialmente se vier de baixo, da classe desprotegida dos pobres. Eles não têm alma, porque o rancor de classe a esvaziou, como água na areia. Eles produzem o medo e a incerteza. Eles precisam convencer o povo brasileiro de que a alma popular é tão suja quanto a alma dos escravocratas da mão de obra operária. Eles não podem ficar sozinhos na lama, precisam sujar tudo, até a alma dos profetas.

Que eles duvidem, mas, para uma parcela respeitável do Brasil, Marina é a nossa profetisa, da proteção da vida e da fé é um mundo sustentável. Eles defecam em suas privadas luxuosas, cospem na rua, despejam dióxido de carbono na atmosfera e vomitam seus caros menus. Eles são poluidores. Seus bens de consumo, sofisticados, maltratam o ar, a água e a vida. Nós limpamos!

Nós ficamos, aqui na Amazônia, cuidando dos rios, dos lagos, das matas e suas raízes. Milhares de povos indígenas, extrativistas e ribeirinhos. Ficamos, aqui, a limpar a sujeira que a civilização do dinheiro emporcalhou. Nós venceremos a morte dos bens naturais que sustentam a vida. Eles, ao contrário, vão continuar chorando as suas lágrimas de enxofre. Tipografando páginas sórdidas de celulose que sai da Amazônia, envenenando a democracia e o futuro. A ‘revista’ Veja se corrompeu e se acha no direito de colocar qualquer um no esgoto.

Nós não queimaremos exemplares da ‘revista’ Veja nas praças. Não faremos com ela o que os muçulmanos fizeram com o ‘jornal’ Jyllands-Posten. Venceremos com a indiferença. A sua provocação nos fará mais vigilantes. Iremos com mais vigor e rigor às ruas, bairros, escolas, seringais e aldeias indígenas. A nossa forma de defender a Marina é estar mais perto do povo e fazer vitorioso o projeto político que a sustenta.

Marina é nossa irmã, amiga inseparável do planeta e daqueles que o habitam. Marina sabe que a vida humana não está dissociada da vida de todos os seres vivos, do mamífero predador ao molusco mais insignificante. Até a mais imperceptível bactéria faz parte da ainda indecifrável cadeia vital. Ela resiste ao dominante discurso ‘desenvolvimentista’, que gera riqueza num pólo e exclui milhões na base da pirâmide social. Marina quer um desenvolvimento que inclua e se sustente por gerações.

Por isso, esse grito desesperado de ‘revistas’ como a Veja. Ao leitor desatento, apresenta um discurso de defesa do meio ambiente, mas seus tutores não passam de anjos do apocalipse. Eles sabem que a maior destruição do nosso espaço vital vem de suas indústrias desregradas, de seus milhões de carros possantes e de seus supérfluos bens de consumo. Eles sabem que a maior causadora da morte ambiental é o modelo de desenvolvimento que a elite brasileira produziu e sustenta. A vida privatizada é a madrasta de toda a poluição.

Eles sabem que 10% da população, a perdulária, consome 90% da riqueza, dos bens naturais. Eles poluem e matam e colocam a fatura no costado dos pobres. Satanizam os criadores de gado tradicionais da Amazônia, mas, permitem que a soja avance por aqui como um tsunami. Não investem um centavo de seus lucros em um transporte coletivo moderno e de qualidade, que reduzisse a quantidade assombrosa de carros de passeio. Eles sabem que, apenas isso, reduziria substancialmente o mortal dióxido de carbono.

Preferem a lipoaspiração criminosa de uma imagem. Sabem que desacreditar marina é abrir caminho para o tão propalado agronegócio na Amazônia. Eles olham pra os números da balança comercial e não querem ver que um de seus pratos, o dos excluídos, está desabastecido e penso. Só esquecem que nós estamos atentos.

E já estamos reagindo. O Acre é pequeno, mas, tem honra e substância. Até aqueles que, aqui, nos fazem oposição, vão compreender a importância de defender a Marina. Agredir Marina é atacar a Amazônia e a vida. Eu estou com Marina. E você?

*Moisés Diniz é escritor e deputado estadual – PCdoB/AC
Originalmente publicada no Blog do Altino
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VEJA: TENDENCIOSA

Vejam o que disse Newton Campos no site Eleições.org em janeiro passado. Ele já tinha dado a dica: a revista Veja está cada dia mais tendenciosa.

A Veja está ficando pior do que Papel Higiênico para ler. Sempre me arrependo de comprar, mas é importante dar uma olhada de vez em quando pra ver o que a família Civita anda armando pra cima da gente, com suas informações tendenciosas.A última edição da revista (traição por internet na capa) dedica aproximadamente 90% do seu conteúdo para criticar o governo com dados tendenciosos sem qualquer prova plausível. Chega a ser irritante ler um periódico que claramente se dedica a danar a imagem de pessoas como Gilberto Gil, Aloísio Mercadante e Heloísa Helena simplesmente pelo fato deles pertencerem a um grupo político sem apoio da família Civita.

Na verdade, nunca foi mesmo muito combativa. Durante a ditadura militar compactuou com a situação política então vigente para prosperar. Depois que acabou a ditadura o que fez? Tentou ser a rede Globo das revistas: apoio aos governos de plantão em troca de benefícios que garantissem a continuidade de seu crescimento. Parece que o governo do PT causou um impacto negativo no status quo dos donos da revista. Daí, tanto interesse em atacar de forma incessante tudo que está ligado ao atual governo.

Continua Newton Campos:

Não condeno as reportagens investigativas, afinal a imprensa deve sim tentar patrulhar o poder, este é seu papel. Mas existe uma grande diferença entre informar e criticar julgando. Na semana passada comprei também a revista "Caros Amigos" (com o Zé Dirceu na capa) onde ocorre extamente o contrário. Recheada de anúncio da Petrobrás, Governo do Paraná (!?!?!), Ministério da Saúde e etc a revista defende o governo petista descaradamente. Mas pelo menos eles assumem que apóiam o governo. Assim o leitor fica mais ciente e pode interpretar o que lê. A Veja simplesmente acha que o leitor é um imbecil e ainda fica mandando recados e ameaças para os ministros e mandatários petistas por suas páginas. Que bosta!

Tá certo que todo mundo tem direito de ter o seu candidato. Mas seria interessante Veja, por exemplo, deixar claro para o leitor quem ela está apoiando. É para ser justo com os cerca de 4 milhões de leitores que costumam ler os mais de 1,2 milhões de exemplares distribuídos semanalmente pela revista.

Qual o candidato a presidente apoiado pela revista? Leiam a edição desta semana para ver que o Serra é o preferido. Coitado do Alckmin. Parece tão sério, tão limpo de corrupção. Aguardem denúncias contra ele na Veja em poucas semanas.

Como diz Newton Campos: sabe qual a vantagem do Brasil ter mais da metade da população analfabeta funcional? Eles não podem ler este monte de bobagem.
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PAUSA AMBIENTAL!

Neste dias em que estivemos em Cruzeiro do Sul, a política, como não poderia deixar de ser, fez parte do cardápio diário de conversas. Por isso resolvi publicar os drops abaixo:

AMBIENTE POLÍTICO ACREANO

- Orleir Cameli vai ser candidato a Prefeito. Quem disse? O "Marquinho". Vocês não conhecem o Marquinho? Ele é integrante da bateria da Escola de Samba Unidos da Glória.

- Segundo ele, Orleir deixou claro a todos os integrantes da escola que só está bancando o carnaval da mesma porque vai ser candidato nas próximas eleições municipais.

- Se essa for realmente a intenção do "barão", é bom que todos os outros pretendentes ponham as barbas de molho - não tem para ninguem. Quem quiser ir para o sacrifício, como fez Henrique Afonso nas últimas eleições, que o faça, mas pese as consequências...

- Orleir é em Cruzeiro o que o Amazonino Mendes é em Manaus (apesar da última derrota para a prefeitura): extremamente popular e adorado por todos.

- Aliás, neste carnaval de Cruzeiro, o que tem de político e candidato a político "bancando" escolas e blocos não é brincadeira...

- Taxa de coleta do lixo vai levar a prefeita de Cruzeiro, Zila Bezerra, para o buraco. Segundo pessoas que conversei, esta foi a decisão mais impopular de um administrador municipal nos últimos anos.

- Nas proximidades do 4o. BIS alguns moradores me confirmaram que até abaixo-assinado para tirar a prefeita já passou por lá.

- A verdade é que a popularidade da mesma está lá embaixo - é quase unanimidade a avaliação negativa da prefeita feita por populares...

- Para a prefeita, entretanto, as coisas continuam como eram na época das eleições: um mar de rosas. Até o prédio da prefeitura (acreditem) foi pintado de cor de rosa...

- Entretanto, uma assessora de um Deputado Federal com bases na cidade me disse que a prefeita está fazendo "caixa" para a eleição a Deputado Federal do marido, Aluízio Bezerra. Ou seja, ela está apenas escondendo o jogo.

- Pode até dar certo. Vocês lembram do Mauri Sérgio, que não fez nada além de pescar durante quase três anos de mandato? No último ano maquiou a cidade, asfaltou ruas que já eram asfaltadas e conseguiu eleger o Flaviano...

- Em compensação depois...não se elegeu nem para vereador.

- Levantamento (secreto) das intenções de voto a Deputado Federal no Juruá: Perpétua Almeida (PC do B) em primeiro, Henrique Afonso (PT) em segundo. Parece que a derrota esmagadora sofrida no último pleito para prefeito não afetou as chances de Henrique se reeleger.

- Como disse um taxista: "a questão não era o Henrique, que é um cara legal, a questão é o PT"...

- Última nota juruense: além das mansões suntuosas e muitos barões, agora Cruzeiro do Sul tem um hotel com internet banda larga de graça para os hóspedes: Hotel Swanny. Acho que é o único do Acre. E o preço da diária é para lá de camarada: R$ 45,00 o apartamento completo!
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sexta-feira, fevereiro 24, 2006

POR DO SOL EM CRUZEIRO DO SUL


ANUNCIA O RAIAR DA UNIVERSIDADE DA FLORESTA

O dia vai se encerrando lentamente na cidade de Cruzeiro do Sul. Um novo dia se anuncia e boas novidades estão planejadas para esta região tão isolada do oeste do Brasil: a Universidade da Floresta!
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UNIVERSIDADE DA FLORESTA (UNIFLORA)

SE ANUNCIA E "PEDE PASSAGEM" PARA SE APRESENTAR EM DEFINITIVO NO MÊS DE MARÇO DE 2006

Mais um encontro com todos os envolvidos na definição dos rumos que tomará a Universidade da Floresta. A sociedade local se manifestou de forma clara e solicita: cursos de português-espanhol, língua indígena, agronomia, antropologia.
O pesquisador e o político: Mauro Almeida (Unicamp) e Meire (Assessora do Deputado Henrique Afonso) - Mauro Almeida e Henrique Afonso são, sem nenhuma dúvida, os motores por trás da idéia inicial e têm participado ativamente de todas as etapas da implantação e consolidação da UNIFLORA.

A Sindicalista: Júlia Feitosa, guerreira de velha data, participou ativamente na reunião e mostrou seu valor como articuladora..."questão de ordem companheiros...eu tenho um encaminhamento!!!"







Pesquisador e administrador: Dr. Foster Bronw, Pró-Reitora de Pesquisa Margarida (UFAC) e Jarude (FUNTAC). Todo mundo atento aos rumos que a UNIFLORA está tomando.







O representante do índios Araras veio do rio Cruzeirinho do Vale para conhecer e "palpitar" sobre o futuro da UNIFLORA
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ALAGAÇÃO NO VALE DO JURUÁ

NÃO TEM DESABRIGADOS

Cruzeiro do Sul também enfrenta a cheia do rio Juruá. Ao contrário de Rio Branco, ainda não temos desabrigados. Alagação: só nos bairros onde todo mundo sabe que alga, por isso as casas são construídas para não serem atingidas pelas águas.
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quinta-feira, fevereiro 23, 2006

MALÁRIA NO VALE DO JURUÁ:

NÚMEROS DE FEVEREIRO INDICAM QUEDA ACENTUADA

Blog Ambiente Acreano
Publicado em 23.02.2006, 22:39h

Cruzeiro do Sul - O setor de endemias da Secretaria de Saúde na cidade de Cruzeiro do Sul divulgou na semana passada os números da incidência de malária no vale do rio Juruá. De uma maneira geral tem ocorrido uma queda de cerca de 35% na notificação de novos casos. foram 3.053 casos na primeira quinzena de janeiro contra 1.929 casos nos primeiros quinze dias de fevereiro.

Em Mâncio Lima houve uma queda de 800 casos na primeira quinzena de janeiro para cerca de 500 casos na primeira quinzena de fevereiro. Em Rodrigues Alves os casos passaram de 750 na primeira quinzena de janeiro para 460 casos nos primeiros quinze dias de fevereiro.

Fontes ligadas ao subsecretário de saúde informaram que a autonomia financeira da Sub-Secretaria de Saúde no juruá, prometida pelo Governador do Estado, irá contribuir para que os números de novos casos caiam ainda mais. Segundo a mesma, mensalmente são aplicados cerca de R$ 200 mil no setor de saúde (excluindo as despesas fixas).

O fato deste recurso passar a ser administrado localmente singifica que haverá maior agilidade na aplicação dos mesmos, fator indispensável em situações como a vivida atualmente na região.
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RESPONSABILIDADE E SERIEDADE 1

Existem alagações e alagações. Esta de 2006 foi grande tendo como base o nível máximo atingido pelo Rio Acre, que chegou a 16,73m. Entretanto, o grande impacto da mesma foi mesmo a permanência do rio em níveis superiores a 16,5m por aproximadamente 5 dias. Com isso, no lugar de desalojar centenas de famílias por 1 semana, como sempre ocorre anualmente, teremos essas pessoas em locais sob responsabilidade dos governos estadual e municipal por cerca de 2 semanas ou mais. Acrescente-se a isso o fato que depois que o rio baixar teremos mais 1-2 semanas de limpeza e lento retorno daquelas famílias que terão condições para tal. Outras, provavelmente não terão muitas razões para retornar a suas antigas moradias: perderam o pouco que tinham.

Apesar do alcance da alagação e da quantidade de desabrigados - fala-se em 30 mil pessoas - não tivemos ainda notas desagradáveis indicando mal atendimento aos desabrigados, ou mesmo desvios e mau uso dos recursos aplicados no antendimento a essas pessoas.

Seriedade e responsabilidade: é assim que os governantes municipais e estaduais estão encarando a situação. E é assim que tem que ser sempre. Nada de desvios do tipo que testemunhamos na década de 80, quando queijos e canapés, roupas e outros itens doados aos desabrigados foram parar na casa da "elite" então no poder.
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RESPONSABILIDADE E SERIEDADE 2

Entretanto, a oportunidade para os atuais dirigentes municipais e estaduais mostrarem que realmente estão fazendo as coisas de forma diferente vem agora, depois da algação.

Nota do diário "O Estado do Acre" indica que o Governo Federal vai repassar cerca de R$ 10 milhões de reais para ajudar na reconstrução da casas destruídas. Vejam abaixo:

O ESTADO - Rio Branco - AC - 23/2
A notícia foi dada nesta tarde pela ‘Voz do Brasil’. O governo do Acre receberá R$ 10 milhões do governo federal para aplicar na reconstrução de casas afetadas pela enchente que desabriga mais de 30 mil pessoas ainda. Um total de mil famílias, segundo a VB, serão atendidas. O governador Jorge Viana esteve hoje com a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, em reunião que definiu a liberação dos recursos para o Acre.


Quem vai ser beneficiado? Quais bairros vão ser mais privilegiados?

Estas perguntas são pertinentes porque, sendo ano político, os governantes vão ter que agir com extremo equilíbrio para não agir de forma injusta com as dezenas de famílias desabrigadas.

Pela lógica do drama humano e da extensão dos bairros afetados, lugares como Taquari, Baixada da Habitasa e Terminal da Cadeia Velha deveriam ser os primeiros a ser beneficiados certo? Errado. Falando com frieza, a atual alagação é uma oportunidade para os governantes iniciarem o processo de esvaziamento destes lugares inóspitos.

Se mil famílias vão ser beneficiadas, que o sejam contando que abdiquem de voltar para os lugares alagáveis em que se encontravam. É hora de lançar a pedra fundamental do bairro "Defesa Civil 2" e estas mil famílias serão as felizes beneficiárias de casas a serem construídas em lugares longe de áreas alagadas. Se houver esforço para que este novo bairro conte, desde o início com água, luz e ruas descentes, os políticos podem até explorar politicamente este fato. O importante é que façam. Não joguem fora estes R$ 10 milhões - como muitos outros governantes fizeram no passado!

Mostrem que a responsabilidade e a seriedade com que têm tratado a situação é uma regra no contexto político atual.
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quarta-feira, fevereiro 22, 2006

DAIME LIBERADO TEMPORARIAMENTE NOS EUA

A Suprema Corte dos EUA decidiu, de forma unânime, autorizar o uso do chá "Santo Daime" com base na lei de liberdade religiosa daquele país. Esta decisão da Suprema Corte americana confirma um apelo feito a um tribunal superior por membros da seita Santo Daime do estado do Novo México, que tinha forçado o governo americano a permitir que a referida seita pudesse usar o chá do daime durante as suas celebrações religiosas com base em uma lei de liberdade religiosa de 1993.

O chefe da Suprema Corte, John Roberts, desconsiderou o principal argumento do governo americano que dizia que tinha o interesse em aplicar de forma uniforme a lei antidrogas, sem nenhuma exceção que pudesse acomodar os interesses de grupos religiosos, como é o caso da seita Santo Daime.

Nas palavras do chefe da Suprema Corte "Os argumentos do governo ecoam o que se tem visto ao longo da história: se eu fizer uma exceção para você, tenho que fazer para todos!", dise o chefe supremo na sua decisão escrita em um documento com 19 páginas. Ele diz ainda que o governo já havia feito uma exceção ao permitir o uso do peyote por outras comunidades religiosas.

Os advogados da seita Santo Daime argumentam que os seguidores da seita usam o chá apenas durante as celebrações religiosas, um direito que é garantido pela lei de liberdade religiosa dos EUA.

Grupos americanos que apoiam a completa separação entre o Estado e a religião ficaram satisfeitos com a decisão. "A decisão de hoje afirma a importância da liberdade religiosa" disse o Reverendo Barry Lynn, do movimento "Americans United for Separation of Church and State". "A justiça reafirmou que o governo federal americano não pode interferir com religião sem ter direito legítimo para tal".

De acordo com Ethan Nadelmann, do "Drug Policy Alliance" "A tentativa do governo de impedir os membros da seita Santo Daime de usar o chá usando como argumento a guerra contra as drogas é a mesma coisa que negar aos católicos o uso do vinho durante a celebração das missas como argumento de que estão combatendo a prática das pessoas de dirigir embriagadas".

A decisão da Suprema Corte, que enviou o processo de volta para cortes inferiores, ficará em vigor até que estes tribunais juntem mais evidências para que uma decisão definitiva possa ser tomada no futuro. A decisão da Suprema Corte Americana deixa claro que o chá poderá ser usado apenas como parte das celebrações religiosas e que os agentes anti-drogas do governo americano ficam impedidos de confiscar carregamentos de chá santo daime que chegam naquele país.

Referências:
- US court backs hallucinogenic tea, BBC, 22.02.2006
- Supreme Court greenlights mind-expanding tea, The Register, 22.02.2006
- U.S. top court allows religious hallucinogenic tea, Reuters, 21 Feb 2006
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terça-feira, fevereiro 21, 2006

EVOLUÇÃO DO NÍVEL DO RIO ACRE:

EM BRASILÉIA E XAPURI O RIO ESTÁ "BAIXANDO" DESDE SEXTA-FEIRA!

EM RIO BRANCO O RIO SE MANTÉM ACIMA DE 16,5M - SUBIU DE 16,56M NO DIA 19.02 PARA 16,72M HOJE!

Esta difícil entender a "persistência" do nível do rio Acre acima dos 16,5 m. Vamos observar abaixo dados sobre a evolução de seu nível em Brasiléia e Xapuri no período de 13 a 21 de fevereiro. Em vermelho o nível máximo e em azul o nível mínimo.

BRASILÉIA 13/02/2006 11:00h 7,76 m (SEGUNDA)
BRASILÉIA 14/02/2006 11:00h 5,75 m (TERÇA)
BRASILÉIA 15/02/2006 11:00h 8,75 m (QUARTA)
BRASILÉIA 16/02/2006 11:00h 9,76 m (QUINTA)
BRASILÉIA 17/02/2006 11:00h 10,38 m (SEXTA)
BRASILÉIA 18/02/2006 11:00h 8,21 m (SÁBADO)
BRASILÉIA 19/02/2006 11:00h 4,84 m (DOMINGO)
BRASILÉIA 20/02/2006 11:00h 4,55 m (SEGUNDA)
BRASILÉIA 21/02/2006 11:00h 5,54 m (TERÇA)


XAPURI 13/02/2006 11:00h 13,19 m (SEGUNDA)
XAPURI 14/02/2006 11:00h 12,72 m (TERÇA)
XAPURI 15/02/2006 11:00h 14,02 m (QUARTA)
XAPURI 16/02/2006 11:00h 14,23 m (QUINTA)
XAPURI 17/02/2006 11:00h 14,24 m (SEXTA)
XAPURI 18/02/2006 11:00h 14,12 m (SÁBADO)
XAPURI 19/02/2006 11:00h 12,49 m (DOMINGO)
XAPURI 20/02/2006 11:00h 10,19 m (SEGUNDA)
XAPURI 21/02/2006 11:00h 9,32 m (TERÇA)


Observem que desde sexta-feira passada o rio está baixando em ambas localidades. Em Brasiléia ele voltou ao nível considerado normal às 18:00h do dia 18.02 (sábado) e tem se mantido assim desde então. Em Xapuri, o rio voltou ao seu nível normal à meia noite desta terça-feira (21.02).

Desta forma, passado mais de 3 dias desde que o rio começou a "vazar", era de se esperar que o mesmo tivesse acontecido em Rio Branco desde ontem. Não aconteceu e segundo se informa, o culpado é o "Riozinho do Rola".

Será que este "riozinho" tem toda esta capacidade? Se for o caso, uma coincindência trágica está acontecendo: (a) a maior parte da chuva que cai na região está concentrada na calha deste rio e (b) alta do nível do rio Purus, na desembocadura do rio Acre. Só pode ser isso que está segurando o nível do rio Acre em Rio Branco em níveis superiores a 16,5 m.
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ESTRANHA ALAGAÇÃO* NÃO ANUNCIADA!

QUEM DIRIA QUE IRIA ALAGAR DEPOIS DE UM MÊS DE JANEIRO TÃO SECO?

Estava ansioso para comentar isso, mas aguardei um especialista se pronunciar inicialmente. O Dr. Alejandro Duarte da UFAC deu hoje depoimento ao site Notícias da Hora onde deixa claro seu espanto pela fúria de uma "alagação não anunciada". Como entender uma coisa dessa?

É isso mesmo! Os que vivem em Rio Branco sabem que uma grande alagação é precedida de muita chuva e por subidas e baixas rápidas do nível do rio Acre. Antes das grandes alagações sempre temos os problemas com os balseiros que se prendem nas pilastras da ponte metálica. Alguem viu isso acontecer esse ano? Eu não vi.

E o mais incrível é o fato do rio Acre estar se mantendo há mais de 24h no nível acima de 16,50m - e subindo alguns centímetros - quando em Xapurí e Brasiléia o mesmo já baixou para níveis quase normais a normais há muito mais tempo! Como entender isso? Será apenas o riozinho do rola? O Purus está represando o rio Acre em Boca do Acre?

Segundo Alejandro Duarte “Sempre um mês muito chuvoso antecede a ocorrência de uma alagação. Assim foi na alagação de fevereiro de 1974, quando em janeiro choveu 391mm. Foi assim também na alagação de 1988, quando janeiro e fevereiro foram muito chuvosos, com acumulados de 448,20 e 465,10mm, respectivamente. Aconteceu também na alagação de março de 1997, quando em fevereiro choveu 405,20 mm e em março 467,30mm” (Jornal Página 20, 2.02.2006).

"O pesquisador afirma que os dias que definiram a alagação no Acre transcorreram entre 31 de janeiro e 13 de fevereiro e foram influenciados pela Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS) e também da Alta da Bolívia (AB). O sistema ZCAS gerou chuvas intensas no Brasil e algumas chuvas no leste do Acre. O sistema AB trouxe intensas chuvas nos países vizinhos, Bolívia e Peru, e na região da fronteira sudeste e sul do Acre, gerando fluxos de água na bacia do Acre e na bacia do Purus” (Jornal Página 20, 2.02.2006).

Dá para se observar que, ao contrário de secas, o prazo para se saber do perigo de uma provável enchente é muito curto.

Como sugerimos anteriormente, após a cheia deve-se realizar um grande encontro de avaliação para se entender o que aconteceu realmente. De concreto esperamos que a Agência Nacional de Águas (ANA), o Governo do Estado e a UFAC assumam a implantação de um sistema mais abrangente de informação hidrológica ao longo do rio Acre e do riozinho do rola. Hoje temos na calha do rio Acre, acima de Rio Branco, 3 estações: Brasiléia, Xapurí e Fazenda Santo Afonso. É preciso triplicar esse número de estações de coletas de dados. Em situações como essas, informação vale ouro.

Tá certo que alagações no rio Acre não são súbitas, mas um estimativa correta da elevação das águas do rio Acre com 2-3 dias de antecedência seria muito importante para que a Defesa Civil local pudesse se preparar. Além disso, as famílias que vivem em áreas de risco poderiam se prevenir e promover sua mudança para locais seguros antes da chegada das águas. Aliviaria também a intensa mobilização de recursos materiais e humanos que hoje estão empenhados em atender os desabrigados.

Informação relacionada:
Pesquisador diz que enchentes no Acre podem ser reflexo de desequilíbrio ambiental do planeta, Notícias da Hora, 20.02.2006

Enchente de 2006 pode ser uma das maiores da história do Estado, Página 20, 21.02.2006

*Aos não nativos do Acre: aqui alagamento é o mesmo que alagação. É assim que se fala é assim que escrevo.
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domingo, fevereiro 19, 2006

FOTOS DA ALAGAÇÃO EM RIO BRANCO 12

PONTE DE CONCRETO
(clique na imagem para ampliar)
Sem charme, mas funcional. A "favela" que se via por trás da rua Epaminondas Jácome está fadada a desaparecer: todas as edificações entre a ponte velha e a ponte nova vão ser restauradas e tudo vai ficar parecido com os prédios do calçadão da gameleira.

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ALAGAÇÃO EM RIO BRANCO:

Rio Branco-Ac, Domingo, 19.02.2006, 19:26h

XAPURI: RIO ACRE BAIXOU MAIS 1,11 m NESTE DOMINGO!

BRASILÉIA: RIO ACRE BAIXOU MAIS 41 cm NESTE DOMINGO!

Dados da ANA indicam que neste domingo o rio Acre baixou 1,11 m na cidade de Xapuri. Baixou de 12,97m as 07:00h da manhã, para 11,86m às 17:00h deste domingo.

Veja abaixo a evolução do rio Acre neste domingo em Xapuri:

XAPURI 19/02/2006 17:00h - 11,86 m
XAPURI 19/02/2006 15:00h - 12,11 m
XAPURI 19/02/2006 13:00h - 12,35 m
XAPURI 19/02/2006 11:00h - 12,49 m
XAPURI 19/02/2006 09:00h - 12,73 m
XAPURI 19/02/2006 07:00h - 12,97 m


Em Brasiléia, o rio, que estava no nível de 4,97 m às 09:00h deste domingo, baixou para 4,56 m às 18:00 h. Foram 41 cm de baixa! Vejam abaixo a evolução do nível do rio Acre em Brasiléia neste domingo, segundo dados da ANA:

BRASILEIA 19/02/2006 18:00h - 4,56 m
BRASILEIA 19/02/2006 16:00h - 4,62 m
BRASILEIA 19/02/2006 14:00h - 4,68 m
BRASILEIA 19/02/2006 12:00h - 4,80 m
BRASILEIA 19/02/2006 10:00h - 4,89 m
BRASILEIA 19/02/2006 09:00h - 4,97 m
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ALAGAÇÃO EM RIO BRANCO:

Rio Branco-Ac, Domingo, 19.02.2006, 16:48h

CONTRASTE ENTRE SEXTA, 17:30H E DOMINGO 12:00H

Vejam nas fotos como o rio subiu quase um degrau completo do calçadão da gameleira.

(clique na imagem para ampliar)
Sexta-feira, 17:300h


















Domingo, 12:00h




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ALAGAÇÃO EM RIO BRANCO:

Rio Branco-Ac, Domingo, 19.02.2006, 10:15h

SUBSTANCIAL BAIXA DO RIO ACRE EM XAPURI!

EM POUCO MAIS DE 12 HORAS NÍVEL DO RIO BAIXOU 1 METRO!

Dados da Agência Nacional de Águas (ANA) indicam que o rio Acre baixou de 13,97m no sábado 17:00h, para 12,97m às 07:00h da manhã deste domingo.

Se nada de exepcional acontecer, esta enchente do rio Acre em Rio Branco vai ser história a partir da manhã de segunda-feira.

Vejam abaixo a evolução do nível do rio Acre em Xapuri no referido período:

XAPURI 19/02/2006 07:00h - 12,97 m
XAPURI 19/02/2006 06:00h - 13,07 m
XAPURI 19/02/2006 05:00h - 13,17 m
XAPURI 19/02/2006 04:00h - 13,28 m
XAPURI 19/02/2006 03:00h - 13,36 m
XAPURI 19/02/2006 02:00h - 13,43 m
XAPURI 19/02/2006 01:00h - 13,53 m
XAPURI 19/02/2006 00:00h - 13,60 m
XAPURI 18/02/2006 23:00h - 13,71 m
XAPURI 18/02/2006 22:00h - 13,69 m
XAPURI 18/02/2006 21:00h - 13,78 m
XAPURI 18/02/2006 20:00h - 13,82 m
XAPURI 18/02/2006 19:00h - 13,87 m
XAPURI 18/02/2006 18:00h - 13,94 m
XAPURI 18/02/2006 17:00h - 13,97 m
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FOTOS DA ALAGAÇÃO EM RIO BRANCO 11

ANTIGO MERCADO MUNICIPAL EM REFORMA
(clique na imagem para ampliar)
Localizado por trás da rua Epaminondas Jácome, o primeiro mercado público da cidade está sendo reformado. Uma revitalização necessária para uma área que estava decadente. Agora a praça da bandeira vai renascer!
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ALAGAÇÃO EM RIO BRANCO:

Rio Branco-Ac, Domingo, 19.02.2006, 10:05h

RIO ACRE VOLTOU AO SEU NÍVEL NORMAL EM BRASÍLEIA!

NORMALIDADE JÁ DURA MAIS DE 12 HORAS!

Os dados da Agência Nacional de Águas (ANA) indicam que desde as 18:00h de ontem, sábado, o rio Acre voltou ao seu nível normal na cidade de Brasiléia. O nível baixou de 6,81m para 4,97m. Baixou mais 1,84m. Com isso se espera que nas próximas horas o rio Acre em Rio Branco baixe significativamente o seu nível. Isso só não vai acontecer se o rio Purus (na desembocadura do rio Acre) aumentar de nível e represa-lo ou se o rio Xapuri e o riozinho do Rola continuarem a alimentar o rio Acre com mais água.

Vejam abaixo a evolução do nível do rio Acre em Brasiléia entre as 17:00h de sábado e as 09:00h deste domingo.

BRASILEIA 19/02/2006 09:00h- 4,97m
BRASILEIA 19/02/2006 08:00h- 5,03
BRASILEIA 19/02/2006 07:00h- 5,09
BRASILEIA 19/02/2006 06:00h- 5,16

BRASILEIA 19/02/2006 05:00h- 5,26m
BRASILEIA 19/02/2006 04:00h- 5,32m
BRASILEIA 19/02/2006 03:00h- 5,43m
BRASILEIA 19/02/2006 02:00h- 5,51m
BRASILEIA 19/02/2006 01:00h- 5,62m
BRASILEIA 19/02/2006 00:00h- 5,85m
BRASILEIA 18/02/2006 23:00h- 5,98m
BRASILEIA 18/02/2006 22:00h- 5,98m
BRASILEIA 18/02/2006 21:00h- 6,13m
BRASILEIA 18/02/2006 20:00h- 6,28m
BRASILEIA 18/02/2006 19:00h- 6,45m
BRASILEIA 18/02/2006 18:00h- 6,63m
BRASILEIA 18/02/2006 17:00h- 6,81m
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FOTOS DA ALAGAÇÃO EM RIO BRANCO 10

CALÇADÃO DA GAMELEIRA
(clique na imagem para ampliar)
A alagação virou atração para a população local. Foto tirada as 17:30h do dia 17.02, sexta-feira.
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sábado, fevereiro 18, 2006

ALAGAÇÃO EM RIO BRANCO: BOA NOTÍCIA!

Rio Branco-Ac, sábado, 18.02.2006, 19:09h

Substancial vazante do rio Acre na cidade de Brasiléia! Ontem às 17h ele estava em 10,44 m. Hoje, no mesmo horário, o rio baixou para 6,81 m.

Foram 3,63 m de baixa no nível da água!

Logo o rio Acre em Rio Branco vai estar baixando rapidamente! Vejam a evolução do nível do rio Acre nas últimas 24 horas (dados ANA):

BRASILEIA 18/02/2006 17:00h -6,81 m
BRASILEIA 18/02/2006 15:00h -7,21 m
BRASILEIA 18/02/2006 13:00h -7,68 m
BRASILEIA 18/02/2006 11:00h -8,21 m
BRASILEIA 18/02/2006 09:00h -8,70 m
BRASILEIA 18/02/2006 07:00h -9,17 m
BRASILEIA 18/02/2006 05:00h -9,59 m
BRASILEIA 17/02/2006 19:00h -10,42 m
BRASILEIA 17/02/2006 17:00h -10,44 m
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FOTOS DA ALAGAÇÃO EM RIO BRANCO 9

VELHA PONTE DE FERRO
(clique na imagem para ampliar)

Resistente apesar de tantos anos (e tantas alagações). Observem as "sombrinhas" sobre a mesma. São os enfeites para o carnaval que talvez não aconteça.
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ALAGAÇÃO EM RIO BRANCO: BOA NOTÍCIA! (2)

Rio Branco-Ac, sábado, 18.02.2006, 18:55h

Mais boas notícias vindo de Xapuri: o nível do rio Acre baixou 24 cm naquela cidade. Ontem às 17h ele estava em 14,21 m. Hoje, no mesmo horário, o rio baixou para 13,97 m.

Vejam a evolução do nível do rio Acre em Xapuri nas últimas 24 horas (dados ANA):

XAPURI 18/02/2006 17:00h -13,97 m
XAPURI 18/02/2006 15:00h -14,14 m
XAPURI 18/02/2006 13:00h -14,17 m
XAPURI 18/02/2006 11:00h -14,12 m
XAPURI 18/02/2006 09:00h -14,27 m
XAPURI 18/02/2006 07:00h -14,18 m
XAPURI 18/02/2006 05:00h -14,21 m
XAPURI 17/02/2006 17:00h -14,21 m
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FOTOS DA ALAGAÇÃO EM RIO BRANCO 8

NOVA ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ÁGUA (ETA II)
(clique na imagem para ampliar)

Será que os engenheiros calcularam mal o local de instalação da casa de força da referida estação? Se o rio subir mais 1 m a captação de água teria que ser suspensa? Lembremo-nos que o nível do rio está em cerca de 16,4m. Em 1997 ele chegou a 17,4m. Algum dia pode passar disso! Quem sabe?

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FOTOS DA ALAGAÇÃO EM RIO BRANCO 7

TESTE DE RESISTÊNCIA PARA A NOVA PONTE!
(clique na imagem para ampliar)

Terminada bem a tempo! Agora vamos ver se todo o investimento valeu.

























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FOTOS DA ALAGAÇÃO EM RIO BRANCO 6

LADEIRA DO BOLA PRETA
(clique na imagem para ampliar)

Hoje, sábado 18.02, a água finalmente transbordou sobre a superfície da rua no final da ladeira conhecida popularmente como "bola preta".













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FOTOS DA ALAGAÇÃO EM RIO BRANCO 5

BAIRRO TAQUARI: MAIS UM LUGAR INÓSPITO NA CIDADE DE RIO BRANCO
(clique na imagem para ampliar)

Na imagem da esquerda temos a impressão que os caminhões estão "encostando" em um porto para recolher mercadorias de barcos. Na imagem abaixo, tomada a partir do canteiro central da via Chico Mendes, dá para observar que na verdade esta é a rua principal que dá acesso ao bairro "Taquari".








O nome do bairro já indica a razão da sua escolha: o taquari é uma gramínea muito comum nas margens dos rios e outros lugares periodicamente alagados na região de Rio Branco.














Este bairro talvez seja o mais problemático entre todos os que alagam anualmente em Rio Branco. Deve possuir mais de 5.000 habitantes e já existe há mais de 20 anos. Muitos moradores deste bairro foram removidos para outros locais e hoje são, certamente, felizes moradores de bairros que surgiram para abrigar desabrigados: Bairro Defesa Civil, Esperança 2, Nova Estação...
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FOTOS DA ALAGAÇÃO EM RIO BRANCO 4

BAIRRO CADEIA VELHA
(clique na imagem para ampliar)

A região deste bairro conhecida como "terminal da cadeia velha" possui apenas uma rua asfaltada. Para quem conhece Rio Branco, é a rua onde fica o SENAI. Na visita que fizemos hoje pela manhã (18.02), mais de 90% das ruas transversais a esta rua principal estavam alagadas. Em alguns pontos a água está quase alcançando a rua principal!

PREVENIDO

Mesmo vivendo a poucos metros da rua principal, este morador mostra que já passou por outras alagações.

















REFLUXO DO ESGOTO

Um dos problemas mais graves é a falta de funcionalidade do sistema de esgoto durante a alagação: os dejetos estão sendo lançados em via pública

















VENDE-SE ESTA CASA!

Alguem vai querer comprar esta casa? Fica de frente para o asfalto da rua principal do bairro "Terminal da Cadeia Velha". Observe a água avançando em uma das ruas transversais no referido bairro.














RUAS TRANSVERSAIS

Mais imagens de ruas transversais no bairro "Terminal da Cadeia Velha". Em alguns casos é preciso pagar R$ 0,50 para ir de canoa para casa!





















CHEGA DE SOFRIMENTO! VAMOS DESOCUPAR ESTA ÁREA INÓSPITA!

Quem visita esta parte do bairro Cadeia Velha sabe que esta é uma das regiões da cidade que tem que ser desocupada tendo em vista a absoluta falta de condições para o estabelecimento de habitações seguras e não sujeitas a alagações anuais que ocorrem quando o rio Acre tem o nível de suas águas elevado em fevereiro e março. O bairro, em sua maioria habitado por pessoas de baixa renda, demanda elevada carga de serviços públicos - conserto de ruas, doenças entre os moradores em função das alagações anuais e dificuldade de implantar e manter rede de esgoto e de água potável.
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FOTOS DA ALAGAÇÃO EM RIO BRANCO 3

FRONTEIRA SOCIAL: BAIRROS HABITASA E BAIXADA DA HABITASA
(clique na imagem para ampliar)

No bairro habitasa ainda vivem alguns "remediados" da sociedade riobranquense. Em compensação, como o nome do segundo bairro implica, o início da "ladeira" na avenida Ceará e na rua Venezuela levam à baixada, charco, lugar alável. É lá que vivem milhares de pessoas de baixa renda que optaram em arriscar suas vidas e de suas famílias durante as inundações anuais que acontecem quando o rio Acre passa alguns metros de sua cota normal. Teoricamente é um lugar inóspito.

Viver na baixada significa passar por este tipo de privação, mas em compensação fica a um passo do centro da cidade. O que é mais importante?

O bairro baixada da habitasa nasceu de uma invasão. Se eles tivessem invadido em lugar mais alto na cidade, como na região do bairro das placas, não sofreriam este tipo de problema.
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FOTOS DA ALAGAÇÃO EM RIO BRANCO 2

MOBILIZAÇÃO DA DEFESA CIVIL
(clique na imagem para ampliar)

Agitação no Comando do Corpo de Bombeiros e congestionamento de caminhões para a retirada das famílias afetadas pela cheia

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FOTOS DA ALAGAÇÃO EM RIO BRANCO

Ponte do "São Francisco" fechada!
(clique na imagem para ampliar)
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ALAGAÇÃO EM RIO BRANCO:

RACIONALIDADE EM MEIO AO DRAMA!

Leitores, leiam abaixo duas notas que sairam em colunas de diários locais:

ENCHENTE II- Na hora da crise é que aparecem soluções. A enchente deste ano pode servir como mobilização inicial para a remoção definitiva das famílias das áreas de risco. Com a cidade crescendo, é agora ou nunca (Coluna BOM DIA, A Tribuna, 19.02)
......................................................................
* A longo prazo, os administradores da cidade e do estado precisam pensar em uma solução definitiva para esses bairros.
* Se houvesse inundação todos os anos, com certeza alguns deles seriam invariavelmente alagados todos os anos.
* A solução é construir conjuntos habitacionais em áreas mais elevadas da cidade, cercar esses bairros proibindo a construção de novas moradias, e transformá-los quem sabe em parques ou granjas.
* Difícil?
* Nem tanto (Coluna GAZETINHAS, A Gazeta, 19.02).
.......................................................................

Nota do Blog:

É isso mesmo! No auge do drama só se pensa em resolver - com toda a justiça - a coisa mais urgente: o drama humano - dar abrigo aos desabrigados. Isso requer um batalhão de pessoas e um caminhão de recursos financeiros. Quem está a frente desta empreitada não dorme, vive dia e noite para resolver da melhor maneira o problema. Não tem tempo para pensar em outra coisa certo?

Pois bem: não tem tempo para pensar agora mas vai ter depois que passar o desastre.

Como já havíamos sugerido neste espaço anteriormente (ENCHENTE NO ACRE e ONDE ALAGA EM RIO BRANCO?) e, finalmente, foi levantado pela imprensa local, o problema da alagação em Rio Branco passa necessariamente pela retirada das pessoas e o posterior isolamento das áreas de risco, aquelas que todos os ano alagam - faça ou não enchentes!

Se não houver um basta a estas ocupações irregulares de áreas de risco, todos os anos, e em número cada vez mais expressivo, teremos "flagelados" de alagações que não são alagações verdadeiras. E flagelados que teoricamente não deveriam ser flagelados...Digo isso porque sei que se não houvessem pessoas morando nestas áreas, pelo menos 50% ou mais do número de desabrigados não seriam assim considerados. O drama e os custos do atendimento a essas pessoas cairiam mais da metade.

Nossa sugestão: depois que passar a atual alagação que se faça um grande encontro social, político e econômico para discutir esta questão. Se estabeleça um plano de ação e se busque os recursos necessários para implementar o plano. Claro que em 2007 não vai ser possível pois é ano de eleição - é politicamente desastroso se falar, por exemplo, que o bairro "Baixada da Habitasa" vai ter que ser evacuado...Mas isso pode ser feito em 2008 e 2009, quando não há eleições.

Como exemplo, podemos citar o fato de que as pessoas envolvidas com o desastre ambiental causado pela seca e incêndios florestais de 2005 fizeram um grande encontro na semana passada (13, 14 e 15.02). Tudo foi passado a limpo e um plano de ação está estabelecido para este e os próximos anos.
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sexta-feira, fevereiro 17, 2006

ALAGAÇÃO EM RIO BRANCO: PREOCUPAÇÃO E ALÍVIO

É isso mesmo. Preocupação porque em Brasiléia a leitura do nível do Rio Acre indica que o mesmo subiu 15 cm entre 07:00h e 18:00h de hoje (17.02) - passou da cota da 10,28m para 10,43m.

Por outro lado, em Xapuri a preocupação se transformou em alívio: o nível do rio Acre baixou 11 cm entre as 08:00 e 16:00h de hoje - diminiu de 14,32m para 14,21m. Mais reconfortante ainda foi saber que na Fazenda Santo Afonso, localizada nas proximidades de Rio Branco, o rio Acre subiu apenas 5 cm entre as 10:00h e 18:00h de hoje - passou de 15,17m para 15,22m.

Enquanto isso em Rio Branco o nível do rio já passou dos 16m, atingindo 16,33m às 16:00h. Com isso, pode-se considerar que agora temos uma "alagação" ou evento em que a água do rio pode atingir locais que normalmente não atinge. Segundo o site Notícias da Hora, este nível do rio faz com que o evento deste ano seja considerado o 3o. mais grave da história da cidade, superado pelas enchentes de 1979 e 1997.

Entretanto, tenho minhas dúvidas. Creio que em 86 ou 87 houve uma alagação muito séria, que chegou a atingir a sede do antigo aeroporto da cidade, no bairro Aeroporto Velho. Lembro que o prédio ficou ilhado pois eu trabalhava lá na época. Acho que falta incluir este evento na lista dos mais graves.

Naquele ano, a alagação não foi grave apenas pelo drama humano e prejuízos econômicos, mas pelo escândalo nacional que aconteceu com o desvio das centenas de toneladas de mantimentos e roupas enviadas como doação para o Estado.

Na época, ano de eleição para a prefeitura de Rio Branco, o escânadalo custou ao então governador, Flaviano Melo, a eleição de seu candidato a prefeito da cidade.

Dados hidrológicos apresentados neste post são da ANA.
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RIO CONTINUA A ENCHER 2!

Os dados da Agência Nacional de Águas (ANA) para o Município de Brasiléia indicam que desde o dia 08 de fevereiro o rio Acre permaneceu acima de seu nível normal por cerca de 6 dias. Abaixo apresentamos os dados do nível do rio Acre em Brasiléia em intervalos de 2h, apartir das 07:00h do dia 16-02.

16.2 Quinta-Feira
07:00h - 9,63 m
09:00h - 9,71 m
11:00h - 9,76 m
13:00h - 9,82 m
15:00h - 9,87 m
17:00h - 9,91 m
19:ooh - 9,96 m
21:00h - 10,02 m
23:00h - 10,07 m

17.02 Sexta-Feira
01:00h - 10,12 m
03:00h - 10,17 m
05:00h - 10,22 m
07:00h - 10,28 m

Previsão: mais água para alimentar a alagação em Rio Branco por mais alguns dias.
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ONDE ALAGA EM RIO BRANCO?

Habitasa e adjacências: ricos e pobres "flagelados pela alagação"

Havíamos comentado aqui antes que o alagamento ou "alagação", como as pessoas daqui costumam chamar este fenômeno anual, atinge áreas conhecidas da cidade. Agora o setor de georeferenciamente da Prefeitura de Rio Branco produziu um mapa (abaixo) que mostra claramente aos leitores alguns destes locais.
















Imagem: Notícias da Hora

Com esta nova ferramenta, a prefeitura pode "mapear" e interditar as áreas que sempre irão "alagar", até mesmo com chuvas torrenciais.

O que fazer para impedir as pessoas de ficarem nestes locais? Fazer o que sempre fizeram: doar lotes e transferir as casas - em sua maioria de madeira - para os novos locais.

E o que fazer para impedir nova ocupação destes locais?

Idéias são muitas e já ouvimos a ladainha antes:

- Isolar, decretar estas áreas como área verde da cidade, retirar instalações elétricas, destruir ruas ou becos, pontes e outras estruturas que por ventura existam nestes lugares.

- Aprovar na Câmara Municipal uma lei que impeça a prefeitura de realizar urbanização nestas áreas no futuro, deixando claro a pena para o administrador que desobedecer: ressarcimento dos cofres públicos do valor aplicado nestes lugares inóspitos.

Falar é fácil, muitos dizem, e provavelmente muitos já disseram e tentaram fazer isso no passado. Se a nova administração municipal vai ter a coragem de realizar a evacuação destas áreas, ai é outra história.

Quantos votos os habitantes destes lugares representam? Dá para eleger um vereador? Será que este ano vamos ter o "candidato dos alagados"?

História de um bairro que alaga

Aos leitores que não são da cidade, vale um pequeno comentário. Existe na imagem acima um bairro chamado de Habitasa (adjacente à grande mancha vermelha na parte superior direita). No passado era o bairro dos ricos, localizado próximo ao centro da cidade, mas que não prosperou porque nas grandes alagações - quando o rio passa da cota dos 17 m - parte do mesmo fica debaixo de água (os ricões ficavam desabrigados!). Por muitos anos uma grande área adjacente ao referido bairro ficou desocupada porque mesmo sem alagação, o mesmo era alagado - um charco.

Pois bem, quando a "indústria da invasão urbana" prosperou em Rio Branco a partir de meados dos anos 80, esta grande área foi "ocupada" e urbanizada. Isso mesmo, tem rua, luz, água, telefone. E todos os anos a maior parte da mesma alaga! Todos os anos a prefeitura - como o nosso dinheiro - tem que recuperar ruas, bueiros, e mesmo casa de moradores que são afetados pela alagação.

Os moradores deste local vivem 11 meses no "seco" e 1 como "flagelados da algação". E a cada alagação estão solidificando seus imóveis graças a ajuda do poder público e da solideriedade da população. Sair deste local? Não é negócio.

Com todo este apoio, este bairro, sintomaticamente chamado de "Baixada da Habitasa", tem futuro!
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quarta-feira, fevereiro 15, 2006

CRIME AMBIENTAL

EMPRESAS DE PROPAGANDA "PODARAM" NUMEROSAS ÁRVORES PELA CIDADE PARA GARANTIR MAIS VISIBILIDADE PARA SEUS OUTDOORS!

Segundo o site NOTÍCIAS DA HORA, empresas de outdoors cometeram crime ambiental e proprietários foram denunciados

Rio Branco-Ac, 15-2-06

BRANCO, AC - Ao menos cinco empresas que produzem outdoors em Rio Branco devem responder por crime ambiental nos próximos dias. Elas serão responsabilizadas criminalmente por terem cortado, por conta própria, a copa dos oitizeiros (árvores sombreadoras) plantados há cerca de cinco anos ao longo da Avenida Antônio da Rocha Viana e do Parque da Maternidade.

A denúncia foi feita pelo secretário estadual de Obras, Eduardo Vieira, que é também secretária para região Norte da Sociedade Brasileira de Arborização Urbana. O secretário Municipal de Meio Ambiente, Artur Leite, acatou a denúncia e mandou investigar as empresas. “Elas serão notificadas, com a obrigação de nos enviar defesa por escrito. Se estas respostas não convencerem, entraremos no Ministério Público contra as mesmas”, disse Leite.

Somente o poder público está autorizado a promover alterações na arborização urbana. A copa das oitizeiras foi cortada, segundo informações extra-oficiais, por que os galhos mais altos estavam dificultando a visão integral das propagandas. “Esse tipo de atitude é ilegal. As árvores fazem parte do projeto urbanístico da cidade e qualquer mudança deve ser aprovada pela Semeia, mediante um ofício fundamentado: quando pessoas, casas ou comércios estiverem em risco, o que não é o caso”, explicou Eduardo Vieira.
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TOREIROS E DONOS DE SERRARIAS DESBLOQUEIAM BR-364 EM ARIQUEMES

BANCADA FEDERAL DE RONDÔNIA NÃO CONSEGUIU SEQUER AUDIÊNCIA COM MINISTRA DO MEIO-AMBIENTE!

Segundo o site ARIQUEMES190 a BR 364 foi desbloqueada hoje às 14:30 horas após a comissão que foi a Brasília, enviar um ofício aos Toreiros e Madeireiros de Ariquemes afirmando que um acordo tinha sido fechado e a ordem era desbloquear a Br-364. De imediato, os Toreiros e Madeireiros atenderam o pedido e liberaram a pista. Zé de Freitas, Pres. da Assoc. dos Extratores e Madeireiros, afirmou estar retornando de Brasília e vai se reunir com a categoria e passar para os mesmos tudo o que foi tratado com a Bancada Federal e representastes dos órgãos competentes.

- VERGONHA......BANCADA FEDERAL DE RONDÔNIA NÃO CONSEGUE AUDIÊNCIA COM MINISTRA PARA RESOLVER PROBLEMA DO BLOQUEIO DA BR; VALVERDE E FÁTIMA PULARAM FORA

- DESPRESTIGIADA PELO GOVERNO FEDERAL E BOICOTADA POR SENADORA PETISTA, BANCADA RONDONIENSE SÓ CONSEGUE AUDIÊNCIA COM AUXILIARES DO SEGUNDO ESCALÃO

A ministra do Meio Ambiente,Marina Silva (PT), recusou-se a receber nesta quarta-feira os integrantes da bancada federal rondoniense que buscam, em Brasília, uma solução para o problema dos madeireiros e toreiros do Estado que, desde a segunda-feira, bloqueiam a BR-364, a principal via de acesso a Rondônia. Na noite desta terça-feira, em Brasília, a bancada federal se reuniu no gabinete do deputado federal Nilton Capixaba (PTB) e fechou uma pauta de negociações para apresentar na manhã desta quarta ao representante da ministra, do INCRA e do IBAMA. Nenhum titular dessas instituições aceitou participar da reunião para discutir a situação dos madeireiros e toreiros. Todos designaram auxiliares. “Quando é questão polêmica assim a ministra tira o corpo fora”, disse o deputado federal Hamilton Casara, do PSDB, novo coordnador da bancada escolhido nesta terça. Dos oito deputados federais e dos três senadores rondonienses, apenas a senadora Fátima Cleide, do PT, e o deputado federal Eduardo Valverde (PT) não compareceram à reunião da bancada para fechar a pauta em torno da questão dos madeireiros e toreiros.
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ENCHENTE NO ACRE!









Fotos "Notícias da Hora"

A NATUREZA É INCONTROLÁVEL, MAS O DRAMA HUMANO NÃO!

Claro, o lado humano conta, e muito, pois é triste uma família inteira ficar desabrigada, ter que ir para os abrigos, locais onde se perde um pouco ou todo o orgulho e a intimidade familiar.

Mas embora as enchentes no Acre sejam previsíveis para os meses de fevereiro e março, vale refletir sobre as mesmas.

1. Todos sabem que o rio Acre está muito "machucado", ou seja assoreado, as matas ciliares destruídas e por isso o seu leito deve estar, a cada ano, "subindo".

2. A continuar esta tendência, e se não for tomada uma medida definitiva para "expulsar efetivamente" as pessoas que anualmente são retiradas de áreas de risco (e teimam em retornar ao mesmo lugar logo que o rio baixa), no futuro vai ser preciso apenas um "sereno" para termos "alagações".

3. Isso mesmo, "alagações" entre aspas porque quem mora em Rio Branco sabe que alagações de verdade são aquelas em que o rio transborda e atinge a rua Dr. Pereira Passos, o terminal do antigo Aeroporto no bairro Ginásio Coberto, o bairro da Base.









4. Fora disso, a alagação ocorre anualmente para centenas de pessoas que ocupam áreas reconhecidamente de risco - seja ou não ano de alagação: partes dos bairros Cidade Nova, Taquari, 6 de Agosto, etc. Todo mundo na cidade sabe onde elas estão localizadas...a gente sabe de "có e salteado" onde vai "alagar" se o rio subir um pouquinho...

5. O irônico é que anualmente os governos federal, estadual e municipal doam dezenas de casas e lotes para estes "desabrigados" saírem desta situação humilhante. No próximo ano estão todos lá novamente, e dizendo:

- Voltei porque o lote que me deram é muito longe!

6. Virou uma indústria, a indústria da alagação. O pessoal deve ter aprendido com a "indústria da invasão dos lotes urbanos"...li na imprensa que os "desabrigados" deste ano estão sugerindo ao governo do Estado doar as casas do Parque Residencial Sabiá, um conjunto novinho em folha localizado no Bairro Placas.

7. Já imaginou se os governantes cairem nessa conversa? Vai triplicar o número de desabrigados da noite para o dia e a oferta de casas à venda no referido conjunto habitacional daqui a 2-3 meses vai ser intensa...ou você acha que estas pessoas vão querer trocar o endereço das áreas alagáveis no centro por um bairro lá onde o vento faz a curva? Ainda mais que existe a possibilidade de passar a casinha novinha em folha para frente...sair com troco no bolso!

8. E quem banca anualmente todas as despesas com a mobilização da Defesa Civil, Bombeiros, montagem de abrigos temporários...os desavisados dizem: "O governo!"...mas esqueçem de pensar que quem banca o governo somos todos nós. Assim, todos os anos estamos gastando dinheiro a toa investindo para remediar uma situação irremediável se medidas efetivas não forem tomadas.

9. Aliás, os governantes, que estão conscientes disso, devem sentir dor no peito quando têm que tirar do orçamento dinheiro para atender essas "emergências". Digo isso porque eles sabem que mais a frente vai faltar para comprar remédios para os postos de saúde, consertar buracos nas ruas e estradas, instalar redes de água e esgoto...

Mas no fim, nem reflexão, nem a racionalidade humana conta quando votos valem mais que tudo.

Em uma das fotos acima dá para ver claramente uma rua asfaltada em um desses lugares de risco. É isso: não tem água nem esgoto, mas tem rua asfaltada para ser destruída pela "alagação" anual. Faz sentido pois assim, jogando dinheiro fora asfaltando estas ruas os administradores públicos mostram para os "eleitores" que eles estão "trabalhando" e pedindo:

- Votem em mim na próxima eleição!
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terça-feira, fevereiro 14, 2006

SANHA DESTRUIDORA...É CULTURAL!

Recentemente publicamos um post sobre o desmatamento em Rondônia (QUAL O FUTURO DA COBERTURA VEGETAL DE RONDÔNIA?). Lá não escapam nem as áreas de preservação.

Agora, que sobrou pouca florestas para eles continuarem a explorar de forma "legal" (onde eles não correm muitos riscos de serem presos ou ter a madeira apreendida), os produtores e toreiros de lá estão bloqueando a estrada que vem para o Acre para exigir que o governo mude a lei que exige 80% de reserva legal nos lotes de terra da região.

- Manejo sustentado? O que é isso?

Essa deve ser a pergunta que eles devem fazer quando alguem os questiona sobre esta alternativa. Como só enxergam um palmo na frente do nariz, o agumento deles deve ser de que no fim do dia têm que levar pão para a família comer...

Além disso querem "facilidades" para obter ATPFs. Deve ser porque o IBAMA estourou os esquemas dos "empresários" de lá.

Agora nem mel e nem cumbuca. Não têm moral para mudar a lei porque são reconhecidamente destruidores. Fazer o que? Continuar na ilegalidade!

Quanto a serem ouvidos, só vão ser porque vão bloquear a estrada para o Acre e isso vai dar manchete na grande imprensa nacional. Aliás, fico pensando que se Rondônia ficasse na ponta do Brasil, como é o caso do Acre, ninguem ia ouvir seus lamentos. E o resto do país só ia saber da destruição que eles iam promover no Estado quando tudo estivesse acabado e a grande leva de emigrantes começasse a sair em direção a outros Estados do Brasil dizendo que lá não daria mais para viver:

- Não tem madeira, não tem ouro, cassiterita, peixe...como dá para viver num lugar assim?

Leiam abaixo a reportagem do jornal A TRIBUNA sobre o movimento dos "destruidores rondonienses":

Toreiros bloqueiam 364 em quatro pontos
Josafá Batista

Filas com cerca de 10 quilômetros de automóveis, em ambos os lados da BR-364, circundam quatro pontos de bloqueio nesse instante. Todos são em Rondônia, nos quilômetros 513, 515 e 519. Caminhões toreiros e pedaços de pau impedem o avanço de automóveis grandes ou pequenos. No começo da noite de ontem, o último trecho foi interditado - na confluência com outra rodovia, a BR-421, entrada de Ariquemes (RO).

Com os bloqueios, as operações de compra e venda no atacado para o Acre devem ser interrompidas, pelo menos para as encomendas com previsão de transporte rodoviário. De acordo com uma estimativa da Associação Comercial e Industrial do Acre (Acisa), o prazo para o impacto nas prateleiras dos supermercados é de uma semana. A escassez deve começar com verduras, frutas e outros produtos perecíveis.

"Há 115 caminhões e 230 manifestantes, que reivindicam a modificação da MP 2166, pedindo a redução da área de reserva legal em propriedades rurais, e também maior facilidade na liberação das ATPFs para as operações de manejo", informou uma agente da Polícia Rodoviária Federal em Rondônia, que preferiu manter o anonimato.

A MP 2166, que os manifestantes querem modificar, fixa em 80% o tamanho da área de reserva legal nas propriedades rurais da Amazônia Legal. Agricultores e pecuaristas em geral reclamam que o dispositivo prejudica os investimentos e favorecem a extração ilegal de madeira. Já as ATPFs são documentos necessários por lei para a atividade madeireira.O protesto começou às 13 horas de ontem, organizado por toreiros e donos de madeireiras da cidade de Ariquemes.

Cidade será isolada em Rondônia

Dezenas de toreiros se reuniram em Ariquemes na tarde de ontem para decidir se levam caminhões para a RO 257 e isolam a cidade de Machadinho do Oeste, criando o quinto ponto de bloqueio. A rodovia liga a BR-364 ao município e é a única via de acesso ao local.

No domingo, representantes da bancada federal rondoniense e o governador Ivo Cassol (PPS) terminou em um impasse, sem resultado para os manifestantes, que decidiram radicalizar e criar os novos pontos de bloqueio. Graças à estratégia, nem os ônibus para cidades fora do Acre - que normalmente, em protestos similares, fazem troca de passageiros - estão circulando.
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segunda-feira, fevereiro 13, 2006

AS QUEIMADAS NO ACRE: AVALIAÇÃO, COMBATE, ALTERNATIVAS E PROPOSTAS FUTURAS

Aos leitores informo que hoje a noite, no auditório da FIEAC, vai começar o seminário para avaliar as queimadas ocorridas no ano passado e planejar as ações preventivas-mitigadoras da seca anunciada para este ano de 2006. Vejam a programação abaixo:

PROGRAMAÇÃO
Local: Auditório da FIEAC-Avenida Ceará, nº 3727. Bairro: Floresta

Dia 13/02 (segunda feira) - 18:00h Abertura
- Mesa solene: Governador do Estado, IMAC, IBAMA-AC, MMA, sociedade civil, GTA, Prefeituras (AMAC), GTP queimadas.

19:00h Mesa 01: As Queimadas no Estado do Acre: Conseqüências em 2005.
- Programas Estruturantes: Controle de Incêndios e Queimadas para a Amazônia- PrevFogo
- Dados socioambientais e econômicos do Estado-GT Pesquisa (Comitê do fogo)
- Conseqüências econômicas: experiência de um município-Chefe de Gabinete da Prefeitura de Acrelândia
- Conseqüências em uma reserva extrativistas - CNS - Conselho Nacional de Seringueiros

20:00h- Debates

Dia 14/02 (terça feira): Mesa 02: Queimadas no Estado do Acre: Monitoramento, Controle e Combate em 2005
08:00h - Monitoramento de Queimadas e Incêndios Florestais- INPE
- Medidas de Controle e monitoramento: Ações conjuntas IBAMA e IMAC
- Experiências no monitoramento-UFAC
- Dificuldades e avanços na prevenção e no combate ao fogo - Corpo de Bombeiros

09:00h - Debates

Mesa 03: Alternativas ao uso do fogo: Estudos e pesquisas no Estado do Acre
10:00h
- Pastagens sem uso do fogo-EMBRAPA
- Sistemas agroflorestais com ênfase na capacitação de agentes e educadores ambientais-UFAC
- Pólos e quintais agroflorestais e recuperação de áreas alteradas: Experiência no Estado do Acre - SEPROF

11:20h - Debates

- Intervalo almoço

Mesa 04: Alternativas ao uso do fogo: Experiências na Amazônia
14:00h
-Alternativas ao uso do Fogo: Estratégias de Ação Pacha Mama Amazônia
Experiências na agricultura sem fogo no Estado do Pará Projeto roça sem queimar
-Agricultura sem fogo: Experiência na Agricultura Familiar Agricultores Ecológicos do Humaitá
-Proteger: Mobilização Social - FETACRE

15:20h-Debates

Mesa 05: Políticas públicas para alternativas ao uso do fogo
16:20h
-Alternativas ao uso do fogo no programa de extensão Rural- SEATER
-Alternativas de financiamento-Banco da Amazônia
-Políticas agrárias-INCRA
-Políticas compensação de serviços ambientais-PROAMBIENTE

17:20h-Debates

Dia 15/02 (quarta-feira)
08:00h-Esclarecimentos sobre os trabalhos em grupo e divisão dos mesmos
08:15h-Início dos trabalhos nos Grupos temáticos com apresentação das propostas de cada GT
- Controle e Monitoramento das Queimadas
- Prevenção e Combate a Incêndios Florestais
- Alternativas e Extensão ao Uso do Fogo
08:45h-Discussão das propostas do GT

10:00h- Intervalo

10:10-Continuação dos Trabalhos em Grupo

12:00h-Almoço

14:00h-Apresentação dos Grupos em plenária
15:00h-Contribuições às Propostas e pactuação das mesmas
16: 30h-Encerramento do seminário
17: 00h-Coquetel de encerramento
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SEMINÁRIO SOBRE QUEIMADAS:

CARTA DO PADRE PAULINO E DO FREI HEITOR TURRINI

Ave Maria!

São Paulo, 12 de fevereiro de 2006.

Caríssimo Sr. FOSTER BROWN

Sabemos da reunião tão importante para salvar a nossa floresta que é o pulmão da Terra. O nosso pensamento se estivéssemos presentes seria:

1. Evitar a derrubada, seja dos pequenos seja dos grandes e em parte do governo;

2. Ter meios, na hora certa, de evitar as derrubadas e as grandes queimadas, como por exemplo, o uso de helicópteros, equipes organizadas nos âmbitos federal (Ibama), estadual (Imac) e municipal;

3. Havendo as derrubadas e queimadas irregulares, não apenas aplicar multas que não servem para nada, mas tirar a posse da terra. A experiência passada que temos, muitas multas aplicadas serviram como moeda de troca para ajuda na eleição de um político;

4. O oxigênio é a base da nossa vida o qual nos é dado com abundância pela floresta amazônica. Portanto os países que mais emitem gás carbônico com suas fábricas e automóveis compensem tal agressão com investimentos em países e em organizações que preservam o meio-ambiente, de modo que a mata seja preservada. Ou seja, que a floresta dê lucro sem ser derrubada;

5. Com recursos estatais e dos países poluidores, se aumente o preço da borracha, para evitar o êxodo dos seringueiros para cidade, dar-lhe uma vida digna, conservar a mata e evitar o avanço da pecuária, sabendo que o seringueiros e os índios são os verdadeiros guardiões da floresta. Ao mesmo tempo faz-se necessário haver uma fiscalização na atividade da extração da borracha, pois com a melhora do preço pode acontecer que o seringueiro, tomado pela ilusão e a ganância do lucro fácil, acabe anelando a planta para aumentar a produção do látex ocasionando, conseqüentemente a morte da seringueira.

6. Ter em vista que a terra amazônica não tem vocação para a pecuária, pois se esgota facilmente;

7. O solo das terras degredadas e empobrecidas seja corrigido com técnicas apropriadas à região (uso de calcáreo, adubos orgânicos, adubos vegetais etc.) através de recursos do governo nacional, estrangeiro ou de entes não governamentais;

8. Conservar um preço bom e estável para a castanha, pois esta também favorece a permanência dos seringueiros na mata;

9. Pensar que a mata tem muitos segredos de remédios, dos quais, a maior parte não conhecemos e que valem muito mais que a mata derrubada; por exemplo, vale muito mais a proteína vegetal da castanheira, generosamente oferecida por centenas e centenas de anos, que a proteína animal produzida pelo gado exploração implica na destruição da mata;

10. Ampliar o investimento a projetos que viabilizem o uso de produtos da floresta (copaíba, açaí etc);

11. Ampliar o investimento em pesquisas sobre a biodiversidade;

12. A mata, além do oxigênio, fonte de vida, nos dá abundância da água, sem a qual, nossa existência é impossível. O grande tapete verde de 3 milhões de km quadrados, conserva as chuvas abundantes. As copas das árvores faz com que estas chuvas caiam de modo lento por sobre a terra restabelecendo as reservas hídricas que alimentam os inúmeros igarapés, lagos e rios. Isto faz da Amazônia uma das mais ricas reservas de água potável do planeta;

13. Estamos muito preocupados que se repita a grande seca de 2005 que tornou a mata, não um esperança, mas um barril de pólvora a incendiar tudo e destruir as fontes de riquezas do planeta Terra;

14. Formar conselhos do meio-ambiente nas esferas municipal, estadual e federal composto por membros da sociedade civil, do ministério público, de entidades não governamentais, dos poderes legislativo, judiciário e executivo, com a finalidade de ajudar na preservação do meio ambiente, na fiscalização de desmatamentos e queimadas e na proposta de soluções concretas e eficazes nos âmbitos local, estadual e federal.

Terminando, desejamos ardentemente que esta reunião abra pistas novas e encha o coração de esperança de que a floresta viverá e de que haverá vida nova neste planeta.

Atenciosamente

Frei Heitor Turrini & Frei Paulino Baldassarri
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sexta-feira, fevereiro 10, 2006

QUER GANHAR DINHEIRO ENGORDANDO "ÁRVORES"?

"Engorda" de árvores é o boi gordo da vez

Lucia Kassai
Gazeta Mercantil, 01-02-06

Depois do boi gordo, do frango e do avestruz, a nova modalidade de aplicação agrícola é a denominada "engorda" de árvores, investimento em papéis de projetos de reflorestamento em troca de uma rentabilidade anunciada de até 200% no final do contrato.

Desde o final do ano passado, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) instou duas empresas, a Tropical Flora e a Reflomar Reflorestamento, a suspender a emissão de títulos, os chamados Contratos de Investimento Coletivo (CIC).

"Não temos uma equipe que fiscaliza especificamente as empresas que emitem títulos agropecuários. Isso não significa que não estejamos preparados, porque nosso objetivo não é fiscalizar a atividade agropecuária em si, mas o cumprimento da lei e dos procedimenos", diz Carlos Alberto Rebello, superintendente de Registro de Valores Mobiliários da CVM.

A aplicação em títulos de engorda de bois ou avestruzes é de triste memória para quem apostou no negócio. A falência da Fazendas Reunidas Boi Gordo decretada em 2004, deixou na mão 31 mil investidores e uma dívida estimada em R$ 1,2 bilhão.

No final dos anos 90, o boi gordo se tornou coqueluche graças a uma maciça campanha publicitária protagonizada pelo ator Antônio Fagundes, que na época havia feito a novela Rei do Gado, na Rede Globo, um grande sucesso de público.

O "boom" dos investimentos das indústrias de papel e celulose e o crescimento exponencial das áreas de reflorestamento tornou a "engorda" de árvores um negóco atrativo e rentável. Nenhuma das duas empresas autuadas, contudo, tinha registro na CVM, nem autorização para captar poupança popular.

A Reflomar Reflorestamento conseguiu captar R$ 200 mil até ser autuada pela CVM no final de dezembro. A Amazon Forest (www.amazonforest.com), por exemplo, já captou quatro investidores estrangeiros que investiram no plantio de mogno, teca e guanadi no município de Castanho Carreiro (AM), a 65 km de Manaus. Segundo o italiano Giovanni Caporaso, da Amazon, cada um deles investirá cerca de US$ 20 mil ao longo de 10 anos e ao final deve resgatar US$ 300 mil, com rentabilidade de quase 7% ao ano no período.

"O investidor compra o terreno e pode plantar ele mesmo as árvores ou então contratar nossos serviços para fazê-lo", diz Caporaso, que cobra uma taxa de 30% pelo serviço. Ele diz que não tem registro na CVM porque mesmo a Amazon Forest não existe na prática. "É apenas um endereço na internet para chamar investidores", explica.

Caporaso lamenta a falta de incentivo em reflorestamento do governo brasileiro. "No Panamá, os investidores ganham US$ 50 mil como capital inicial, além de casa e isenção fiscal. No Brasil, não temos nenhuma ajuda", lamenta.

Ele diz que o empreendimento despertou mais interesse dos estrangeiros. "Pode parecer estranho um projeto de reflorestamento na Amazônia, mas aqui há muitas áreas degradadas que precisam ser recuperadas".

O artigo publicado no Blog Meu Mundo Animal de Rogério Goularte, Cacoal, Rondônia.

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Esclarecimento da Reflomar:

O autor do texto está desinformado. Sou proprietário da Reflomar e nós é que consultamos a CVM, não fomos autuados. Plantamos palmito em parceria com amigos e consultamos a CVM para saber se estava correta a forma. A CVM achou que era igual boi gordo e fêz um alerta indevido. E a imprensa igual ao autor deste texto se atira nágua sem pesquisar devidamente. Recebemos posteriormente da CVM a autorização para continuar com nossa parceria rural, por escrito.

Poderemos oferecer cópia se o Sr. desejar. Gostaria que apresentasse esta nova informação, visto que a lei de imprensa exige isto, ou citasse em seu texto que não temos qualquer similaridade com o que o mesmo sugere em relação à maá fé do Boi Gordo e outros..

Atenciosamente.

Marcos lenzi

Gostariamos de saber de sua posição através do
malenzi@bol.com.br
Reflomar. Obrigado.
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quarta-feira, fevereiro 08, 2006

PECONHA: TRADIÇÃO AMAZÔNICA!

Como o seringueiro consegue subir em uma palmeira com 10-15 m de altura para trazer na mão o cacho de frutos maduros?

No Acre, e em muitas outras áreas da Amazônia, as pessoas que vivem na floresta costumam subir em algumas árvores - especialmente aquelas com tronco liso - usando a peconha. Este "instrumento" rudimentar se constitui de um pedaço de casca flexível e resistente com cerca de 1 m de comprimento que é enrolado nos pés. Este pedaço de casca geralmente é chamado de "envira" pelos seringueiros. A envira é retirada, em sua maioria, das árvores da família Annonaceae (a mesma da graviola). No Acre existem dezenas de espécies de árvores onde se pode tirar envira. Tem a envira-iodo, envira preta, amarela, branca, envira-piaca, etc...

Vejam nas imagens abaixo como um seringueiro sobe em um pé de açai solteiro (Euterpe precatoria) usando a peconha. As imagens foram feitas em 2005 no igarapé São Luiz, afluente do rio Juruá, algumas horas abaixo da cidade de Marechal Thaumaturgo.

1. Preparo da peconha (abaixo): as extremidades da "tira" de envira são amarradas e o "anel" resultante é torcido algumas vezes em sua porção mediana, deixando-se espaço nas extremidades para os pés do escalador. Algumas vezes, quando a envira é forte, ela é apenas colocada em volta dos pés do escalador (veja na foto abaixo a direita). Enrolada ou não, a envira da peconha "engancha" nos nós poucos salientes do tronco da palmeira.














2. Subindo e chegando ao cacho (abaixo): chegando no alto da palmeira o cacho maduro pode ser retirado puxando com a mão ou cortando-se cuidadosamente o seu "talo" com um terçado ou faca.












3. Volta a terra firme (abaixo): cacho maduro pronto para levar para casa e fazer o autêntico açai caseiro.




Apesar de tradicional, o uso da peconha representa um desafio para a maioria dos escaladores. Já vimos e ouvimos pessoas que se acidentaram ao tentar subir em palmeiras usando a peconha. Por esta razão, o Parque Zoobotânico da UFAC tem oferecido regularmente treinamentos para comunidades extrativistas passarem a usar cinto de segurança e garras metálicas.

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