AMBIENTE ACREANO: Janeiro 2008
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quinta-feira, janeiro 31, 2008

DESMATAMENTO É TEMA INCONTORNÁVEL, DIZ NEGOCIADOR DOS EUA

O Brasil não terá como fugir do tema do desmatamento nas negociações internacionais sobre o meio ambiente e a questão da manutenção das florestas já é um assunto "incontornável" para as principais diplomacias do mundo. O alerta é de um dos principais formuladores da política ambiental americana, Daniel Reifsnyder.

Jamil Chade - O Estado de S. Paulo

GENEBRA - O Brasil não terá como fugir do tema do desmatamento nas negociações internacionais sobre o meio ambiente e a questão da manutenção das florestas já é um assunto "incontornável" para as principais diplomacias do mundo. O alerta é de um dos principais formuladores da política ambiental americana, Daniel Reifsnyder.

Em declarações ao Estado, o norte-americano que chefia o Departamento de Meio Ambiente da Secretaria de Estado estima que não há como forçar um acordo sobre o Brasil para limitar o desmatamento. Mas alerta que uma solução terá de ser encontrada para o problema.

"Os níveis de emissões de CO2 do Brasil não são muito grandes. Mas o problema é que o desmatamento de florestas pode representar até 20% de todas as emissões. Por isso a preservação da cobertura florestal é essencial", afirmou o americano que tem em seu curriculum a negociação de mais de 15 acordos ambientais em nome da Casa Branca. "A questão da floresta não sairá da agenda internacional. Não há como escapar dessa realidade", disse o representante de Washington.

O governo americano quer que os países emergentes, como o Brasil, aceitem negociar no âmbito do G-8, neste ano, uma meta global de longo prazo para a redução de emissões de CO2. O grupo de países industrializados é presidido em 2008 pelo Japão, mas terá Brasil, China, Índia, México e África do Sul como convidados a debater uma série de assuntos.

Nos últimos anos, países como a Alemanha, França e outros têm insistido na necessidade de o Brasil, China e Índia também aceitarem metas de corte de emissões de CO2. Os países emergentes, porém, alegam que não poderiam aceitar tais restrições, temendo perdas no crescimento econômico. "Aceitamos a tese do crescimento econômico e queremos trabalhar em uma solução que considere esse aspecto", afirmou Reifsnyder.

A idéia da Casa Branca é de que uma taxa de corte de CO2 seja estabelecida para os próximos 20 ou 30 anos. "Passaremos então a negociar qual será a responsabilidade de cada um dos governos nessa visão para o futuro, inclusive a responsabilidade dos emergentes e como podemos ajuda-los", disse.

O americano, que afirma ter passado os últimos anos debatendo como convencer os emergentes a aceitar uma meta de redução de CO2, admite que um acordo com o Brasil nunca conseguirá ser imposto ao País.

"Se fizermos isso, eles (brasileiros) vão abandonar o processo, como nós fizemos com (o Protocolo de) Kyoto", afirmou. "Precisamos construir uma nova forma de confiança entre os governos e, assim, tenho certeza de que as negociações vão poder continuar", disse.

"Sabemos que esses países são contrários a metas específicas. Mas acreditamos que há uma chance de se negociar pelo menos uma visão comum de quanto o mundo precisa reduzir em termos de emissões", completou Reifsnyder.

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MAIS UMA DO RD NOTÍCIAS

Atendendo ao pedido do leitor Ferraz, aqui está a pérola do dia, diretamente do site RDNotícias

Clique na imagem ao lado para ler o texto e respectivas pérolas. Se não, leiam abaixo:

UMA DENUNCIA ANONIMA LEVOU POLICIAIS DA CEATRAN AO RAMAL BEIRA RIO NA ESTRADA DA TRANSACREANA AO CHEGAR LA FOI ENCONTRADO DENTRO DO MATO UMA MOTO BROS DE COR PRETA 150 DE PLACA MZW 3585. APOS OS POLICIAIS FAZEREM UMA PESQUISA FOI CONSTATADO QUE A MOTO FOI FURTADA NA MADRUGADA DESTA TERÇA-FEIRA 29/01/2008 POR VOLTA DAS 4:00HS DA MADRUGADA DE UMA CASA LÁ NO CONJUNTO UNIVERSITARIO SEGUNDO OS POLICIAIS DA CEATRAN O RAMAL ESTARIA SENDO USADO PARA FUGAS JÁ QUE O MESMO SAI NA BEIRA DO RIO ACRE E LA OS BANDIDOS PODEM ESTAR ATRAVESSANDO AS MOTOS DE BARCOS PARA O OUTRO LADO QUE SAI NA AC 40, OU SEGUNDO ELES A MOTO SERIA DESMANÇADA NO LOCAL MESMO A MOTO FOI LEVADA PARA O TERCEIRO DP QUE FICA NO BAIRRO ESTAÇAO ESPERIMENTAL PARA SER DEVOVIDA AO SEU DONO .

Nota do Blog: Sugestão aos 'donos' do RD Notícias: contratem um estagiário de um dos cursos de jornalismo! Seguramente estes absurdos não estariam acontecendo. Com o pouco conhecimento da língua portuguesa, creio que a situação do 'repórter policial' do site está insustentável.
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CULPA DA IMPRENSA!

Morreu a primeira pessoa vítima da febre amarela vacinal

Evandro Ferreira
Blog Ambiente Acreano

O site de notícias G1 informa que morreu uma mulher em São Paulo vítima de febre amarela vacinal, que ocorre quando o paciente desenvolve a doença a partir do momento em que o organismo reage à vacina.

De quem é a culpa? Muitos, obviamente, se apressarão a culpar a própria falecida, que não tinha condições imunológicas de tomar a vacina.

Eu sei em quem colocar a culpa: na imprensa!

Todo mundo foi testemunha. Sem necessidade, a imprensa transformou uns poucos casos de febre amarela em epidemia. Foram dias e dias de massacre midiático, mostrando centenas de pessoas em filas buscando vacinação.

Manchetes trombeteavam que a vacina estava em falta, causando mais desespero nas pessoas. Na verdade a vacina sempre existiu e poderia ser produzida rapidamente.

O que não seria possível é se pensar, e exigir, que postos que vacinavam 100-200 pessoas por ano, estivessem preparados, da noite para o dia, para dispensar 500-1.000 doses da vacina em um único dia!

O mais triste de tudo é que se o meio de comunicação era da oposição, não perdeu a oportunidade para acusar a situação de ser incompetente. Esse foi o caso do site Ac24Horas, daqui de Rio Branco.

Em resumo: a situação virou caso de polícia e de política. Apesar disso, só quem ganhou com isso foi a imprensa.

Se pelo menos eles tivessem informado, desde o início, que é perigoso tomar a vacina duas vezes sem respeitar o prazo de 10 anos, quem nem todas as pessoas são aptas a tomar a vacina.

O que esperar agora. Se a imprensa tiver dignidade, fará uma mea culpa por ter criado uma situação irreal. Obviamente que não fará isso.

Será que teriam coragem de mandar flores e mensagem de solidariedade para os familiares de Marizete Alves de Abreu, que faleceu mais em função da ganância midiática do que da febre amarela.
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A PÍLULA DO DIA SEGUINTE

Se foi produzida na China, é bom ficar de olho

Manchete de primeira página do 'The New York Times' de hoje está deixando os americanos de cabelo em pé! Segundo a reportagem, a empresa farmacêutica chinesa Shanghai Hualian, a única autorizada no mundo a fornecer aos americanos a famosa pílula do dia seguinte, conhecida como RU-486, está envolvida em um escândalo de grandes proporções em seu país.

Ela está sendo acusada de ter fornecido lotes contaminados de remédios contra leucemia a centenas de pacientes chineses que sofrem de câncer. Isso aconteceu em meados do ano passado e o resultado até o presente foram cerca de 200 pacientes que ficaram paralíticos ou sofreram outros tipos de sequelas.

Você compraria um medicamento Made in China? É bom ficar alerta.
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SE NÃO FIZEREM A COISA CERTA...ELA VAI DEIXAR DE SER NOSSA!

Amazônia: Quem disse que é nossa?

O que ocorre na Amazônia tem tudo para ser tão preocupante quanto um genocídio. A humanidade inteira é vitimada enquanto nós, brasileiros, agimos como aqueles manifestantes sérvios que orgulhosamente desafiavam as tropas internacionais, em completo desprezo pelas minorias étnicas que eram dizimadas por ali.

Marcelo Coelho
Folha de São Paulo, 31/01/2008

A Amazônia não é uma prioridade real para os brasileiros, mas é uma prioridade mundial. Vem da Amazônia a má notícia de que o desmatamento cresceu além das previsões. Mas o que se chamava de boa notícia, em anos anteriores, afinal não era nada de tão bom assim: registrou-se, apenas, que o ritmo da devastação estava caindo e não que a tivessem interrompido, por um dia só que fosse. Vou perdendo a paciência com essas estatísticas e gostaria de fazer uma observação simples e radical.

Não tenho nem um centésimo das informações que meu xará da Folha, Marcelo Leite, pode dar sobre o assunto, e espero que desta vez não o confundam comigo, coisa que acontece com freqüência.

Sempre que alguém fala em "internacionalizar a Amazônia", surge um grito de guerra: "A Amazônia é nossa!".

Mas como assim, "é nossa?". A Amazônia, no momento, é dos que a invadem e devastam. Sejam madeireiros, plantadores de soja, pecuaristas, mineradoras ou fabricantes de ferro-gusa que, segundo documento divulgado pela Confederação Nacional da Agricultura, precisam de mais florestas para fazer carvão do que os bois precisam de pastagens.

A Amazônia seria "nossa" se o poder público tivesse condições de impor a lei naquela região, se conseguisse fiscalizar e punir quem promove o desmatamento.

Mas o poder público brasileiro não consegue sequer fiscalizar e impor a lei dentro dos presídios de segurança máxima... Lugares onde, se existe algum, a fiscalização deveria ser total e o império da lei assegurado à risca.

Quando ocorre algum genocídio não sei em que lugar do mundo, é natural que se peça a intervenção da ONU. O que não significa dar carta-branca para uma potência tomar conta das riquezas de um país.

O que ocorre na Amazônia tem tudo para ser tão preocupante quanto um genocídio. A humanidade inteira é vitimada enquanto nós, brasileiros, agimos como aqueles manifestantes sérvios que orgulhosamente desafiavam as tropas internacionais, em completo desprezo pelas minorias étnicas que eram dizimadas por ali.

Achamos correto quando crimes contra a humanidade são submetidos a tribunais internacionais.

Pouca gente se dispôs a defender Pinochet quando um juiz espanhol considerou que as fronteiras chilenas não o protegiam do que fez contra o gênero humano.

Talvez não seja adequado levar os responsáveis pela devastação a um tribunal suíço. O caso em prol da Amazônia pode ser enunciado de forma diferente.

Trata-se de devolver às populações locais uma terra que pode ser explorada racionalmente se contar com ajuda, fiscalização e verbas do mundo inteiro.

Se governos estrangeiros e entidades internacionais, em concordância com o Brasil, puderem intervir no sentido de fazer da floresta uma região de preservação ecológica mundial, creio que a Amazônia seria mais "nossa" (isto é, de quem vive lá e não a derruba) do que é atualmente.

Outras "soluções", para dizer francamente, não me parecem soluções. Quem imagina que o Ibama, o Exército, a Polícia Federal dispõem de recursos suficientes para tomar conta de tudo aquilo? E que direito temos nós de mascarar nossa ineficiência, nosso desleixo, com um nacionalismo que não engana ninguém?

O fato é que a Amazônia não é uma prioridade real para os brasileiros, que têm problemas terríveis a resolver bem mais perto -debaixo de cada ponte e viaduto urbano, para dizer o óbvio. Mas é uma prioridade mundial.

Parece-me infantil dizer que os americanos vão chegar aqui e tirar "nossas" riquezas. Quem está acabando com elas, e enriquecendo à custa de todo o planeta, é a madeireira (nacional ou não, isso pouco importa), o pecuarista, o plantador de soja.

O governo brasileiro bem que gostaria, imagino, de limitar esse enriquecimento. Mas não é objetivamente capaz disso.

Concordo que "internacionalização" é uma palavra forte demais. Sugere a entrega de nossa soberania, sem nada em troca. Outras fórmulas, mais suaves, podem ser concebidas pelos especialistas no assunto. Não sou especialista no assunto. Pessoalmente, não temo usar a palavra. Nossa soberania, afinal, não existe. Existiria se pudéssemos impor nossa vontade sobre a região. Ano após ano, é precisamente isso o que verificamos não acontecer.



*Para mais informação sobre o assunto, recomendamos uma visita ao site Ecodebate.
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quarta-feira, janeiro 30, 2008

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QUASE MEIO MILHÃO DE BRASILEIROS FORAM ASSASSINADOS NO BRASIL NOS ÚLTIMOS 10 ANOS

Para comparar: mortes americanas durante a guerra do Vietnam foram cerca de 60 mil em um período de 14 anos. 'Guerra' brasileira é quase dez vezes mais violenta!

Uma nota publicada no The New York Times afirma que nos últimos 10 anos (1996-2006), cerca de 465 mil pessoas foram assassinadas no Brasil. A maioria foi morta a tiros! O pais virou, literalmente, um açougue! E não estão incluídos os mortos por acidentes de trânsito, que podem atingir outros 50 mil por ano!

Segundo a nota, várias razões podem ser citadas para o alto índice de assassinatos no país: baixo número de polícias, alto índice de corrupção da polícia e a grande disparidade de renda entre ricos e pobres.

Muitas das cidades mais violentas do país ficam na região Amazônica, onde coflitos relacionados à terra e recursos naturais são resolvidos mediante a contratação de pistoleiros.

Foz de Iguacu, uma das portas de entrada do país, famosa pelas cataratas e uma das principais atrações turísticas, é o quinto município mais violento com uma taxa de mortalidade de 99 homicídios por 100 mil habitantes. Isto é duas vezes mais alto do que a taxa observada na cidade americana mais violenta.

Não me iludo. Já disse antes e repito. Áquela velha mania que a imprensa tem de encher a nossa cabeça com descrição do brasileiro como uma pessoa alegre, prestativa, simpatica, que valoriza os laços familiares, falta incluir uma nova característica: violento! Brasileiro, de uma maneira geral, é extremamente violento! Alguem duvida?

Antes que eu esqueça: tem que incluir também que, de uma maneira geral, é um povo desonesto. É isso! Pode ser trabalhador, prestativo, alegre, que valoriza os laços familiares, simpático. A tudo isso devemos incluir estes dois outros ingredientes: violento e desonesto! Alguem duvida?
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terça-feira, janeiro 29, 2008

ACRE FOI O SEGUNDO ESTADO QUE MAIS LIBEROU RECURSOS DE EMENDAS PARLAMENTARES

Com 53,07% dos recursos das emendas aprovadas liberados, Acre foi o segundo Estado do país a obter mais liberações em proporção às emendas aprovadas no período de 2003 a 2007 . Em primeiro lugar ficou São Paulo, com mais de 56% de liberação

Com informações da Agência Brasil*

Pesquisa realizada pela CNM no período de 2003 a 2007 constata que o governo federal liberou apenas 39,56% dos R$ 63,052 bilhões de emendas aprovadas nesse período, correspondendo a um desembolso efetivo de R$ 24,941 bilhões, aí incluídas as emendas que coincidem com prioridades do governo federal, responsáveis por 76,67% do total liberado.

Segundo a pesquisa, se forem computadas só as emendas de interesse exclusivo dos parlamentares nos últimos cinco anos, o volume de recursos aprovados cai para R$ 42,113 bilhões, dos quais só R$ 8,887 bilhões foram liberados, o equivalente a apenas 21,10%.

Na avaliação do presidente da Confederação Nacional dos Municípios (CNM), Paulo Ziulkoski, os números demonstram que o governo dá prioridade à liberação de recursos de emendas que têm afinidade com os projetos do próprio Executivo.

A pesquisa da CNM aponta que os estados mais ricos, com maior representação política no Congresso Nacional, são os que recebem mais recursos das emendas parlamentares, em detrimento das regiões mais pobres.

São Paulo, de acordo com a pesquisa, foi beneficiado com a liberação de R$ 3,769 bilhões, ou 56,87% das emendas aprovadas nos últimos cinco anos; Minas Gerais recebeu R$ 2,639 bilhões, ou 51,13% das aprovações; seguindo-se o Rio de Janeiro, beneficiado com R$ 2,340 bilhões, ou 46,08% das emendas orçamentárias.

Já o Acre foi o segundo a obter mais liberações em proporção às emendas aprovadas no período em análise. Recebeu R$ 652,961 milhões, ou o equivalente a 53,07% das aprovações.

Os estados que tiveram pior desempenho nas liberações foram o Amapá, com R$ 246 milhões (19,91% do total aprovado); o Espírito Santo, com R$ 327 milhões (22,14%); Sergipe, R$ 251 milhões (22,78%); e Roraima, com R$ 286 milhões (23,10%). Um pouco melhores, mas com liberações abaixo de 30% das emendas aprovadas, estão Alagoas, Amazonas, Mato Grosso do Sul, Paraíba e Rondônia.

A pesquisa da CNM revela, ainda, que dos partidos com maior representação no Congresso, o PMDB foi o que aprovou mais emendas de parlamentares no orçamento, mas só conseguiu liberar o equivalente a 24% delas, enquanto que o segundo partido com maior número de emendas aprovadas, o PT, teve 32% de suas propostas liberadas. Esse índices caíram para 20% e 18%, respectivamente, nas liberações de emendas oriundas do PSDB e do DEM (ex-PFL).

*Texto adaptado da reportagem originalmente publicada pela Agência Brasil "Maioria dos municípios não recebe recursos de emendas parlamentares, revela pesquisa", de autoria de Stênio Ribeiro
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TRÊS QUARTOS DOS HOMICÍDIOS SE CONCENTRAM EM 10% DAS CIDADES, MOSTRA PESQUISA

Cidades mais violentas do país estão no Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Mais de um terço dos municípios do Amapá, Roraima e Rondônia estão incluídos na lista dos mais violentos

Danilo Macedo
Repórter da Agência Brasil

Brasília - Pesquisa mostra que 556 municípios brasileiros, cerca de 10% do total, concentram 73,3% dos homicídios – ou seja, praticamente três quartos desses crimes.

O dado consta do Mapa da Violência dos Municípios 2008, lançado hoje (29) no Ministério da Justiça. O estudo, elaborado pelo sociólogo Julio Jacobo Waiselfisz, faz uma radiografia dos óbitos ocorridos no país com dados coletados e organizados pelo Ministério da Saúde até 2006.

No levantamento anterior, divulgado no ano passado, concentravam-se nesse universo de municípios 71,8% dos assassinatos.

As cidades com as taxas médias mais elevadas no novo levantamento foram, respectivamente, Coronel Sapucaia (MS), Colniza (MT), Itanhangá (MT) e Serra (ES). Foram essas as cidades com mais de 100 homicídios para cada 100 mil habitantes.

Para minimizar as oscilações, principalmente nos municípios menores, foram utilizadas médias dos três últimos anos disponíveis (2004 a 2006), no caso de municípios com 3 mil habitantes ou mais, ou dos últimos cinco anos (2002 a 2006), para aqueles com menos de 3 mil habitantes. Para os municípios criados recentemente, foram usados dados a partir do ano de criação. O terceiro colocado no ranking, Itanhangá, por exemplo, só tinha dados de 2005 e 2006.

Dos 26 estados, seis têm mais de um terço de seus municípios entre os 10% mais violentos do país: Amapá (50%), Rio de Janeiro (46,7%), Roraima (40%), Pernambuco (40%), Mato Grosso (36,9%) e Rondônia (36,5).

O Distrito Federal (DF) foi considerado como tendo apenas uma cidade (Brasília), que está entre os mais violentos. Assim, o DF aparece na lista com 100% de municípios nessa condição.
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A IMPROBABILIDADE DE UM SURTO DE FEBRE AMARELA

Especialista da Fiocruz afirma que 'Não há qualquer sinal de urbanização da febre amarela ou de expansão da área de risco'.

Isis Breve, Agência Fiocruz de Notícias

O Ministério da Saúde ampliou a recomendação da vacinação contra febre amarela no país. Além de Goiás e Distrito Federal, estados onde os macacos morreram supostamente infectados pela doença, a Vigilância Sanitária solicitou também a vacinação de moradores e visitantes de todos os estados das regiões Norte e Centro-Oeste. Maranhão e Minas Gerais também entraram no roteiro, assim como o oeste de São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Piauí, o sul da Bahia e Espírito Santo. Para falar sobre a febre amarela a Agência Fiocruz de Notícias (AFN) entrevistou o infectologista José Cerbino, especialista na área de vacinas do Instituto de Pesquisa Clínica Evandro Chagas (Ipec), uma unidade da Fiocruz.

AFN: Desde 1942 não há caso de febre amarela urbana no Brasil. Agora a doença retorna ao cenário. Qual é o quadro da enfermidade no país?
Cerbino:
A febre amarela pode apresentar dois ciclos distintos. A chamada febre amarela urbana foi erradicada no Brasil na década de 40. E a febre amarela silvestre existe apenas em áreas florestais e de cerrado de alguns estados. Além dos locais de ocorrência da doença nas formas urbana e silvestre, há também uma diferença nos participantes de cada ciclo. A febre amarela urbana tem como hospedeiro o homem e o mosquito transmissor é o Aedes aegypti, porém não há casos da doença na forma urbana desde 1942. Já a febre amarela silvestre tem como principal hospedeiro os primatas não-humanos, como os macacos e os mosquitos transmissores pertencem ao gênero Haemagoggus e Sabethes. Nesse ciclo o homem é um hospedeiro acidental, sendo infectado quando entra nas regiões onde há transmissão. As medidas recomendadas em relação a febre amarela silvestre são a imunização das pessoas que poderão ser expostas ao vírus e o monitoramento de casos em primatas. Os estados onde o Ministério da Saúde recomenda a vacinação de moradores e visitantes foram identificados como regiões de risco da febre amarela silvestre. Ratifico que não há nenhum sinal de urbanização da doença ou de expansão da área de risco.

AFN: Quais as formas de transmissão da doença e os seus principais sintomas?
Cerbino:
A transmissão da doença se dá pela picada do mosquito infectado. Dentro de três a seis dias após a transmissão do vírus da febre amarela aparecem sintomas como febre, mialgias (dores musculares), cefaléias (dores de cabeça), náuseas e vômitos. A doença pode apresentar um caráter bifásico, no qual após uma suposta melhora dos sintomas os casos mais graves evoluem com sinais de insuficiência renal e hepática, como icterícia e manifestações hemorrágicas.

AFN: A vacina contra febre amarela é a maneira mais eficaz no combate à doença? Apenas moradores visitantes das regiões endêmicas da febre amarela devem tomar o imunizante? Que precauções a população deve tomar?
Cerbino:
A vacina é a forma mais eficaz de prevenir a doença e só é indicada para as pessoas residentes ou que vão viajar para as áreas de risco. A população deve lembrar que a vacina deve ser tomada dez dias antes da viagem, o que confere proteção contra a febre amarela por dez anos.

AFN: Que locais o viajante deve procurar caso for passar pelas regiões endêmicas? Existe esse tipo de assistência na Fiocruz?
Cerbino:
O viajante deve procurar os postos municipais de vacinação caso vá para alguma das áreas de risco. Na Fiocruz não há um serviço de vacinação de rotina. Contamos com um serviço de medicina de viagem onde é possível agendar uma consulta informando o destino da viagem e durante o atendimento são informados os riscos, de acordo com as regiões visitadas e eventuais problemas de saúde que o viajante tenha. Nesses casos aplicamos as vacinas recomendadas de acordo com os riscos identificados para cada rota de destino.

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MAIS BOLSAS DO CNPq PARA A REGIÃO NORTE

Proposta do CNPq é que o aumento possa ser de 70% na quantidade de bolsas de mestrado e doutorado

O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq/MCT) reuniu-se na semana passada com dirigentes das instituições de ensino e pesquisa da Região Norte para firmar parceria que irá aumentar em cerca de 70% o número de bolsas de Doutorado e Mestrado.

Segundo o presidente do CNPq, Marco Antonio Zago, “o CNPq vai dar uma injeção de investimentos na formação e capacitação de recursos humanos na Região Norte. Aumentaremos o número de bolsas desses estados, que hoje está na casa de 2% do total de bolsas da Agência”.

Em contrapartida das instituições o presidente do CNPq espera que “Incentivem o desenvolvimento das áreas estratégicas dentro das universidades e instituições, definidas pelo PAC de C&T&I, e que o investimento do CNPq reflita também no desenvolvimento dos cursos de pós-graduação da região, levando a uma melhor qualidade do ensino nas universidades, para ser refletida na avaliação dos cursos daqui a alguns anos”, afirmou o presidente.

Durante a reunião, o diretor do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA), Adalberto Luis Val, ressaltou a necessidade de ultrapassar as taxas históricas de investimento na região. “Além da qualificação dos pesquisadores, precisamos também de ações que fixem esses recursos humanos na região”, disse.

“A ação que lançamos é dirigida principalmente para a formação e qualificação dos recursos humanos, incentivando a fixação, pois, no momento em que formamos e qualificamos pesquisadores da região, já estamos incentivando que permaneçam nas instituições. Além de outras ações que o CNPq já possui nessa linha, para intensificar, precisamos agora de um plano das universidades para trabalharmos em conjunto”, reforçou o presidente Marco Antonio Zago.

Além da participação do presidente do CNPq, Marco Antonio Zago, e da vice-presidente, Wrana Panizzi, também estiveram presentes diretores do CNPq, Pró-Reitor de Pesquisa e Pós-Graduação e Assessores de todas as Universidades da região.

Fonte: CNPq
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A IMPORTÂNCIA DO 'SAMU'

Efeitos do atendimento pré-hospitalar

29/01/2008
Por Thiago Romero

Agência FAPESP – Entre 1994 e 2003, a taxa de mortes entre pacientes atendidos em hospitais de Belo Horizonte, vítimas de acidentes de trânsito na cidade, caiu de 3,3% para 1%, de acordo com dados de uma tese de doutorado defendida no Programa de Pós-Graduação em Saúde Pública da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG.

O autor do trabalho, Roberto Marini Ladeira, médico epidemiologista do Hospital João XXIII, na capital mineira, comparou resultados de dois estudos conduzidos pela Secretaria Municipal de Saúde e pela Empresa de Transporte e Trânsito de Belo Horizonte (BHTrans).

Nos últimos dois meses de 1994 e de 2003 foram colhidos dados de 3.991 pacientes atendidos em oito hospitais, públicos e privados, na capital mineira. As vítimas ou seus acompanhantes responderam a perguntas como o meio de transporte utilizado até o hospital, tipo e gravidade de lesões sofridas, período de internação e consumo de bebidas alcoólicas.

Em seguida, Ladeira, que foi um dos coordenadores dos dois estudos, verificou que, dos 1.719 indivíduos entrevistados em 1994, 57 (3,3%) morreram. No estudo seguinte, em 2003, foram 23 mortes entre 2.272 pacientes, cerca de 1% do total.

Uma das principais causas para a redução teria sido a implantação, em 1995, dos serviços móveis de emergência, que prestam em poucos minutos resgate e atendimento no local do acidente e no trajeto até o hospital.

Em 2003, 47,9% dos pacientes que chegaram aos ambulatórios dos serviços de emergência receberam atendimento pré-hospitalar – em 1994 esse tipo de serviço ainda não existia na cidade.

“É importante destacar que o percentual de óbitos caiu entre as vítimas que foram atendidas nos hospitais, o que não reflete necessariamente uma redução geral das mortes no trânsito em Belo Horizonte. Para isso teríamos que incluir também as vítimas fatais na cena do acidente”, disse Ladeira à Agência FAPESP.

O trabalho indica que as principais vítimas de acidentes de trânsito em 1994 foram pedestres. Em 2003, os condutores e passageiros de motocicletas foram os mais atingidos. “E dos 3.991 pacientes analisados no estudo, mais de 15% informaram ter ingerido bebida alcoólica antes do acidente”, disse o pesquisador.

O médico epidemiologista lembra que a medicina pré-hospitalar surgiu durante as grandes guerras mundiais, com o objetivo de tirar soldados feridos do campo de batalha e levá-los para um lugar mais seguro em que pudessem receber tratamento especializado.

“Historicamente, o tempo entre a ocorrência da lesão e o atendimento médico tem caído brutalmente, de cerca de quatro horas na Primeira Guerra Mundial, por exemplo, para em torno de 20 a 30 minutos nos dias de hoje”, disse Ladeira.

“A literatura científica tem comprovado que a eficiência desse tipo de atendimento está diretamente relacionada com a sobrevivência das vítimas. Nosso estudo mostrou ainda que, em 2003, mais da metade dos pacientes atendidos em menos de uma hora após o acidente foi transportada pelos serviços de atenção pré-hospitalar de Belo Horizonte”, afirmou.
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segunda-feira, janeiro 28, 2008

AUMENTO DO DESMATAMENTO NO ACRE NO FINAL DE 2007

Nem IMAC ou IBAMA viram ou têm prova que isto aconteceu. E mesmo assim eles concordam com o INPE. Até a imprensa local acreditou!

Já havíamos alertado na quinta (24/01) que os dados do INPE poderiam conter erros. O site Ecodebate e o Blog Ecodebate, que estão fazendo a melhor síntese sobre o assunto (com links para artigos relacionados ao fato), repercutiram nosso alerta.

A 'grande imprensa' nacional só foi capaz de ver que alguma coisa estava errada após os protestos iniciais de Governadores e políticos de Estados afetados pela informação equivocada do INPE. Agora surgem as primeiras 'desculpas' oficiais. Ontem (27/01), o Estadão publicou matéria na qual o Diretor do INPE admite erros nos dados (veja post abaixo).

Se o INPE fosse um órgão com forte atuação política, seguramente a imprensa iria fazer picadinho do mesmo. Mas creio que quem vai se chamuscar no episódio é a nossa Ministra Marina Silva. Ainda mais que a imprensa não engoliu muito bem essa história de criacionismo...

Quanto à imprensa do Acre, se conformou em ouvir o pessoal do IMAC, que (pasmem!) confirmou que o INPE está mesmo certo! Para completar a sequência de absurdos, informaram ao repórter do jornal A TRIBUNA, Raimundo Cavalcante (e ele acreditou!), que as derrubadas em dezembro aconteceram porque a estiagem no Acre foi severa. Severa foi a seca de 2005! E mesmo assim pouca gente derrubou em dezembro naquele ano. Em 2007 tivemos uma situação, em termos de chuvas, para lá de normal!

O mais incrível foi ler na A TRIBUNA de domingo que quem contestou os dados do INPE foi o IMAZON! De onde o repórter Raimundo Cavalcante tirou tal informação?

O que deu para sentir foi que a imprensa local, de uma maneira geral, ficou satisfeita em saber que o Acre e seus municípios ficaram de fora da lista dos maiores desmatadores do Brasil. Isso foi o suficiente para arrefecer o faro investigativo dos repórteres, que não procuraram os responsáveis pelo monitoramento do desmatamento no Estado para que eles explicassem o inexplicável: o aumento de mais de 300% nas derrubadas entre agosto e dezembro do ano passado.
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DESMATAMENTO NA AMAZÔNIA EM 2007: INPE ADMITE ERROS

Taxa superestimada de desmate não altera novos resultados negativos

Após consulta do ‘Estado’, diretor do Inpe reconhece que números divulgados em outubro estavam errados

Herton Escobar
'Estado de São Paulo', 27/01/2007

Os números divulgados pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) em outubro sobre o desmatamento na Amazônia estavam errados, segundo apurou o Estado. Os dados mostravam que a taxa de derrubada da floresta havia aumentado 8% nos meses de junho a setembro em comparação com o mesmo período de 2006 - incluindo um aumento explosivo de 600% dos índices em Rondônia. A área desmatada de fato, porém, foi bem menor do que o divulgado.

“Erramos”, disse ao Estado o diretor do Inpe, Gilberto Câmara. Segundo ele, houve uma dupla contagem de áreas desmatadas que já tinham sido detectadas pelo sistema Prodes e foram novamente computadas pelo sistema Deter - os dois programas de monitoramento por satélite da floresta. “Erramos e corrigimos. Os números (divulgados em outubro) não têm mais validade.”

Câmara diz que os novos números do Deter, divulgados quarta-feira, estão corretos. O relatório, que traz dados de agosto a dezembro, mostra um crescimento alarmante do desmatamento nos últimos dois meses de 2007. “Os dados foram estritamente checados várias vezes e verificados com todo o cuidado.”

Segundo o novo relatório, o desmatamento em agosto na Amazônia foi de 243 km2, e não 723 km², como divulgado em outubro - uma redução de 66%. Com relação a setembro, a estimativa foi reduzida de 1.383 km² para 611 km² desmatados, queda de 56%. O Maranhão, que aparecia antes com 41 km2 desmatados, zera em setembro com a correção. Os números revisados para junho e julho não foram divulgados pelo Inpe, por isso não foi possível calcular a variação acumulada dos quatro meses.

Em Rondônia, o desmatamento foi bem menor do que o originalmente divulgado. Em agosto, foram derrubados 54 km² de floresta, e não 179 km². Em setembro, o número foi corrigido de 295 km² para 84 km². Todos os outros Estados da Amazônia também tiveram desmatamento menor do que o divulgado em outubro. O novo relatório não faz uma comparação com os meses de 2006. O Estado solicitou ao Inpe os dados históricos de desmatamento, mês a mês, mas foi informado de que a única pessoa autorizada a divulgar as informações era o coordenador do Programa Amazônia do instituto, Dalton Valeriano, que está no Japão.

Os dados do relatório de outubro foram amplamente divulgados na imprensa nacional e internacional, quebrando uma seqüência de dois anos de boas notícias sobre a redução do desmatamento. A notícia caiu como um balde de água fria sobre o Ministério do Meio Ambiente, colocando em xeque a competência do governo em conter a destruição da floresta frente ao reaquecimento dos mercados internacionais de soja e carne.

Segundo Câmara, a revisão dos números não altera o fato de que o desmatamento cresceu de forma alarmante nos últimos meses de 2007 e que medidas urgentes são necessárias para controlar a devastação. Em resposta ao novo relatório, o governo decretou corte de crédito para cidade que desmataram, fiscalização de fazendas, recadastramento de imóveis rurais e reforço da Polícia Federal na região.

Máscara

Segundo Câmara, o erro no relatório anterior foi detectado no final de dezembro, quando a equipe do Inpe fazia a consolidação dos dados do Deter de 2007 e percebeu que os números estavam muito altos. O problema, segundo ele, foi uma falha do software que analisa as imagens dos satélites, seguida de um erro humano por parte dos técnicos, que falharam ao não detectar o erro.

O sistema foi projetado para ignorar clareiras antigas e enxergar apenas novos desmatamentos, de modo que as ações de fiscalização possam ser direcionadas para esses locais. Para isso, a cada novo cálculo, uma “máscara” digital é aplicada automaticamente sobre as áreas já desmatadas. Só que, no relatório anterior, a máscara foi colocada de maneira errada, permitindo que áreas já computadas como desmatadas pelo Prodes ficassem expostas e continuassem a ser contadas como novos desmatamentos pelo Deter. Segundo Câmara, a nota sobre o erro seria divulgada na semana que vem.

A sobrecarga de trabalho no instituto também teria contribuído para o problema, diz Câmara. Até 2005, os dados consolidados do Prodes levavam um ano para serem preparados e divulgados, o que praticamente impedia o governo de reagir às flutuações do desmatamento em tempo hábil. De lá para cá, os dados passaram a ser compilados em poucos meses após o fim do calendário de desmatamento, que vai de 1º de agosto de um ano a 31 de julho do seguinte.

O último relatório do Prodes foi divulgado em dezembro, mostrando queda de quase 60% do desmatamento em relação a 2004. “Entre agosto e novembro, a ênfase do Inpe foi em fazer o Prodes”, disse. “A equipe continuou a fazer o Deter, mas não checou os dados com o detalhe que deveria.” Segundo ele, o aparato disponível para o monitoramento está aquém do necessário. “Para fazer o que a gente faz, com a equipe que a gente tem, é trabalho de herói.”
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domingo, janeiro 27, 2008

O QUE VEM DO CÉU NEM SEMPRE É SAGRADO

As críticas ao INPE por parte dos "pró-derrubada" são parcialmente justificadas. Pelo menos desta vez.

Evandro Ferreira
Blog Ambiente Acreano

Pode parecer contraditório e dá a impressão que apoiamos as idéias e ações do Governador de Mato Grosso, Blairo Maggi, que se pudesse já teria 'extirpado' seu estado da Amazônia apenas para não ter que cumprir a lei que impõe, na parte amazônica do Mato Grosso, a manutenção de 80% das propriedades em sua forma natural.

Mas sua entrevista sobre o aumento de desmatamento em Mato Grosso no final de 2007, concedida ao Estadão deste domingo (27/01), tem pontos com os quais a gente tem que concordar (veja post abaixo).

Por exemplo. O Governador afirma que dos dados do DETER registrados para o Mato Grosso entre abril e setembro de 2007, foram verificados mais ou menos 300 pontos e emitidos laudos para 113 deles. Em 91 pontos avaliados no campo (80,53%), o desmatamento não existiu ou é antigo e deve ter entrado em algum outro momento estatístico.

Este trabalho do Governo do Mato Grosso indica que o INPE pode cometer equívocos e sugere que aceitar seus números como corretos pode levar a situações irreais, como a ocorrida na semana passada, em que o INPE afirma que no Acre houve aumento de mais de 300% nas derrubadas entre agosto e dezembro de 2007. Segundo o INPE, as derrubadas no Acre passaram de 8 km² em agosto para 28 km² em dezembro! Alguem acredita que isto está correto?

Embora a ordem dos fatores não altere o produto (ou seja, não importa quando a derrubada ocorreu, o importante é que ela ocorreu), a honestidade de quem as divulga em assumir que o sistema de monitoramento de desmatamento no Brasil ainda tem muito o que melhorar não custa nada a ninguem, especialmente aos pesquisadores.

Por outro lado, fica claro que este erro pode custar muito caro ao MMA e a ministra Marina Silva. Afinal, assumir que houve erro nos dados de desmatamento divulgados anteriormente tem um custo político elevadíssimo pois compromete, por exemplo, o relatório anual que o MMA publica em meados de setembro-outubro. A imprensa mundial repercute os números oficiais sem contestação alguma. Portanto, o custo de um erro nestes números, por menor que seja, é inestimável.

Poderia haver situação mais constrangedora do que a Ministra ter que vir a público para informar que o relatório de desmatamento que ela divulgou tinha erros graves?? E como ficaria a credibilidade de sua política anti-desmatamento? Especialmente quando os novos números indicam que o desmatamento é bem maior do que se pensava?

Esperamos que este 'escândalo' incentive uma reavaliação dos métodos de estimativa de desmatamento adotados pelo INPE. Esperamos, por exemplo, que a imprensa nacional - antes que a internacional o faça - saia de seu comodismo e deixe de agir roboticamente ao produzir matérias (de baixo custo) baseadas exclusivamente nos dados do INPE. Existem problemas e eles merecem ser divulgados.

Será tão complicado e caro algum repórter mais ousado tentar acompanhar os técnicos que validam os pontos de derrubadas no campo para descobrir os problemas das estimativas de desmatamento publicadas pelo INPE? Se ele (o repórter) for perspicaz, ele vai voltar com mais dúvidas do que certezas.

Entre outras coisas, por exemplo, ele poderá se questionar se todos os focos de calor detectados pelos satélites a serviço do INPE correspondem mesmo à realidade. Vai ter uma grande surpresa se procurar o Dr. Foster Brown (UFAC/PZ) e ouvir dele que a subestimativa na quantidade de focos de calor pode chegar a 50%.

Vai ouvir também que os satélites têm muita dificuldade para distinguir se uma derrubada foi feita em área de floresta primária ou secundária. E que havendo a dúvida, o que os técnicos do INPE decidirem vale como verdade pois eles não vão no campo para validar tudo que fazem.

Vai descobrir ainda que a estimativa de desmatamento depende muito da qualidade e limpeza das imagens de satélites usadas. Nuvens e fumaça, por exemplo, levam o programa de computador e os técnicos envolvidos nos cálculos, a estimar parte dos dados apresentados. E esta parte estimada nem sempre é validada no campo ou é reavaliada em escritório algum tempo depois, quando imagens de melhor qualidade da mesma área são disponibilizadas. Por isso, a estatística de desmatamento não é precisa na indicação do período em que o mesmo é realizado.

São estes tipos de dificuldades e problemas na detecção física e temporal das derrubadas que levam pessoas como Blairo Maggi a questionar a validade dos dados do INPE.

Como a imprensa, de uma maneira geral, não questiona os métodos do INPE, fica a impressão que Blairo Maggi e outros políticos e empresários simpáticos à derrubada da floresta estão apenas fazendo a sua parte e tentando justificar o injustificável.

Desta vez eles têm (parcialmente) a razão. Acreditem. Azar do INPE que não foi competente para detectar desmatamentos que já tinham ocorrido antes e que foram incluídos 'por tabela' na tabela de desmatamento de novembro e dezembro de 2007.

Foto: Foster Bronw
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BLAIRO MAGGI NO ESTADÃO

''Queremos saber a serviço de quem o Inpe está mentindo''

Em entrevista exclusiva, governador contesta dados do órgão federal e diz que desmatamento caiu 20% em Mato Grosso

Lourival Sant'Anna, Repórter do Estadão
Domingo, 27 de Janeiro de 2008

Os últimos dados de desmatamento na Amazônia do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) colocaram Mato Grosso contra a parede. Dos 3.233 km² de derrubada detectados pelo Sistema de Desmatamento em Tempo Real (Deter) entre agosto e dezembro, 1.786 km² seriam no Estado. Apesar de aliado do governo federal, Blairo Maggi (PR), governador de Mato Grosso e um dos maiores produtores de soja do mundo, foi responsabilizado pela ministra Marina Silva, do Meio Ambiente.

Nesta entrevista exclusiva ao Estado, por telefone, Maggi, de 50 anos, no segundo mandato, reage, contestando energicamente os números e lançando uma suspeita sobre o órgão federal: "O Inpe está mentindo a serviço de alguém." Ele ainda chama de "besteira" a suspensão de créditos, uma das medidas adotadas pelo governo federal: "Ninguém pega crédito para desmatar."

A ministra Marina Silva o acusou de não cooperar com o combate ao desmatamento. Como reage?

Recebemos esses dados com muita surpresa. Todos nós sabemos que esses números não são verdadeiros com base no trabalho dos nossos técnicos da Secretaria do Meio Ambiente, que vem promovendo um arrocho nos últimos anos. O Inpe está mentindo a serviço de alguém. Queremos saber a serviço de quem. Falei com a ministra hoje (sexta-feira) pela manhã longamente pelo telefone e mostrei que os números que apresentaram a ela não têm consistência. Sobre os números de outubro a dezembro, ainda não posso dizer quanto é verdadeiro. Mas, dos números de abril a setembro do Deter, verificamos mais ou menos 300 pontos. Já temos os laudos de 113. Desses, em 91 (80,53%), o desmatamento não existiu ou é antigo e deve ter entrado em algum outro momento estatístico. Dentro de 20 a 30 dias terei o restante. Acho muita irresponsabilidade da parte do Inpe lançar para o mundo os números sem checar na realidade do campo o que está acontecendo.

Qual a receptividade da ministra?

A princípio, parece-me que ficou surpresa. Junto com os técnicos da nossa secretaria, também havia pessoal do Ibama. Em todos os pontos em que notamos erros, foi feito um laudo e assinaram o pessoal do Ibama, nossos técnicos e os policiais militares que fazem parte das equipes. Tenho tudo documentado. A mim cabe perguntar se os números de setembro a dezembro também não são errados, mal interpretados, até por má-fé.

O que o senhor acha que houve?

Nossos técnicos dizem que as informações dos satélites podem ser usadas de várias maneiras. Por exemplo: temos áreas de várzea na região do Araguaia onde não existe floresta. Se tem um incêndio e o satélite detecta, interpretam como se fosse queimada de derrubada (de floresta). Em áreas de formação rochosa, também o satélite passa e dá uma característica de queimada. Quando você pega os polígonos que estão no site do Deter, vê que muitos pontos são irregulares. Quando se faz desmate para pecuária ou agricultura, todo mundo procura fazer algo retangular para poder trabalhar dentro dessas áreas. Grandes áreas de incêndio dentro da floresta eles julgam como se fosse desmatamento. A ministra Marina saiu do Brasil e defendeu posições de que estamos reduzindo desmatamento. Aí, chega e lança um número desses, sem nenhum critério, sem nada, vira no que virou. No mundo inteiro estão botando a boca, dizendo que o Brasil é irresponsável. Irresponsável é quem bota os dados sem checar no campo. Sou parceiro da ministra, do governo. Tenho feito grande trabalho para reduzir o desmatamento em Mato Grosso. Os setores produtivos do Estado têm criado fundos para devolver as áreas de preservação permanente, assumindo o compromisso de fazer tudo correto.

Que dados vocês têm?

Estimamos que nossa área desmatada deste ano será inferior em 20% a 25% à do ano passado, que já foi baixa, em torno de 2.400 km².

Os municípios problemáticos são esses mesmos que aparecem na lista do governo?

São. Mas desses (19 mato-grossenses, do total de 36), apenas três trabalham fortemente com soja: Querência, Gaúcha do Norte e Nova Maringá. No noroeste do Estado e na região de Colniza, temos problemas muito sérios com grandes assentamentos do Incra. Eles também não respeitam, não fazem licenciamento. O pessoal derruba a floresta para manter a posse. Nem consegue produzir. Há ainda uma área de grilagem muito grande. São invasões. Muita gente vem de Rondônia. São pequenos sitiantes que tiram a tora e vendem para os madeireiros. Já pedi até apoio do Exército para as duas áreas e não consegui até hoje. Quando aperta, todo mundo grita. Quando a gente pede ajuda, que tem que pôr a mão no bolso e trabalhar, todo mundo corre. Devia aproveitar essa confusão e mandar o Exército ficar seis meses acampado na região. Vão ver como reduziria o desmatamento. Só com blablablá a gente não faz nada. Quero que a Amazônia pare de ser desmatada, mas quero também que paremos de fazer carnaval em cima dessas coisas.

No restante, qual é a pressão?

É pecuária.

Derrubar pode ser rentável para o pecuarista e o sojicultor, ou é necessariamente o madeireiro quem chega primeiro?

Se você tiver que derrubar uma floresta para fazer agricultura, não vai pagar a conta. Agricultura não se faz na floresta, mas no cerrado, onde é permitido o uso de 65% (da área). Nesses números divulgados, tem uma parcela legal, autorizada pelo governo.

O que acha das medidas adotadas pelo governo, de suspensão de créditos e envio de força-tarefa?

Suspensão de crédito não muda nada porque ninguém pega crédito para isso. Nunca teve crédito para desmatar. Isso é besteira. Enviar agente policial para cá pode ajudar. Mas antes da Polícia Federal, podia ser o Exército, para uma presença preventiva. Tira esse povo lá do Rio de Janeiro, da fronteira da Amazônia, onde está todo mundo coçando o saco, e traz para cá. Falei para a ministra hoje que uma medida boa é identificar na cadeia produtiva de onde está vindo o boi, a soja ou a madeira. Se vem de área desmatada irregularmente, trava na comercialização. Isso funciona bem. Já existe em Mato Grosso moratória feita pelas empresas, que não têm comprado soja de áreas desmatadas (na floresta, após 2006).

Em Bali (reunião de dezembro sobre o clima), o senhor demonstrou otimismo com os mecanismos de remuneração do serviço ambiental. Acha que a divulgação desses dados prejudica esse processo?

Esse é um assunto que temos que continuar perseguindo. Sei que não é fácil. Cada vez que você solicita que alguém coloque a mão no bolso para uma atividade ambiental, não acha parceiros. Todo mundo fala, mas ninguém põe. Naquela reunião, fiz o alerta de que o desmatamento era um leão adormecido, que poderia acordar de uma hora para outra, e que esse seria o momento de termos novos mecanismos, um deles o desmatamento evitado. Se o cidadão que está em Colniza desmatando só para segurar sua posse, sem produzir nada, for pago para manter a floresta em pé, vamos ter um agente ambiental lá. O problema é que não conseguimos transformar isso em realidade. Quando é a hora de pôr a mão no bolso, o Banco Mundial vem com um fundo de US$ 150 milhões para combater o desmatamento no mundo. Isso não dá para nada.

O aumento do preço da soja não acordou o leão?

Não, até porque os agricultores estão muito endividados, com a queda do dólar de R$ 3,80 para R$ 1,70. O dinheiro evaporou. O pouco ou muito que se vai ganhar neste ano é para cobrir um buraco muito grande. Mas, dentro de 60 dias,quando finalizarmos o levantamento in loco do período de outubro a dezembro, teremos condições de dizer exatamente a área destinada à soja, à pecuária, assentamento do Incra e manutenção de posse.

Dos 900 mil km² de território de Mato Grosso, quanto já foi aberto?

Estimamos 35%.

Disso, quanto representa gado e soja?

Soja, 8%; gado, 25%. Aqui não vai nenhuma crítica, mas, de reservas indígenas, temos 13% do território. Os caras nos matam por nada. Os índios têm o direito de ter as terras deles, sem problema nenhum. Ninguém está contestando. Ajudamos a manter as divisas deles.

O senhor acha a reserva legal de 80% (nas propriedades na floresta) sustentável economicamente?

Não. É por isso que há essa pressão em cima. Com 20% da propriedade para produzir, não tem retorno econômico. A não-votação da medida provisória que instituiu 80% tem trazido problemas para o Estado, porque muitos acham que, por ser medida provisória, um dia ela pode mudar.
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MAIS DO RDNOTICIAS

Está na página do RD Notícias:

Mulher dá "carlote" em idoso.

Entre as perolas do curto texto, vale destaque o que transcrevo abaixo:

...Após chamou a policia, que foram na residência da senhora onde que se encontrava com o seu marido, logo em seguida disse ao policias que havia pegado o dinheiro para o seu vicio, tentou negocia...

Não custa nada fazer a correção dos erros. É bom para todos, inclusive para o site.
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sexta-feira, janeiro 25, 2008

ERRAR É HUMANO, MAS TUDO TEM LIMITE!

CHAMEM UM PROFESSOR DE PORTUGUÊS! A SITUAÇÃO É "PECUÁRIA"!

ALDO NASCIMENTO TEM QUE INTERROMPER SUAS FÉRIAS PARA RESOLVER A "PARADA"!


Todo mundo erra. Eu cometo deslizes gramaticais com freqüência e sempre que sou capaz de identificar meus próprios erros procuro corrigi-los. Fico feliz quando alguém me aponta os erros e raramente procuro apontar os erros dos outros.

Mas a nota policial que li hoje no site RD Notícias foi longe demais. Os erros gramaticais são exagerados e denotam que o autor da mesma tem pouquíssima intimidade com a nossa gramática. É chocante! Até fiquei com a impressão de que o responsável pelo texto simplesmente copiou e colou o texto diretamente de um Boletim Policial. Os BOs são, tradicionalmente, ricos em erros gramaticais.

Leiam abaixo o texto a que me refiro. As palavras em negrito e azul foram as que eu consegui identificar e estou convencido que estão erradas:

............................................................................................................................................
Policias do capitura prende acusado de estrupo

PAULO DE ALMEIDA LESSA 23 ANOS FOI PRESO POR POLICIAIS DO CAPITURA EM COMPRIMENTO DE UM MANDATO DE PRISÃO.

ELE FOI PRESO NO BAIRRO TRANCREDO NEVES NO DIA DE ONTEM SEGUNDO POLICIAIS ELE É ACUSADO DE TER ESTRUPADO UMA ADOLECENTE DE 13 ANOS A 3 ANOS ATRÁS E SÓ AGORA SAIU A CONDENAÇAO DO MESMO ELE FOI CONDENADO A 6 ANOS DE PRISSÃO E MAIS 2 EM REGIME FECHADO O MESMO AINDA DISSE AOS POLICIAIS QUE NA EPOCA NAMORAVA COM HÁ ADOLECENTE E FOI O PAI DA MESMA QUE O DENUNCIOU NA EPOCA ELE TINHA 20 ANOS E ELA 13 ANOS DISSE QUE NÃO SABIA QUE ERA CRIME POIS NAMORAM MAIS DE 2 MESES. FOI ENCAMINHADO AO PRESIDIO FRANCISCO DE OLIVEIRA CONDE AONDE DEVE COMPRI A PENA EM REGIME FECHADO POR CRIME DE ESTRUPO.

Clique aqui para ler a nota no site RDNotícias
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LEITORES, NESTAS ELEIÇÕES NÓS APOIAREMOS O CANDIDATO...

O que tem impedido os meios de comunicação acreanos assumirem abertamente suas preferências eleitorais?

Evandro Ferreira
Blog Ambiente Acreano

Nesta eleição apoiaremos o candidato "fulano de tal". Assim deveriam agir os meios de comunicação no Brasil.

No caso do Acre, sugiro que nossos meios de comunicação façam como o jornal The New York Times. Assim que os candidatos às próximas eleições forem definidos, divulguem quem eles estarão apoiando e as razões para tal apoio.

Se falta inspiração ou criatividade aos editores dos jornais locais, leiam o editorial do NYT e entendam as razões pelas quais eles apoiarão, durantes as primárias americanas, os candidatos Hillary Clinton (Democratas) e John McCain (Republicanos).

Vejam que a decisão foi embasada em argumentos e pontos de vista sobre ações futuras de governo que o jornal acredita serem essenciais para o futuro daquele país.

É claro que a situação da imprensa no Acre é bem diferente daquela existente nos EUA e, por razões meramente econômicas, a maioria esmagadora dos meios de comunicação locais se veria compelida a publicar apoio ao candidato do partido que está no poder, o PT. Entretanto, tenho certeza que um ou outro site on line, como o Ac24Horas, assumiria postura claramente de oposição ao candidato oficialista.

Este tipo de posicionamento a favor deste ou daquele candidato é importante para que os leitores possam avaliar, com independência e clareza, o conteúdo editorial de cada um dos meios de comunicação locais para discernir as razões que estão por trás do fato da imprensa local ter uma tendência de exagerar nos elogios ou críticas a um dos candidatos.

Eu, por exemplo, vou votar no Angelim caso ele se candidate a reeleição. Isso não significa que, por tabela, irei votar nos candidatos a vereador do partido do atual prefeito. Vou votar naquele que poderá trazer o melhor para a nossa cidade. Rio Branco tem que caminhar para frente! Chega de Mauri Sérgio, Adalberto Aragão, Flaviano Melo (azar deles se eram todos do PMDB...).

Assumir uma postura política é apenas a formalização de uma situação que existe de fato na imprensa local. Todo mundo sabe, por exemplo, que os jornais A Tribuna e o Página 20 marcharão junto com o candidato do PT. Assim, qual o problema deles assumirem isso publicamente? Nenhum.

A Gazeta e o Rio Branco, tenderão a assumir postura mais neutra, meio que querendo "esconder" a preferência real de seus proprietários. Se assim pretendem agir até as eleições, qual o custo de deixar claro aos seus leitores que esta será a postura dos mesmos. Claro que os leitores exigirão uma explicação plausível para isso e não custa nada eles esclarecerem que agem dessa forma para garantir a sobrevivência econômica das respectivas empresas editoras, que, como todos sabem, dependem das verbas publicitárias governamentais.

Fácil vai ser para os sites online e Blogs, que não dependem de verbas publicitárias para sobreviver. Estes poderão assumir ou sair do armário sem medo de, ao final da contenda eleitoral, se ver diante da perspectiva de fechar as portas em poucos meses.

Afinal, a imprensa neste nosso país democrático é ou não livre?
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quinta-feira, janeiro 24, 2008

O AUMENTO DO DESMATAMENTO NA AMAZÔNIA NO FINAL DE 2007

Erro de cálculo, subestimativa ou simples manipulação de dados. É grande a possibilidade de equívocos na distribuição temporal dos dados de desmatamento apresentados pelo INPE

Evandro Ferreira
Blog Ambiente Acreano

O INPE anunciou, e toda a imprensa brasileira e estrangeira reproduziu com grande destaque, que o desmatamento na Amazônia aumentou de forma considerável no período compreendido entre agosto e dezembro de 2007.

Segundo os dados publicados, foram derrubados 3.233 km² de floresta, dos quais 1.922 km² em novembro e dezembro, meses em que normalmente não há desmate por causa das chuvas (ver tabela ao lado). O desmatamento nestes dois meses representou mais de 59% de todo o desmatamento contabilizado nos últimos cinco meses de 2007!

Para Adalberto Veríssimo, do Imazon, em depoimento ao jornal Folha de São Paulo, "se as projeções do MMA estiverem corretas, nos últimos cinco meses de 2007 cortou-se 62% de tudo o que se cortou no ano passado".

Na estimativa de Dalton de Morrison Valeriano, coordenador do Programa Amazônia do INPE, que opera os sistemas PRODES e DETER,
o desmatamento real é bem maior, da ordem de 7 000 km2, com uma variação para mais ou para menos de 1.400 km2. Este valor foi obtido a partir da extrapolação dos dados do DETER (3.235 km2), que, segundo depoimento do Pesquisador ao jornal Folha de São Paulo representou entre 40% a 60% do que é registrado pelo PRODES, nosso sistema que faz o cálculo anual detalhado da área desmatada".

Com os dados e depoimentos acima, a tendência é que todos aceitem pacificamente as informações e passem a acreditar que, realmente, no final do ano passado, especialmente durante o período mais chuvoso, o desmatamento na Amazônia acelerou como nunca se viu em toda a história da região.

Eu não acredito nos dados fornecidos pelo INPE!

Aceito que o valor global desmatado em 2007, no período de janeiro a dezembro, deva ser acrescido destes 7.000 km² sugeridos pelo INPE, mas não concordo que todo este desmatamento foi realizado entre agosto e dezembro.

As razões?

Se você leitor fosse um fazendeiro na Amazônia e pretendesse desmatar 300 hectares para aumentar sua área de pastagem, iria fazer isso a partir de maio-junho, no início do período seco em nossa região, ou realizaria a derrubada em dezembro, quando a temporada de chuvas está no seu início?

Minha aposta é de que você esperaria para derrubar a partir de maio-junho pois o período seco favorece esta operação e facilita a queimada do material vegetal derrubado, que no Acre acontece em meados de setembro. No Acre todo mundo sabe disso. Do mais leigo dos cidadãos aos mais gabaritados estudiosos das instituições de pesquisas locais.

Quem seria louco de derrubar em dezembro, por exemplo, e deixar o investimento feito na derrubada se transformar rapidamente em uma floresta secundária de rápido crescimento, a conhecida "capoeira" no Acre?

Pois é. É isso que aconteceria considerando que não seria possível queimar a mata derrubada em pleno período de chuvas. Aliás, a chuva e, especialmente, a luz do sol que chegariam de forma mais abundante ao solo da área derrubada favoreceriam o rebrotamento das árvores e a germinação da maior parte das sementes componentes do banco de sementes do solo.

Derrubar em dezembro para quê? Pelo que sei, pouca coisa em nossa região pode ser cultivada economicamente no meio da "traqueira". No vale do Juruá, por exemplo, os agricultores costumam plantar o feijão da variedade "peruano" em lugares onde a mata foi derrubada sem que seja preciso queimar. Mas eles só fazem isso em áreas de capoeiras relativamente novas, nunca plantam em áreas onde a floresta primária foi recentemente derrubada.

Quem vive na Amazônia sabe que derrubar uma área e não limpá-la de imediato com o uso do fogo resulta, depois de 5-6 meses, no surgimento de uma mini-floresta. Para fazer algum uso econômico da mesma (plantio, inclusive de capim), só se for feito um mini-desmate. Em outras palavras: o investimento é dobrado.

Os dados de desmatamento disponibilizados pelo INPE sugerem que nos cinco últimos meses do ano passado a maior parte das derrubadas no Acre (mais de 82%) aconteceram depois do início do período chuvoso (a partir de outubro). Em Dezembro, por exemplo, foram derrubados 28 km² de vegetação no Acre, ante 8 km² em agosto. Um aumento de mais de 300%!

Pelo que li na imprensa local, ninguem morreu em acidentes durante derrubadas que INPE indica terem ocorrido no final do ano passado. As morte que ocorreram foram registradas entre maio e agosto, no período seco. Neste período, em uma emergência, quase sempre dá para correr para escapar das árvores que estão caindo! Agora imaginem no período das chuvas, o solo liso que nem sabão, poças de lama...quem se arrisca a derrubar nestas condições?

Então cabe a pergunta: como explicar e justificar o aumento da derrubada de floresta no Acre no período chuvoso? Eu não vejo lógica nenhuma nesta informação e é impossível explicar estes números sob o ponto de vista do comportamento social e econômico de nossos produtores. O INPE nos deve uma explicação mais convincente do que os frios números que apresentou.

Deveria informar, por exemplo, que as estimativas de desmatamento dependem, para ser precisas, que as imagens de satélite sejam "livres" de nuvens, por exemplo. Teria sido este o caso? Talvez.

Outra hipótese, mais polêmica, seria a manipulação de dados. Proposital ou não. Funcionaria assim. Os dados anuais de desmatamento na região são calculados entre 01/08 de um dado ano e 31/07 do ano subsequente. Sua divulgação ocorre em meados de setembro-outubro.

Se, numa hipótese que creio pouco provável, houvesse a intenção de se desinflar os números de desmatamento para o período 2006/2007, bastaria usar imagens que levassem a uma subestimativa no cálculo da área desmatada entre 01/08/2006 e 31/07/2007.

Felizmente, cedo ou tarde as áreas derrubadas serão inexoravelmente encontradas por imagens de satélites de boa qualidade e obrigatoriamente incluídas na estatística anual de desmatamento.

Talvez essa seja a explicação mais plausível para o "excesso" de desmatamento verificado na Amazônia como um todo no período de agosto a dezembro de 2007.

Dirão os técnicos do INPE que trabalham com a estatística de desmatamento: "Se o desmatamento realizado entre maio e julho foi detectado apenas em dezembro, paciência, mas eles farão parte dos dados de dezembro. A direção do INPE se quiser que convença a sociedade que na Amazônia as pessoas passaram, de uma hora para outra, e sem nenhuma razão social e econômica, a desmatar em pleno período de chuvas!"
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AMIANTO: DE MINERAL MÁGICO A VILÃO INDUSTRIAL DO SÉCULO 20

Catarina Chagas e Fernanda Marques
Agência Fiocruz de Notícias

Uma empresa de mineração explorava amianto em um pequeno município ao sudoeste da Bahia. Na década de 60, quando outra e mais produtiva mina foi descoberta em Goiás, a empresa mudou de estado. Sem saber do risco, ao longo das décadas seguintes, a população do município baiano retirou as pedras da antiga mina e usou-as para construir casas e pavimentar ruas. Como resultado, uma cidade totalmente exposta ao amianto – fibra de origem mineral usada pelo homem desde a Antigüidade, quando era misturada ao barro para a fabricação de utensílios domésticos, e hoje reconhecida como grande vilão da saúde.

Essa é a história de Bom Jesus da Serra, revelada em 2007 pelo médico Hermano Castro, do Centro de Estudos da Saúde do Trabalhador e Ecologia Humana (Cesteh) da Fiocruz. Relatório sobre o caso foi encaminhado pelo pesquisador ao Ministério Público da Bahia. “Uma das primeiras providências já tomadas foi isolar a região da antiga mina, para evitar que a população continue retirando o material”, diz Castro, que aguarda, agora, um contato da Secretaria da Saúde da Bahia.

Segundo pesquisa do Cesteh, os mais afetados pelo amianto são os operários das minas e das indústrias têxtil e de fibrocimento – material usado para produzir telhas e caixas d’água. Desde 1996, os pesquisadores da Fiocruz acompanham cerca de 300 trabalhadores dessas indústrias, dos quais pelo menos 40 já foram diagnosticados com asbestose, fibrose pulmonar progressiva causada pelo amianto. Quanto à mortalidade, o estudo apresenta dez óbitos de trabalhadores, cujas causas foram asbestose, câncer de pulmão e mesotelioma de pleura. O mesotelioma é um tipo de câncer que atinge a pleura, membrana que reveste o pulmão; o pericárdio, que recobre o coração; e o peritônio, que forra a cavidade abdominal. Após o aparecimento da doença, a sobrevida fica em torno de apenas dois a três anos.

A mortalidade por esta doença no Brasil foi alvo de uma pesquisa inédita conduzida pelo Cesteh com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). O trabalho – já submetido à publicação em revista científica – mostrou que, de 1980 a 2003, mais de 2.400 pessoas morreram em decorrência do mesotelioma, câncer quase exclusivamente causado pela exposição ao amianto.

Ao longo dos 23 anos estudados, a mortalidade por mesotelioma foi crescente: houve 50 óbitos em 1980, contra 179 em 2003 – e os números podem estar subestimados, principalmente devido à dificuldade de diagnóstico. O maior número de mortes foi registrado nas regiões Sul e Sudeste. São Paulo e Rio de Janeiro foram os estados com mais óbitos no período estudado: 691 e 422, respectivamente. “Isso já era previsto, devido à concentração populacional nessas regiões. Um dado inesperado foi que 46,2% das mortes ocorreram em mulheres, proporção elevada em comparação a outros países”, conta o médico Francisco Pedra, um dos responsáveis pela pesquisa. “Uma possível explicação seriam atividades como a indústria têxtil, em que a força de trabalho feminina é muito numerosa no Brasil”.
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CONSTRUÇÃO DA MEGA-SEDE DO TRF-1

Do Blog do Frederico Vasconcelos

MPF propõe ação para suspender obra do TRF-1

O Ministério Público Federal propôs ação civil pública nesta quarta-feira (23/1) para tentar suspender a construção da mega-sede do Tribunal Regional Federal da 1ª. Região, em Brasília, estimada em quase meio bilhão de reais. O MPF entende que a obra é “um atentado ao princípio da economicidade”, segundo define o procurador da República Rômulo Moreira Conrado.

Além da União, são rés nessa ação as empresas Via Engenharia, OAS e Camargo Corrêa, vencedoras da controvertida concorrência para execução das obras. Em liminar, o MPF pede a suspensão das obras e de qualquer pagamento ao consórcio. No mérito, pede a anulação da concorrência e do contrato com as empresas. O número do processo é 2008.34.00.002917-3.

Gabinente da Presidência será quatro vezes maior do que o gabinete do Lula

A nota do MPF alinha alguns dados já divulgados neste Blog: “Projetada por Oscar Niemeyer, a nova sede do TRF-1 ocupará uma área de cerca de 169 mil metros quadrados. Os 51 desembargadores terão direito a um gabinete de 350 metros quadrados cada, área superior à dos gabinetes dos ministros do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e do Supremo Tribunal Federal (STF). As instalações da presidência são ainda maiores, com cerca de 625 metros quadrados para cerca de apenas 27 pessoas”. Conforme a Folha revelou, a área destinada ao presidente do tribunal e a seus assessores seria quatro vezes maior do que as do gabinete do presidente Lula.

O MPF refuta uma das justificativas do TRF-1 para a grandiosidade da nova sede: a alta demanda de processos: “Enquanto a média de processos julgados em 2006 no TRF-1 é de 3,25 mil por desembargador, no STJ a média é de oito mil processos por ministro e no STF o número chega a dez mil processos por magistrado.”

Para o procurador Rômulo Moreira Conrado, o projeto apresenta “exageros inaceitáveis”, principalmente considerando a já comum ocorrência de desvio de recursos em tais obras. “Certamente que o luxo das instalações das autoridades não se coaduna com os pilares de um país justo e democrático, especialmente quando confrontado com a miserabilidade das condições de vida de significativa parcela da população”, argumenta.

Outro fator contrário à construção da nova sede, segundo o MPF, é o corte de verbas nos três Poderes, com o fim da CPMF. O procurador vê risco do não repasse de verbas e conseqüente a paralisação da empreitada antes da sua conclusão.

Para Rômulo Moreira Conrado, a centralização da atuação do tribunal em um único local dificulta o acesso dos cidadãos à Justiça de segunda instância, já que o TRF-1 atua em causas do Distrito Federal e de mais 13 estados. “Maior proveito poderia alcançar o jurisdicionado com a instalação de Câmaras regionais, como prevê a Constituição”, afirma.

Mega obra poderá se tornar injustificável com reestruturação da justiça

O representante do MPF lembra ainda que tramita no Congresso Nacional uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) para criar mais quatro TRFs. Se aprovada, serão subtraídos da jurisdição do TRF-1 seis Estados, o que reduzirá consideravelmente a demanda de processos desse tribunal, tornando a obra ainda mais supérflua e injustificável.

Conforme este Blog registrou, o TRF-1 argumenta que "as instalações atuais não atendem mais às necessidades do tribunal, que exerce jurisdição em 13 Estados e no Distrito Federal".

Em audiência pública em julho do ano passado, a presidente do TRF-1, Assusete Magalhães, disse que o tribunal "foi instalado há 18 anos, de modo precário. Havia 18 julgadores à época, e cerca de 12 mil processos em tramitação. Hoje há 27 magistrados e, aproximadamente, 220 mil processos em tramitação".

Segundo o TRF-1, "o tamanho da obra decorre do fato de que o tribunal, atualmente, funciona em nove edifícios, com uma área aproximada de 50.000 m2, localizados em diferentes endereços, distantes entre 60 metros até 11 quilômetros da sede, o que dificulta e onera a administração".

O tribunal entende que "a previsão está coerente com os custos de obras de proporção e grandeza equivalentes, considerando a dimensão e complexidade da estrutura e das instalações, desprovidas de suntuosidade".

Nota do Blog: se tiver sucesso, a ação do MPF deverá ser uma das primeiras a bloquear, no seio da justiça, obras faraônicas por ferirem o "princípio da economicidade”. A impressão que se tem é que a administração do TRF-1, responsável pela proposta de obra tão magnífica, não vive em um país de terceiro mundo, com graves problemas sociais e escassos recursos orçamentários para investimentos em saúde e educação.
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quarta-feira, janeiro 23, 2008

BANDIDAGEM BRASIL AFORA: ESTÁ TUDO DOMINADO!

Em Manaus um caminhão da Coca-Cola, carregado de refrigerantes, sofreu acidente e tombou. Motorista e ajudante ficaram gravemente feridos. Os curiosos presentes à cena aproveitaram a oportunidade para saquear a carga. Só pararam com a chegada da PM.

Uma caminhão da empresa Coca-Cola carregado de refrigerantes foi saqueado por centenas de populares depois de se chocar e destruir, no início da tarde de ontem, uma casa localizada na rua Andiroba, na comunidade Nova Floresta, Zona Leste, fronteira com o bairro Jorge Teixeira. O motorista e um ajudante do caminhão ficaram gravemente feridos e foram socorridos pelo Serviço Móvel de Atendimento de Urgência (Samu).

Um agente do Instituto de Perícia Criminalística (IPC), da Pólícia Civil, explicou que o caminhão descia a ladeira, mas a pista molhada, a lama provocada por obras da Prefeitura e o peso carregado fizeram o veículo perder o controle ao tentar manobrar uma curva à direita. Com isso, o motorista atravessou a rua e tombou, de modo que a cabine destruiu uma casa de alvenaria. De acordo com informações da perícia, o caminhão não apresentou falha mecânica.

Populares, vendo o ocorrido, aproximaram-se do caminhão e começaram a juntar os engradados de refrigerante que não quebraram. O saque só terminou com a chegada da Polícia Militar ao local do acidente.

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RIO: CHAMEM O LADRÃO!

PMs flagrados saqueando caminhão de bebida na Zona Norte

O Globo
Publicada em 22/01/2008 às 23h49m

RIO - A Delegacia de Roubos e Furtos de Carga (DRFC) registrou 12 casos nos últimos últimos 11 dias, todos no bairro Lins de Vasconcelos, na Zona Norte, que detém o segundo lugar em crimes desta modalidade na cidade. O primeiro ainda é a Favela do Jacarezinho.

Na sexta-feira passada, policiais militares foram flagrados em atitude suspeita: pelo menos três policiais pegaram bebidas de um caminhão da empresa Ambev (que fabrica as cervejas Brahma, Antarctica e Skol, além de vários refrigerantes) que estava parado na Rua Baronesa de Uruguaiana, no Lins do Vasconcelos, Zona Norte do Rio.

Os produtos foram colocados dentro de duas patrulhas do 3º BPM (Méier) e levados pelos policiais. Depois que os policiais encheram seus veículos com as bebidas, moradores de uma favela próxima saquearam o caminhão sem serem importunados pelos agentes. As duas patrulhas da PM, a 54-2527 e a 54-2144 , e o veículo da Ambev saíram juntos do local depois do saque.

O fato ocorreu por volta das 16h de sexta-feira, 18 de janeiro. O caminhão estava parado em frente a um bar na rua, próximo a um acesso ao Morro do Amor. Três carros da polícia, as duas patrulhas de marca Gol e um camburão Blazer, aproximaram-se e estacionaram os veículos ao redor do caminhão da empresa de bebida.

Nota do Blog: A falta de ética e a corrupção descarada praticada por autoridades policiais no Rio de Janeiro são frutos de décadas de complacência e impunidade. Gerações inteiras se "perderam" ao testemunhar governantes e administrações policiais daquele Estado "conviverem" pacificamente com os traficantes e milicianos que dominam as favelas do Rio. Isso aconteceu desde Chagas Freitas e atingiu seu ápice durante a Administração do clã Garotinho. Portanto, não é surpresa alguma ver alguns membros da nova geração de policiais militares praticarem este tipo de ato. Para muitos deles isso não é crime, eles apenas 'pegaram' algumas grades para os companheiros no quartel em troca de 'proteção'.
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BANDIDAGEM NO RIO DE JANEIRO: TÁ TUDO DOMINADO!

Ainda sobre o saque de um caminhão de bebidas da AMBEV por parte de policiais cariocas, o repórter Jorge Antonio Barros escreve o seguinte em seu blog no site O GLOBO ONLINE:

O flagrante é o seguinte: duas radiopatrulhas do 3o Batalhão da PM (Méier) estão estacionadas com as malas abertas perto do caminhão da Ambev, que foi saqueado por moradores e contou com a participação e a cumplicidade dos PMs. Um dos PMs é fotografado levando um engradado de bebidas para o carro da polícia, num gesto tão banal quanto criminoso, no caso do agente da lei (foto ao lado).

Os PMs flagrados poderão responder por furto ou receptação, já que o caminhão teria sido roubado por dois homens numa moto, conforme relato feito à Delegacia de Roubos e Furtos de Carga, pelo motorista do veículo. O caso ocorreu na sexta-feira passada. Leia a matéria no Globo Online.

O interessante é que os funcionários da transportadora também terão que se explicar com a Ambev, pois aparecem na foto numa atitude de colaboração total não só com os policiais como com as pessoas que participavam do saque. Os moradores se dirigem ao acesso do Morro do Amor, levando engradados e embalagens plásticas com seis pets (foto abaixo).

Mesmo que a farta distribuição de bebidas tivesse autorização do fabricante, os policiais militares, fardados e em carros oficiais, não deveriam botar a mão numa só lata de cerveja, nem que estivesse geladíssima e o sol a pino. Esse comportamento não combina com uma polícia que tem a responsabilidade cada vez maior de enfrentar um crime organizado e violento, sobretudo nas favelas.

Mas o pior de tudo pode ser a suspeita de que policiais do 3o BPM estejam sendo cúmplices da ação de assaltantes de carga. Segundo dados da Delegacia de Roubos e Furtos de Cargas, o bairro do Lins - onde os PMs foram flagrados - é a segunda área da cidade em número de roubos de carga, depois do Jacaré. Tudo dentro da circunscrição do 3o Batalhão da PM, que é responsável justamente pela região da cidade onde houve a maior quantidade de reclamações de internautas sobre assaltos e falta de policiamento, de acordo com a série dos mapas de crime, deste blog.

A matéria sai justamente no dia em que vem à tona outra história mais horripilante: um soldado e um sargento da PM do Rio estão sendo investigados por conspirar para matar um major da mesma corporação, que trabalha na fiscalização de vans, feita pelo Detro.

O combate ao crime parece tão difícil quanto o controle de policiais que desviaram seus pés da senda da lei.


E O POVO FICA INDIGNADO COM RAZÃO

- Gente, parece coisa de filme americano. Na América os policiais são COPS, aqui são RÔBOCOPS...! (leitor indignado escreve no blog de Jorge Antonio Barros)

Vejam abaixo alguns comentários de leitores de O Globo sobre o fato:

Claudio senio, 23/01/2008 - 15h 09: Amigos não tem muita diferencia
entre policia e ladrão? não são todos é claro temos policias honestos de boa formação,mas podemos ver que a banda podre da PM existe,todos nós sabemos disso. me poupe " que safado porco roubá caixa de cerveja" esse é o cenario do dia dia da nossa instituição que é paga com nosso dinheiro para nos proteger ao contrario é pior que o proprio ladrão?
o Brasil tem que ter um presidente como o ministro Joaguim Barbosa do suplemo "STF"

CarmemdeBizet, 23/01/2008 - 15h 09m: Que nojo!

Zé da Vara, 23/01/2008 - 15h 07: Já presenciei uma cena mais grotesca do que essa. Estava eu na Pizzaria Guanabara do Leblon, quando me pára uma viatura da PM na porta do estabelecimento, os 2 policiais acomodam calmamente no banco traseiro um barril de chopp, depois dessa, nada mais me surpreende. Como diz minha vozinha esse país não é sério !!!


Fred Merc, 23/01/2008 - 15h 04: Não é a continuação de Tropa de Elite?

Betochato, 23/01/2008 - 15h 03: Ô povo reclamão!!! Quando os PM´s pedem uma "cervejinha", todo mundo reclama! Quando eles não pedem e pegam , o pessoal também reclama!!!

Cosmeric, 23/01/2008 - 15h 02: Pois é ; antigamente era " deixa a cervejinha aí ". Hoje , só engradados ( de grade mesmo )!

Fulanodetal, 23/01/2008 - 15h 02: A novidade foi só o fato de ter havido registro fotográfico do saque. Mas a prática é antiga e comum aqui no RJ: carros recuperados pela polícia são antes depenados - pneus, rádio, extintor No caso de caminhões roubados eles depenam a carga, não é?

Lauro viana de oliveira, 23/01/2008 - 15h 01: Recentemente apareceu nos jornais, Desembargadores, Promotores e Advogados envolvidos em vendas de processos, conclui-se que o nosso problema é a lei do Gérson.

Wagner Ribeiro de Sá, 23/01/2008 - 15h 00: Isso para mim não é novidade, os Pm´s roubaram o som e o estepe do meu carro, que foi roubado e bandonado, um morador da rua viu tudo. E depois me pediram R$ 200,00 reais para recuperar o carro.

Grampow, 23/01/2008 - 14h 59: Enquanto eles continuarem a receber salarios baixos, a corrupção vai continuar generalizada.
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BORRACHA ESCOLAR COM MATERIAL TÓXICO

Borracha escolar TK Plast da Faber-Castell tem produto nocivo à saúde que pode causar problemas de rins, pulmão e possivelmente até desenvolver câncer. Fabricante afirma que tirou substância da fórmula em setembro passado. 'Pro Teste' questiona porque fabricante não recolheu o produto do mercado

Saulo Luz, Agestado

Teste feito pela Associação Brasileira de Defesa do Consumidor (Pro Teste) constatou que as borrachas TK Plast ( branca e amarela), da Faber-Castell, têm alto índice de ftalato (substância tóxica adicionada a plásticos para deixá-los mais maleáveis), que pode causar problemas de saúde aos usuários. O fabricante garante que deixou de usar o ftalato na borracha em setembro do ano passado, mas descarta recolher as mais antigas do mercado.

Segundo Maria Inês Dolci, coordenadora da Pro Teste, “no caso de ingestão, o ftalato pode acarretar problemas de rins, pulmão e possivelmente até desenvolver câncer”.

Enquanto a legislação só permite a concentração de 0,1% de ftalato no peso da amostra, a borracha TK Plast apresentou 5% da substância, o que representa 50 vezes mais.“É necessário saber qual componente da família dos ftalatos está presente na borracha, pois a tolerância varia para cada tipo. Mas, seja qual for, com 50 vezes acima do permitido tem de se retirar o produto do mercado”, diz Sandra Farsky, especialista em toxicologia, da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Universidade de São Paulo (USP).

A Pro Teste encaminhou a documentação com o resultado dos testes à Faber-Castell, ao Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor (DPDC), do Ministério da Justiça, e ao Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro).

O DPDC informou que o teste está sendo avaliado e, portanto, não tem posição definida sobre o assunto. Já o Inmetro informa que borracha é um produto que não possui órgão regulamentador.

Em nota, a Faber-Castell admite que a TK Plast era o único produto da sua linha que tinha ftalato, mas retirou o insumo completamente da sua produção em 17 de setembro de 2007,“mesmo não havendo estudos conclusivos sobre o tema e não há restrição da substância nos Estados Unidos. A restrição buscou resguardar a saúde do consumidor”. A empresa diz que não foi procurada antes da divulgação dos resultados do teste nem tem conhecimento da metodologia utilizada pela Pro Teste.

Mesmo com a retirada do ftalato da produção pela Faber-Castell, a Pro Teste questiona por que os produtos que já estavam no mercado não foram recolhidos.“Queremos saber da empresa e do DPDC o porquê de não ter sido realizado recall”, diz Maria Inês. Outro problema é que devem existir lotes antigos que estão no mercado e a fábrica precisa identificar quais não devem ser vendidos.“Os lojistas têm de ser informados, isso porque, os dados sobre procedência e lote só existem nas caixas de 24 unidades do produto. Ao comprar por unidade, o consumidor não tem como identificar a data de sua produção, que pode ser antes de 17 de setembro.”

Data só existe na caixa

Por motivos técnicos, diz a Faber-Castell, não é possível especificar os números dos lotes que possuem a substância ftalato. Apesar disso, as caixas enviadas aos lojistas têm marcada a data de fabricação. Portanto, é possível aos lojistas conferirem se a borracha foi fabricada antes da data em que o ftalato foi retirado definitivamente da composição.

A Pro Teste testou a toxicidade de nove tipos de itens de papelaria, três marcas de cada, mas só a borracha TK Plast apresentou problemas. Como não foi feito o recall, os consumidores não estão sabendo do resultado do teste.

O taxista Álvaro Nolasco, por exemplo, sempre optou por borrachas e outros produtos da Faber-Castell, por confiar na marca. Ao comprar, ontem, material escolar para seu filho Pedro Augusto, que está no jardim da infância, ele foi pego de surpresa com a informação sobre a existência de substância tóxica na composição da borracha.“Sempre confiei nos produtos da Fabel-Castell, mas, diante dessa notícia, vou levar outra marca”, disse Nolasco.
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terça-feira, janeiro 22, 2008

VIVA O DENDÊ!

Evandro Ferreira
Blog Ambiente Acreano

Recente relatório do Parlamento Britânico sugere que a Comunidade Européia deveria renunciar à promoção indiscriminada dos biocombustíveis porque causam mais danos que benefícios para o meio ambiente e prejudicam a economia dos países mais pobres. Apesar de parcialmente verdadeira e procedente, a preocupação do parlamento britânico deixar ver que existe muito mais do que mera preocupação ecológica e econômica no fato.

No caso do cultivo do dendê (Elaeis guineensis), é importante discutir a atual tendência de parte da imprensa mundial, incluindo alguns importantes meios de comunicação brasileiros, em usar o dendê como "o exemplo" perfeito do tipo de cultivo para a produção de biocombustível que causa destruição e outros males para o meio ambiente e a economia de quem o produz.

É muito comum, por exemplo, a gente ler que o cultivo do dendê para a produção de biocombustíveis tem causado a aceleração da destruição das florestas asiáticas. Quem conhece ou se interessa em ler um pouco sobre o assunto chega a uma conclusão inexorável: não é verdade! A destruição de florestas asiáticas para o plantio de dendê ocorreu de forma "agressiva" e rápida há 20-30 anos, quando a expansão da cultura para a produção de óleo comestível foi muito beneficiada pelo alto preço que o óleo de palma tinha no mercado internacional.

Na época, o óleo de dendê tomou o mercado mundial de óleos comestíveis "por assalto" e se apresentava como uma séria ameaça ao então "soberano" óleo de soja, dominado internacionalmente pelos EUA. A reação do principal produtor mundial de soja foi brutal e eficiente. Em pouco tempo "o mundo ocidental" foi devidamente abastecido de informações que indicavam que o óleo de dendê era pouco benéfico para a saúde humana. A mensagem era: as pessoas deveriam evitar o consumo do óleo de dendê. Até hoje a campanha, dissimulada é verdade, ainda existe.

Com isso, a febre pelo óleo de dendê passou e os preços da nova commodite se acalmaram. Sem perspectivas de crescimento do consumo mundial, o avanço da cultura se estagnou. Até o advento do uso do óleo de dendê para a produção de biocombustível os agricultores asiáticos apenas cuidaram dos plantios existentes. Para quem não conhece a cultura, um dendezal pode ficar produtivo por 20-30 anos, desde que o material genético usado seja de boa qualidade e se proceda a adubação adequada.

Essa nova "onda" contra o dendê, agora atacando o seu uso como biocombustível é mais propaganda do que realidade. Senão vejamos. Depois de plantado, o dendê pode levar 4-5 anos, ou mais para atingir a sua plenitude de produção. Esta tendência de uso em massa de biocombustíveis (excluindo a cana-de-açúcar) se iniciou há pouco mais de 3 anos e não existem dados concretos que indiquem que, definitivamente, o dendê é a solução. Em minha opinião ele é uma das mais promissoras.

Afirmar que hoje as florestas asiáticas estão seriamente ameaçadas em razão de plantios em larga escala do dendê para a produção de biocombustível parece exagerado. Seria preciso que os empresários asiáticos tivessem uma bola de cristal para ver o futuro e ter a certeza de que seus investimentos estariam mais que garantidos. Cultivar algumas dezenas de hectares de dendê não é barato, especialmente pelo fato de que os investimentos iniciais são altíssimos e o início da produção leva alguns anos. Sem mercado 100% garantido então...

Então porque se fala tanto sobre os plantios de dendê na Ásia? Por que lá estão os maiores plantios mundiais. Mas eles foram feitos muitos anos atrás. Como é uma cultura perene, que não necessita ser renovada anualmente como a soja, plantios antigos, que causaram a destruição de florestas nativas, são encontrados por toda a parte. Portanto, a destruição de florestas em larga escala aconteceu no passado!

Além disso, se cultivar dendê para a produção de biocombustível é um negócio tão bom, como explicar que ainda hoje a maior parte da produção de dendê na Ásia é usada para a elaboração de óleo comestível?

Isso cheira a coisa orquestrada pelos grandes produtores de petróleo da Europa: Inglaterra e Noruega. Eles são os maiores beneficiários do atual boom no preço do petróleo e graças aos altos preços, a exploração de jazidas "inexploráveis" quando o preço do petróleo era mais baixo está em pleno curso na atualidade. Tirar petróleo do Mar do Norte é bem mais caro do que tirar do deserto do oriente médio...

Também não se pode deixar de lembrar que o óleo de dendê é produzido em um sistema de cultivo perene, sem o uso intensivo de produtos químicos (herbicidas e fertilizantes). Por esta razão ele sempre foi e será ferozmente combatido pelo lobby americano envolvido com o cultivo da soja: produtores de sementes certificadas (agora transgênicas), herbicidas, fertilizantes e os próprios produtores e comerciantes da soja.

O dendê não representa mercado algum para as grandes multinacionais do setor agrícola. A soja, por outro lado, é a galinha dos ovos de ouro. Ela venceu a guerra contra o dendê e nada indica que este último terá a menor chance de ressurgir no campo de batalha para propor algum tipo de desafio para a soja.

Portanto, vale a pena perguntar: a quem interessa a paralisação do avanço do cultivo do dendê no mundo? Mantida esta condição, quem sempre vai ganhar com isso? E quem vai perder?

Quem vai ganhar a gente já sabe. Quem vai perder também: as florestas tropicais, os rios e solos contaminados pelos produtos químicos usados no complexo soja. É isso. No caso do Brasil, por exemplo, está mais que claro que a soja vai avançar sobre a floresta amazônica. Especialmente se, no maior dos absurdos, o governo e os produtores de soja conseguirem convencer a sociedade que a melhor alternativa brasileira para a produção de biodiesel é a soja.

Temos que reconhecer que tanto a soja como o dendê causam destruição e ocupam, especialmente no caso do dendê, áreas onde antes existiam florestas nativas. Mas vale a pena, antes de sair atirando indiscriminadamente contra o dendê, fazer uma comparação justa sobre os benefícios e prejuízos de cada um deles.

O dendê pode produzir por 30 anos, depois de 2-3 não requer uso de herbicidas para o controle de ervas daninhas, e seu ciclo de produção emprega um número muito maior de mão-de-obra rural. O acesso a material genético de qualidade deste cultivo não é complicado ou caro. A soja, por outro lado, é uma cultura anual. Requer maquinário caro, agrotóxico em grande quantidade, usa baixa quantidade de mão-de-obra e é um cultivo cujos principais insumos estão nas mãos das grandes corporações internacionais cujas sedes estão na Europa ou nos EUA.

Agora deu para entender porque os políticos de alguns países europeus estão tão preocupados com o avanço do dendê? Toda moeda tem sempre dois lados.

Viva o dendê!

Crédito das imagens: (1) Wikipedia, sem crédito de autoria; (2) Ceplac; (3) Virtual Palm Encyclopedia
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