AMBIENTE ACREANO: Março 2008
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segunda-feira, março 31, 2008

CÂMARA APROVA NACIONALIZAÇÃO DO CUPUAÇU

Projeto do Senador Arthur Virgílio (PSDB-AM) evitará uso indevido por outros países. A proposta também regula os registros de patentes no exterior com nomes de frutas da Amazônia

Agência Câmara - 31/03/2008 15h17min

A Comissão de Constituição de Justiça e de Cidadania (CCJ) aprovou, na quinta-feira (27), em caráter conclusivo, o Projeto de Lei 2639/03, do Senado, que classifica o cupuaçu como fruta nacional. O objetivo é evitar seu uso indevido por outros países. O projeto segue para sanção presidencial.

O cupuaçu é uma fruta nativa da Amazônia, da família do cacau, usado na fabricação de polpa, sucos, sorvetes, chocolates e doces. Na década de 90, uma empresa japonesa registrou a patente do cupuaçu. Em 2004, o Brasil retomou o domínio popular da fruto, depois que o Escritório de Patentes do Japão cancelou o registro da marca feito pelas empresas japonesas Asahi Foods e Cupuaçu Internacional. Foi necessária uma representação do governo brasileiro na Organização Mundial de Comércio (OMC) para garantir ao País o direito de uso do nome do cupuaçu.

O projeto do Senado vai além e garante o domínio legal da fruta. A proposta também regula os registros de patentes no exterior com nomes de frutas da Amazônia. O relator na CCJ, deputado deputado Zenaldo Coutinho (PSDB-PA), recomendou a aprovação da matéria.

Segundo o autor, senador Arthur Virgílio (PSDB-AM), "o cupuaçu é detentor de riqueza biológica extraordinária e a população conhece pouco sobre a diversidade nacional e o potencial que essa riqueza pode trazer ao desenvolvimento econômico".

Íntegra da proposta:
- PL-2639/2003

Crédito da imagem: Agência de Notícias do Acre
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ESSE NÃO É O MINISTÉRIO PÚBLICO ELEITORAL QUE QUEREMOS

Pedidos de perda de mandatos de políticos infiéis foram arquivados pelo TRE do Acre porque o Ministério Público Eleitoral ajuizou as ações fora do prazo

O site Ac24Horas noticia que O Tribunal Regional Eleitoral (T.R.E) arquivou mais 11 pedidos de decretação de perda do cargo eletivo por desfiliação partidária injustificada movidas pelo Ministério Público Eleitoral (MPE). Os alvos eram vereadores de sete partidos distribuídos em nove municípios do estado do Acre.

A nota, 'extremamente respeitosa', deixa de informar o motivo pelo qual os processos foram arquivados: todas as ações foram interpostas fora do prazo legal.

A imprensa local, que deu ampla cobertura quando o MPE ajuizou as ações, não foi crítica ou ouviu um especialista em assuntos jurídicos e levou a opinião pública a pensar que desta vez a lei iria mesmo "pesar" contra aqueles políticos que vivem mudando de partido sem dar satisfação a eleitores e partidos que os elegeram.

Agora, analisando-se o despacho da Juíza Maria Penha (clique aqui para acessar o despacho no processo 4622008 - 25/01/2008), tem-se a impressão de que a imprensa local apenas reproduziu o press release do MPE. Se tivesse buscado a opinião de um advogado, talvez os leitores fossem alertados da possibilidade de arquivamento das ações.

O arquivamento aconteceu porque a Resolução TSE 22.610/2007, que disciplina o processo de perda de cargo eletivo, bem como de justificação de desfiliação partidária, no parágrafo 2º do artigo 1º diz claramente que o prazo para o Ministério Público ajuizar as ações que agora foram arquivadas era de 60 dias após a desfiliação dos acusados.

Vale ressaltar que o prazo acima deve ser contado a partir da publicação da Resolução, que aconteceu no dia 30 de outubro de 2007. O MPE, que deveria ter ajuizado as ações no dia 29 de dezembro de 2007, só o fez em janeiro de 2008.

E agora? Os infiéis saíram ganhando. E a falha foi do MPE.

É esse o MPE que queremos?
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OBESIDADE E DEMÊNCIA

Agência FAPESP, 31/03/2008 – Indivíduos de meia-idade com grandes barrigas têm maiores riscos de manifestar demência quando mais velhos. A afirmação é de um estudo publicado na revista Neurology, da Academia Norte-Americana de Neurologia.

O estudo foi feito com 6.583 pessoas de 40 a 45 anos que residiam na Califórnia. Em média 36 anos depois, os voluntários foram novamente examinados. A surpresa foi que 16% tinham diagnóstico positivo para demência, síndrome caracterizada por perda de memória e de habilidades e problemas de comportamento.

Os pesquisadores verificaram que aqueles que apresentaram os maiores valores de gordura abdominal eram quase três vezes mais propensos a desenvolver demência do que os demais.

“Trata-se de uma descoberta desconcertante, considerando que 50% dos adultos nos Estados Unidos têm quantias não saudáveis de gordura abdominal”, disse uma das autoras do trabalho, Rachel Whitmer, da Divisão de Pesquisa da Kaiser Permanente.

De acordo com o estudo, ter um abdome grande aumentou o risco de demência independentemente de os participantes se apresentarem com peso normal, sobrepeso ou obesidade e das condições de saúde, incluindo diabetes ou problemas cardiovasculares.

O grupo com sobrepeso e abdome volumoso teve risco 2,3 vezes maior de desenvolver a síndrome do que pessoas com peso e cinturas consideradas dentro do padrão. Entre os obesos e com abdome grande, o risco foi 3,6 vezes maior.

Na pesquisa, as mulheres apresentaram obesidade abdominal mais freqüentemente do que os homens. Os grupos nos quais a incidência esteve mais presente foram: não brancos, fumantes, pessoas com pressão alta, elevados níveis de colesterol e diabetes e aqueles com menor escolaridade.

Os autores destacam que, como em todos os estudos observacionais, é possível que a associação de obesidade abdominal e demência não seja dirigida pela própria obesidade, mas por um conjunto complexo de comportamentos relacionados à saúde do qual a deposição de gordura na região da cintura faz parte.

“Mais estudos devem ser feitos para determinar quais são os mecanismos que ligam a obesidade abdominal com a demência”, destacaram os pesquisadores.

O artigo 'Central obesity and increased risk of dementia more than three decades later', de Rachel Whitmer e outros, pode ser lido por assinantes da Neurology em www.neurology.org.
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O DRAMA DOS PROFISSIONAIS QUE COMETEM ERROS DE MEDICAÇÃO

O que se passa com os profissionais de enfermagem após a ocorrência de erros de medicação? Quais os sentimentos que predominam quando pessoas que foram treinadas para fazer o bem, causam o mal?

Nos últimos anos a imprensa tem mostrado com grande frequência erros atribuídos aos profissionais de saúde. Nos Estados Unidos, um relatório do Committee on Quality of Health Care in America and Institute of Medicine afirma que aproximadamente 7.000 americanos morrem, anualmente, por erros de medicação.

"Fiquei apavorada, e tentando descobrir o que tinha ocorrido, estava eu e o paciente passando mal, ai fui ver qual a medicação que tinha feito e realmente fiquei assustada ..."

Este fato traz à tona um grave problema vivenciado nos hospitais, pois os erros colocam em risco a integridade física dos clientes/usuários e a qualidade dos serviços oferecidos pelas instituições. Para os clientes, os erros podem gerar prolongamento da internação, aumento nos custos da hospitalização, necessidade de tratamentos adicionais, exames e procedimentos extras, assim como dor, sofrimento, seqüelas, podendo até levá-los à morte. Para as instituições, os reflexos destes comprometem a qualidade do atendimento, a imagem institucional, geram desconfiança e elevam os custos aumentando gastos.

"Eu fui para casa e ligava toda hora pra saber notícias, passei a noite com a consciência pesada, ruim, perturbada. Na hora, fiquei gelada. Pensei até o outro dia, era uma pessoa idosa, não dormi direito à noite, fiquei preocupada."

Os profissionais de saúde envolvidos em erros também sofrem conseqüências que podem ser de ordem administrativa, punições verbais, escritas, demissões, processos civis, legais e éticos. Estes podem impedí-los do exercício legal da profissão e causar danos emocionais, pois diante do erro é comum o surgimento de sentimentos indesejáveis. Esses profissionais sentem-se culpados, manifestam reações emocionais que podem levá-los a demissão voluntária por terem sua imagem profissional denegrida.

"Vergonha, fiquei com vergonha... Da equipe, de mim mesmo, de não ter prestado atenção..."

Um agravante nesse processo é que, mediante a ocorrência de erros de medicação, freqüentemente não é dada ênfase na educação, mas à punição, levando a subnotificação, prejuízo do conhecimento dos fatores de risco e facilitando a repetição do erro.

"Eu nunca esqueci. Na verdade sempre que eu estou na injeção eu lembro deste erro, sabe. Pra você ter idéia do tanto que marca a gente, né?"

Diante dessa problemática, é fundamental a compreensão dos sentimentos vivenciados pelos profissionais frente a situação de erro, para que seja possível agir preventivamente e, principalmente, oferecer a ajuda adequada ao profissional, de forma a tornar o ocorrido o menos danoso para ambas as partes (profissional e cliente).

"Eu aprendi a lição que com isso a gente não brinca, que não se brinca com medicamento, que não se brinca com vida."

Leia a íntegra do artigo 'Sentimentos de profissionais de enfermagem após a ocorrência de erros de medicação' no Blog Biodiversidade Acreana. O artigo foi publicado originalmente na Acta Paulista de Enfermagem, V 20 No. 4 São Paulo out./dez. 2007, e tem a autoria de Jânia Oliveira Santos (Enfermeira do Hospital de Urgências de Goiânia), Ana Elisa Bauer de Camargo Silva (Professora Assistente da Faculdade de Enfermagem da Universidade Federal de Goiás), Denize Bouttelet Munari (Professora Titular da Faculdade de Enfermagem da Universidade Federal de Goiás) e Adriana Inocenti Miasso (Professora do Departamento de Enfermagem Psiquiátrica e Ciências Humanas da Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo - USP)
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CHOCOLATE: DOCE OU DROGA?

Chocolate: consuma com moderação

Pedro Sloboda
AgÊncia Fiocruz de Notícias

Seja escuro ou branco, ao leite ou meio amargo, em barras, bombons, ovos ou no formato de pequenos coelhos, é difícil resistir ao sabor do chocolate, principal guloseima da Páscoa. Entretanto, segundo especialistas, é melhor não ceder à gula e consumir o doce com moderação. A ingestão em excesso pode causar dores de barriga, diarréia e estimular o surgimento de acnes. Além disso, por ser muito calórico e rico em gordura, seu consumo abusivo de forma habitual pode contribuir para o aumento de peso, sobrecarregar o fígado e, até mesmo, elevar as taxas do colesterol.

Uma das principais vítimas do excesso de chocolate são as crianças, que costumam exagerar na dose de ovos e bombons na Páscoa. "Isso gera uma sobrecarga calórica, que pode causar diarréia. Nesse caso, é preciso prevenir a desidratação, repondo o líquido e os sais minerais perdidos com soro caseiro, por exemplo", aconselha o chefe do Departamento de Pediatria do Instituto Fernandes Figueira (IFF) da Fiocruz, Antônio Flávio Meirelles. Para evitar esse efeito indesejado, ele sugere que os pais fiquem atentos às guloseimas comidas pelos filhos.

O excesso de bombons e ovos também pode ser perigoso para a pele. Assim como todo alimento gorduroso, o chocolate, quando consumido em quantidades elevadas, estimula o surgimento de espinhas, principalmente nos indivíduos mais sensíveis à acne. "Mesmo quem exagera apenas uma vez pode ser afetado", avisa a nutricionista Thais Borges César.

Segundo a professora, indivíduos saudáveis podem comer, no máximo, 30 gramas de chocolate de uma a duas vezes por semana, dando preferência ao tipo meio amargo, considerado mais saudável. Entretanto, esse é um limite difícil de respeitar na Páscoa, quando ovos, bombons e barras são uma tentação para adultos e crianças. É claro que uma pequena variação ocasional no consumo não representa riscos graves para saúde. Porém, o consumo exagerado habitual pode contribuir para o aumento do peso e elevação das taxas do chamado colesterol ruim (LDL).

Teoricamente, o chocolate não poderia ser responsável pelo aumento do colesterol no sangue. A manteiga de cacau, usada na sua fabricação, contém ácido esteárico, um tipo de gordura que não está relacionada com a elevação do LDL. Entretanto, para diminuir os custos de produção, muitos fabricantes adicionam gordura hidrogenada à receita."O problema é que ela é tão perigosa para a saúde quanto a gordura saturada, encontrada nas carnes. Dependendo da qualidade do produto usado, ele pode ser ainda mais danoso", explica Thais.

Apesar disso, o chocolate não é um vilão. Se consumido com moderação, ele pode ser benéfico para a saúde, pois contém catequinas, um flavonóide que atua como antioxidante no organismo, combatendo os radicais livres produzidos em situações de estresse.Os radicais livres contribuem para o envelhecimento e para o desenvolvimento de doenças cardíacas, como a aterosclerose.

O chocolate também é uma excelente fonte de energia. Uma barra de 100 gramas tem cerca de 520 quilocalorias, um terço da necessidade calórica diária de uma mulher sedentária. Ele tem ainda propriedades estimulantes, pois contém cafeína e teobromina, substâncias também encontradas em outros alimentos. Além de ter um sabor que encantou nobres, como o imperador asteca Montezuma, conquistadores, como o espanhol Hernan Cortez, e plebeus de todo o mundo.

Doce ou droga?

"Se ficar muito tempo sem consumir, tenho tremedeiras, como uma espécie de síndrome de abstinência. Depois de me saciar, me sinto culpado e irritado por não conseguir me controlar". Não, o relações públicas Bruno Valentim, de 29 anos, não está falando de uma droga ilícita, como cocaína, heroína ou ecstasy, mas sobre o saboroso e inofensivo chocolate. Ele é um dos chamados chocólatras, pessoas que se consideram viciadas no doce. "Não consigo ficar indiferente ao chocolate. Só consegui parar quando fiz regime. Mesmo assim, foram cinco semanas de sofrimento", conta Valentim.

Segundo especialistas, algumas características físico-químicas do alimento podem contribuir para o desenvolvimento desse "vício". "Em primeiro lugar, ele é extremamente agradável ao paladar. Além do sabor doce, ele derrete na boca, provocando uma sensação prazerosa que pode incitar o consumo exagerado", afirma a nutricionista da Escola Nacional de Saúde Pública (Ensp) da Fiocruz Geila Cerqueira Felipe.

Algumas substâncias encontradas no chocolate também podem contribuir para esse comportamento compulsivo. Segundo a nutricionista da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade (Abeso), Mariana Del Bosco Rodrigues, especula-se que a presença simultânea de cafeína e teobromina potencializa seus reconhecidos efeitos estimulantes, podendo levar ao vício.

O alimento também possui substâncias que mimetizam a ação da anandamida, um neuromodulador capaz de estimular os mesmos receptores químicos cerebrais envolvidos no consumo da maconha. "Isso poderia intensificar a sensação de prazer e levar à compulsão", explica Mariana.

Além dos efeitos negativos do consumo em excesso de chocolate, como aumento de peso e, até mesmo, elevação nos níveis de colesterol no sangue, a compulsão pode gerar deficiências alimentares. Para saciar seu vício, os chocólatras costumam substituir alimentos importantes da dieta pelo chocolate. "Nenhum alimento é completo, muito menos o chocolate. A receita é simples, mas difícil de seguir para muitos: comer com moderação e seguir uma dieta balanceada".

Algumas substâncias encontradas no chocolate

Ácido esteárico - gordura saturada que não estimula o aumento do colesterol.
Anandamina - substância que ativa os mesmos receptores químicos cerebrais envolvidos no consumo da maconha.
Cafeína - estimulante presente também no café.
Flavonóides - substâncias antioxidantes que, entre outras coisas, protegem o corpo contra doenças cardíacas, como a aterosclerose.
Gordura hidrogenada - usada em chocolates de baixa qualidade, pode elevar as taxas de colesterol.
Teobromina - estimulante encontrado em diversos alimentos.

Imagem: Arte de Raymond Savignac (All Posters)
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domingo, março 30, 2008

DENGUE

A Agência Fiocruz de Notícias tem um excelente site abordando a dengue. Vale a pena acessar e se informar sobre essa doença. Clique na figura para acessar o site da Fiocruz ou clique aqui.
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sábado, março 29, 2008

BAIXA TAXA DE FREQUÊNCIA ESCOLAR NO ACRE

Consequências perniciosas que prioridades salariais equivocadas por parte do Governo do Estado poderão causar na almejada inclusão social das comunidades isoladas do meio rural

Evandro Ferreira
Blog Ambiente Acreano

A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (PNAD) 2006, realizada pelo IBGE, foi divulgada na sexta-feira, 28, e teve ampla repercussão na imprensa nacional (veja post abaixo).

Uma das partes mais comentadas da pesquisa foi a que trata da taxa de freqüência escolar no país. Segundo a pesquisa, o Rio de Janeiro apresenta a maior taxa de freqüência (80,3%) e o Acre, a menor (65,1%).

No Acre, o assunto merece cobertura melhor por parte da imprensa local e deveria ser objeto de um amplo debate para se entender as razões do Estado ter a mais baixa taxa de freqüência escolar de todo o país. Algo está errado e precisa ser corrigido.

A Secretaria de Educação do Estado (SEC) deveria se manifestar publicamente sobre o fato. Mas a SEC não está sozinha nesse barco problemático pois os maiores responsáveis são as prefeituras municipais.

Embora não tenhamos dados concretos, é possível supor que grande parte do baixo índice de freqüência escolar no Acre se deve às condições de isolamento em que vive grande parte de nossa população, especialmente a ribeirinha e, talvez, a indígena.

Já andamos por todos os rios mais importantes do Acre e sabemos por que as crianças que vivem ao longo dos mesmos ficam poucos anos nas escolas. É uma combinação perniciosa de dificuldade de acesso e falta de professores. Escolas bem estruturadas não faltam. É praticamente coisa do passado pois dinheiro para construir escolas tem até demais.

No rio Chandless, por exemplo, onde existem 14 famílias e dezenas de crianças e adultos com pouca ou nenhuma escolarização, existem escolas mas os professores se recusam a trabalhar naquela região tão isolada. Poucos querem se submeter a tamanho sacrifício em troca de um salário que pouco passa de um salário mínimo.

Faz mais de um ano que não tem professor naquela região. E tudo por uma questão salarial. Do pouco que investiguei, descobri que se fosse oferecido um salário por volta de R$ 1.000 apareceriam vários candidatos.

Nas cidades, os poucos que ganham bem querem mais

Enquanto no meio rural a população sofre porque candidatos a professores não se dispõem (com toda a razão) a trabalhar em condições mais que precárias, em troca de salários miseráveis, no meio urbano quem ganha bem quer sempre mais.

Vamos tomar como exemplo o caso dos Defensores Públicos, que tiveram amplo apoio da imprensa local em sua recente campanha salarial, que deverá resultar, no mínimo, na duplicação dos salários mais que razoáveis que a categoria ganha atualmente. Ou vocês acham que um salário que varia entre R$ 3.000 e R$ 10.000 é pouco?

Vejam que os Defensores possuem apenas o título de bacharel, como muitos professores da rede pública. E mesmo assim o menor salário de um Defensor é quase o triplo de um professor com o mesmo nível de escolaridade. E eles, os Defensores, querem muito mais que isso.

Será que merecem? Será que o Governo precisa mesmo investir tanto em salários de funcionários que passam a vida mediando conflitos derivados, em grande parte, da ignorância e falta de educação da população.

No lugar disso, não seria mais vantajoso para toda a sociedade, incluindo os "sem professores" do Chandelss, investir no salário dos professores que atuam em áreas de difícil acesso, em comunidades isoladas com grande número de pessoas em idade escolar fora da escola?

Pelo menos no caso do rio Chandless, o custo-beneficio é infinitamente maior. Lá um único professor irá formar pessoas e contribuirá efetivamente para mudar nossa sociedade. Pode até mudar trajetória de vidas, dando oportunidades a quem, de outra forma, não teria a menor chance de vencer permanecendo um iliterato.

E tudo isso pode acontecer com meros R$ 1.000,00/mês, ou 1/3 do menor salário atual de um Defensor!

Por isso não abro mão de mandar a seguinte mensagem para o Governador Binho Marques:

"Não baixe a guarda Governador! Não abra mão de seus ideais educaionais!"

O senhor sabe, há muito tempo, que muitas categorias de funcionários públicos urbanos, desses que sempre vivem sonhando em ganhar o teto salarial mais alto possível, vão sempre querer falar mais alto quando seus interesses salariais estão em jogo. Procuram deixar transparecer para a sociedade que são indispensáveis para o funcionamento da máquina pública. O senhor sabe que nem sempre é o caso.

Tenho certeza que o senhor sabe diferenciar e valorizar aqueles que, efetivamente, contribuem para mudar a nossa sociedade daqueles que sempre reivindicam os maiores quinhões, mas atuam, em grande parte, como meros intermediários de problemas sociais que nunca deixarão de existir.

Investir nestes últimos não cria perspectivas de mudanças significativas para a nossa sociedade.

Na qualidade de Governador, o senhor tem a obrigação de atender o anseio da maioria de nossa coletividade e promover mudanças verdadeiras no quadro social atual do Acre.

E o senhor sabe muito bem que a educação é a arma mais importante para promover estas mudanças.

Crédito da imagem: Revista Escola
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FREQUÊNCIA ESCOLAR NO BRASIL

Segundo pesquisa do IBGE, freqüência escolar atinge 75,8% no Brasil. Com 65,1%, Acre é o estado com a menor taxa de frequência.

Jacqueline Farid, da Agência Estado

RIO, 28/03/2008 - O número de crianças e adolescentes que freqüentam a escola aumentou no País. Em 2006, dos cerca de 59 milhões de crianças e adolescentes entre 0 e 17 anos de idade que havia no Brasil, 45 milhões freqüentavam escola ou creche (75,8%), orcentual superior ao estimado em 2004 (73,8%). Os dados integram a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad), divulgada nesta sexta-feira, 28, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A Pnad mostra uma relação direta entre o rendimento e a escolarização. Enquanto para as crianças e adolescentes de 0 a 17 anos de idade residentes em domicílios com rendimento mensal domiciliar per capita na faixa de mesmo de um quarto de salário mínimo, a taxa de freqüência a escola ou creche foi de 69,3%, para aquelas moradoras em domicílios com rendimento per capita de 2 ou mais salários mínimos, a taxa atingiu 86,0%. Para as crianças de 7 a 14 anos de idade moradoras em domicílios com rendimento per capita de 2 ou mais salários mínimos, o ensino "praticamente alcança a universalização" (99,7%).

O nível de escolarização também apresenta diferenças de acordo com a região geográfica do País. A região Norte apresentou a menor taxa de freqüência à escola ou creche (69,5%), enquanto o Sudeste tinha a maior (78,5%), segundo a pesquisa. Considerando as unidades da federação, o Rio de Janeiro tinha a maior taxa de freqüência (80,3%); e o Acre, a menor (65,1%).

Clique aqui para ler a matéria na íntegra
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CHARGE DO JORNAL "A CRÍTICA"

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sexta-feira, março 28, 2008

CIPÓ-TITICA

Um cipó que na verdade é uma raiz. Mas isso não importa. Ele é uma das poucas fontes de renda para quem vive no meio rural da Amazônia

Evandro Ferreira
Ambiente Acreano

Cientificamente conhecido como Heteropsis flexuosa (H.B.K.) Bunth, a identidade popular do cipó-titica é tecnicamente equivocada pois a planta não é um cipó (ou liana para os puristas). Liana ou cipó se refere ao hábito de vida das plantas que se caracterizam por apresentar caule flexível.

No caso do 'cipó-titica', o caule, se é que podemos identificar positivamente isso nesta planta, é lenhoso e muito curto, devendo variar entre poucos centímetros a até no máximo 2-3 m. E tem mais. Poucas pessoas conseguem ver o caule do cipó-titica pois o mesmo atinge a maturidade lá no alto das plantas hospedeiras.

O cipó que todo mundo fala, e que é usado para a fabricação de cestarias e móveis é, na verdade, uma raiz, desprovida da casca ou córtex. Portanto, teoricamente deveríamos chamar o 'cipó-titica' de 'raiz-titica'. Ninguem vai fazer isso. Que diferença faz?

Então porque 'cipó-titica'?

Podemos especular que o fato desta planta emitir raízes que lembram vagamente os cipós verdadeiros tenha levado as pessoas a adotar a denominação 'cipó'.

Taxonomia e Distribuição

O cipó-titica é uma planta da família Araceae, ou seja, é parente próximo da aninga, do tajá e outras plantas ornamentais. São pelo menos 13 espécies de Heteropsis ocorrendo na América tropical. Destas, 8 espécies ocorrem no Brasil e 5 podem ser encontradas no Acre, incluindo o autêntico cipó titica.

Características

O 'cipó-titica' é uma planta com hábito hemi-epifítico que pode sobreviver durante algum tempo como epífita. Em outras palavras, ela vive em cima de outras plantas e a maior parte da vida está ligada ao solo por raízes alimentadoras. Quando estas são eliminadas, tem a capacidade de sobreviver por algum tempo, enquanto novas raízes crescem em direção ao solo.

Essa capacidade de produzir novas raízes é que permite a exploração do 'cipó' repetidamente em uma mesma área.

Usos

A parte da planta usada são as raízes alimentadoras, que crescem em direção ao solo em busca de água e nutrientes. Depois que atingem o solo, essas raízes ficam altamente lignificadas, endurecidas. Depois que se retira a 'casca', a raiz pode ser usada para a fabricação de cestas, móveis e outros objetos artesanais. Algumas vezes são usadas em construções rurais como substitutos de pregos.

Vejam abaixo um resumo do processo de extração e beneficiamento das raízes do 'cipó-titica'.

1. Selecionando e 'testando' para ver se o cipó está bom . Tem que ver se ele vai quebrar logo ou não. Se não quebrar é sinal de que vai dar para tirar alguns metros de cipó.



















2. Tem que segurar assim para puxar o cipó. Tem que ter força. No fim do dia, para os que não são acostumados, as mãos podem ficar cheias de calo.



















3. Depois que o cipó estiver no chão, é hora de eliminar os defeitos. Nós e bifurcações são os grandes problemas. Este trabalho é feito no campo mesmo. Só precisa de um facão.



















4. Depois de puxar alguns cipós, eliminar os defeitos e cortar em pedaços menores, o feixe está quase pronto para ser levado para a casa do extrativista. Cada feixe pesa entre 100 e 150 kg. Tem que usar animal para transportar.













5. Em casa começa o beneficiamento do cipó. Consiste em retirar a casca e aparar as pontas para que o feixe fique uniforme. Na foto mais abaixo o detalhe da retirada da casca. Usa-se uma faca e no fim do dia a ponta dos dedos fica 'em fogo'.



























6. Cipós sem casca e secos. O feixe está quase pronto para ser transportado para o comprador na cidade. O cipó é vendido com e sem casca. A negociação é feita em razão do peso e não do comprimento em metros. É comum o extrator deixar o cipó de molho na água no dia anterior ao transporte para a cidade. A malandragem brasileira tinha que estar presente...














7. O comprador do cipó agora vai preparar o mesmo para a confecção de objetos artesanais. A primeira providência é uniformizar o diâmetro do cipó, que é feito passando o mesmo repetidamente em buracos de tamanhos cada vez menores. Vejam que esse instrumento de beneficiamento é muito simples. Uma chapa de ferro com diversos furos feitos com brocas de diferentes diâmetros. No fim do processo, o cipó fica liso. No ponto para uso






































8. Agora tudo depende da criatividade do artesão. Paciência conta muito. Mãos fortes também. As mulheres sofrem pois depois de alguns anos tecendo o cipó, a couro da mão fica grosso. Não tem lixa que afine.



















9. Uma variedade grande de utensílios e móveis é elaborada com o cipó titica. E depois de todo esse trabalho dos extrativistas e dos artesãos, você, consumidor, ainda quer pechinchar e levar os cestos a preço de banana?



















NOTA DO BLOG: As imagens e informações deste post são baseadas em uma apresentação dos resultados da pesquisa EXPLORAÇÃO EXTRATIVA DO CIPÓ -TITICA (HETEROPSIS FLEXUOSA (H.B.K.) BUNT., ARACEAE) NO ACRE, BRASIL: POTENCIAL DE MANEJO E COMERCIALIZAÇÃO, que realizamos em conjunto com Richard Wallace (Universidade da Flórida), com apoio do Rainforest Alliance, New York New York Botanical Garden, PREBELAC, Parque Zoobotânico da UFAC, INPA e PESACRE.

@Proibida a reprodução das fotos sem autorização dos autores.
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quinta-feira, março 27, 2008

VAMOS TODOS TRANSGREDIR A LEI!

Ibama deixou o Juruá com fome, diz deputada

Folha do Acre, 27/03/2008 : 01:36
A deputada Idalina Onofre (PPS) afirmou na sessão desta quarta-feira que as ações fiscalizadoras do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) deixou o mercado consumidor de Cruzeiro do Sul desabastecido.

"O Ibama deixou o Juruá com fome", sintetizou ela, ao afirmar que várias toneladas de peixe foram apreendidas pelos fiscais durante as festividades da Semana Santa.

Ainda na questão ambiental, Idalina também criticou as ações dos órgãos estaduais que atuam nessa área. De acordo com ela, várias marcenarias no Estado estão fechando suas portas devido às ações dos fiscais estaduais. Para a parlamentar, devido a estas empreitadas as empresas estão fechando e pessoas vão "para o olho da rua".

Idalina questionou os números divulgados pela imprensa que retratavam da criação de mais de 2 mil empregos no setor moveleiro do Acre. "Onde estão estes postos de trabalho que ninguém vê?", indaga e responde: "os jornais estão recebendo notícias mentirosas".

Para pôr prova no que dizia, Idalina citou uma publicação local que mostrava o exemplo de um empresário do setor que, de pouco mais de 50 funcionários, diminuiu em questão de tempo para cerca de 20. "Aposto que hoje ele [o empresário] não tem mais nenhum", afirma ela.

Nota do Blog: qual a mensagem deixada pelas opiniões omitidas pela Deputada?

Eu fiquei com a seguinte impressão:

1. O Ibama não deveria apreender peixes pescados ilegalmente, assim como não deveria apreender madeira extraída e transportada ilegalmente.

2. Tem que 'liberar geral' pois no Acre os 'sem tora' e os 'sem peixe' estão na pior.

E você. O que achou?

E são pessoas que pensam assim que vivem cortejando o poder máximo, no Estado e em Brasília. Ainda bem que no Acre eles ainda não dominaram tudo. Se não...a gente já estaria igual ou pior do que nosso vizinho, Rondônia.
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MORTALIDADE INFANTIL E DESIGUALDADE SOCIAL

Combate à desigualdade social é essencial para reduzir mortalidade infantil

Fernanda Marques
Agência Fiocruz de Notícias

Nos municípios que apresentam melhor distribuição de renda e maior PIB per capita, sete em cada mil nascidos vivos morrem por causas evitáveis antes de completarem 1 ano de vida. Por outro lado, nos municípios com pior distribuição de renda e menor PIB per capita, esse coeficiente chega a 18 por mil, isto é, uma mortalidade cerca de 150% superior. É o que revela um estudo publicado em fevereiro na revista Cadernos de Saúde Pública da Fiocruz.

A pesquisa investigou a associação entre variáveis socioeconômicas, indicadores de serviços e investimentos em saúde e a mortalidade infantil por causas evitáveis. Foram analisados dados relativos aos quase 300 municípios brasileiros com mais de 80 mil habitantes. Nesses municípios, entre 2000 e 2002, ocorreram mais de 63 mil óbitos de crianças menores de 1 ano que poderiam ter sido evitados por meio de medidas como vacinação, controle adequado na gravidez e ações de prevenção, diagnóstico e tratamento precoce.

Os pesquisadores verificaram que maiores Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), proporção de pessoas vivendo em domicílios com banheiro e água encanada, despesa total com saúde por habitante e número de médicos por mil habitantes estavam associados a menores coeficientes de mortalidade infantil por causas evitáveis. Estes também eram menores nos municípios do Sul e Sudeste, se comparados aos do Norte, Nordeste e Centro-Oeste, evidenciando uma desigualdade geográfica.

Contudo, de acordo com os autores, um maior número de estabelecimentos de saúde por 10 mil habitantes não esteve associado a menores taxas de mortalidade infantil. “Esse resultado pode ser explicado pelo fato de que um maior número desses estabelecimentos no município não necessariamente reflete uma melhor atenção primária ou um setor de média e alta complexidade mais bem estruturado e equipado”, diz o artigo, assinado por Antonio Boing, da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e da Universidade de São Paulo (USP), e Alexandra Crispim Boing, da Universidade do Vale do Itajaí (Univali).

No Brasil, nas últimas décadas, vem sendo observada uma tendência geral de redução das mortes infantis. Em 1980, morriam no país 83 crianças a cada mil nascidas vivas e, em 2004, essa taxa havia caído para 27 por mil. Contudo, este coeficiente ainda é elevado, sobretudo se consideradas as diferenças entre ricos e pobres.

“Reduzir a taxa de mortalidade infantil por causas evitáveis no país é fundamental, entretanto há desafios adicionais. Um deles é diminuir a desigualdade na distribuição dos óbitos entre os estratos sociais e as regiões geográficas”, afirmam os pesquisadores. “Olhares e ações iguais para realidades distintas apenas acentuarão as desigualdades, havendo necessidade, portanto, de políticas públicas coerentes com cada realidade. A alocação de recursos e o desenvolvimento de estratégias sociais e de saúde devem levar essa realidade em consideração”, concluem.

Crédito da imagem: World Pressq/Fiocruz
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quarta-feira, março 26, 2008

PERIGO NO USO CASEIRO DO ÓLEO DE ANDIROBA

Estudo realizado em laboratório indica que o uso oral do óleo pode causar problemas no fígado

Pesquisadores das Universidades Federais de Pernambuco e do Pará publicaram estudo que indica que o consumo por via oral do óleo de andiroba (Carapa guianensis) pode afetar negativamente o fígado. O trabalho foi publicado na revista Journal of Ethnopharmacology (Volume 116, No. 3, 28 de Março de 2008).

O óleo de andiroba, extraído das sementes, tem sido tradicionalmente usado por comunidades rurais da Amazônia para o tratamento de tosses, convulsões, doenças da pele, artrite, reumatismo, infecções de ouvido e para tratar feridas e arranhões. Outro uso muito popular da planta é como repelente de insetos.

O estudo usou ratos para testar a toxidade aguda e subaguda do uso oral do óleo extraído das sementes de andiroba. No teste de toxidade aguda (0.625–5.0 g de óleo/kg) não foram registrados sintomas perigosos ou mortes. As avaliações de toxidade subaguda (0.375, 0.75 e 1.5 g de óleo/kg) também não resultaram em alterações, incluindo ganho de peso e aumento ou diminuição do consumo de alimentos ou água nas cobaias.

Os testes hematológicos também não mostraram qualquer diferença significativa nos parâmetros analisados. Entretanto, os parâmetros bioquímicos mostraram um aumento de 29% no nível de Alanine Aminotransferase (ALT) no grupo tratado com dose de 1.5 g de óleo/kg. Além disso, foi observado um aumento absoluto e relativo do peso do fígado, nas cobaias tratadas com doses de óleo na proporção de 0.75 g/kg (23.4 e 19.1%) e 1.5 g/kg (18.7 e 33.1%).

A conclusão do estudo é de que embora a administração de doses orais de óleo em quantidades suficientes para causar toxidades agudas e subagudas não tenham produzido efeitos tóxicos nos animais, o aumento do nível da ALT indica que o fígado dos mesmos inflamou, um sinal de possível toxidade hepática do consumo do óleo.

Clique aqui para ler, no Blog Biodiversidade Acreana, o resumo (em inglês) do estudo "Acute and subacute toxicity of the Carapa guianensis Aublet (Meliaceae) seed oil", de autoria de J.H. Costa-Silva, C.R. Lima e E.J.R. Silva (Department of Pharmaceutical Sciences, Federal University of Pernambuco), A.V. Araújo e M.C.C.A. Fraga(Department of Physiology and Pharmacology, Federal University of Pernambuco), A. Ribeiro e Ribeiro e A.C. Arruda (Department of Chemistry, Federal University of Pará, Belém, Pará) e S.S.L. Lafayette e A.G. Wanderley (Department of Pharmaceutical Sciences e Department of Physiology and Pharmacology, Federal University of Pernambuco).

Crédito da imagem: Otávio Campos Sales, site Olhares.com
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RONDÔNIA: TODOS CONTRA O IBAMA

Fiscais do Ibama em Vilhena deram queixa na Polícia Federal contra o Secretário de Meio Ambiente de Rondônia por intidimidação. Segundo eles, o Secretário bateu em uma das mesas e ordenou que os agentes parassem o trabalho de fiscalização

Ibama denuncia intimidação de fiscais em Rondônia, e secretário estadual nega

Luana Lourenço
Repórter da Agência Brasil

Brasília, 25 de Março de 2008 - Fiscais do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) em Vilhena (RO) registraram queixa na Polícia Federal (PF) no município contra o secretário estadual de Desenvolvimento Ambiental, Augustinho Pastore, por intimidação.

De acordo com o Ibama, no depoimento à PF, os fiscais informaram que Pastore chegou à barreira montada pelo órgão perguntando pelo chefe da unidade, chegou a bater em uma das mesas e ordenou que os agentes parassem o trabalho de fiscalização.

Pastore nega que tenha ido ao posto de fiscalização intimidar os agentes do Ibama. Por telefone, ele disse à Agência Brasil que a intenção era “discutir a legalidade” da atuação do órgão na região.

“São uns frouxos. Se eu intimidei é porque eles são muito moles. Não foi ameça, fui discutir com eles a legalidade das ações deles nas barreiras. Se discutir for ameaça...”, afirmou.

Para o diretor de Proteção Ambiental do Ibama, Flávio Montiel, “foi um episódio lamentável”. Ele acrescentou: “Causa-nos estranheza porque o Ibama, como órgão federal de meio ambiente, tem respaldo na Constituição para uma ação de fiscalização em todo o país”.

Na avaliação do secretário Pastore, não cabe ao Ibama promover ações de fiscalização de madeira ilegal na região porque não há convênios ou acordos de cooperação técnica entre os governos do estado e federal nesse sentido.

“Uma lei passou essa atribuição do governo federal para os estados”, argumentou. “A lei diz que se o estado for omisso o órgão federal pode agir. Não é o caso de Rondônia. Nós fazemos nossa lição de casa.”

De acordo com Montiel, do Ibama, a Lei de Gestão de Florestas não revoga e não exclui a competência de fiscalização do instituto, estabelecida pela Constituição Federal. “A gestão é concorrente, mas a fiscalização ambiental é comum. O Ibama nunca perde a atribuição de exercer uma ação fiscalizadora. Ele pode ver os artigos 23 e 24 [da Constituição]”, respondeu. O diretor acrescentou que a fiscalização federal pode ser compartilhada com os estados “desde que queiram participar”.

Até o fim da tarde, Augustinho Pastore não havia sido notificado pela PF para prestar esclarecimentos sobre a denúncia.

NOTA DO BLOG: Onde já se viu uma coisa dessas?!?! No Acre, pelo que sabemos, Ibama e Imac fazem operações conjuntas. Dá para ver que o desespero tomou de conta dos empresários rondonienses que passaram a vida toda lucrando com o desrespeito às leis que regulamentam a exploração dos recursos naturais do país, especialmente a madeira.

O posto do Ibama em Vilhena fica no Portal Amazônia, onde existe fiscalização da Receita, PF, Ibama etc. Qualquer produto que sai daquele Estado tem que passar por lá. Não tem como evitar.

Augustinho Pastore é o mesmo que em fevereiro de 2007 causou espanto e embaraço nacional ao apontar, em matéria da Agência Brasil, o que ele considera como lado bom do"desmatamento recorde" em seu Estado: “a grande vantagem desse desmatamento de 28% é que em um hectare de floresta nativa, você tira em média 30 metros de madeira. Já numa área reflorestada, você pode tirar até 300 metros. Essa é a grande vantagem de reflorestar”.

O que se pode deduzir de tal declaração? "Primeiro desmatar para depois reflorestar".

Honestamente, as declarações e atitudes do Secretário rondoniense não condizem com o cargo que ele ocupa. Afinal ele está ou não apoiando as ações do Ibama e da PF contra o desmatamento e a exploração ilegal do que resta de madeira em Rondônia?

Matérias relacionadas:

- Secretário aponta "vantagem" do desmatamento recorde em Rondônia

- Divergências políticas prejudicam Operação Arco de Fogo em Rondônia, aponta Ibama
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É POSSÍVEL VER (QUASE) TUDO DE CIMA

Pesquisadores americanos e europeus estão desenvolvendo métodos para determinar a distribuição geográfica de espécies madeireiras de alto valor comercial na região amazônica usando apenas dados de sensoriamento remoto

A pesquisa foi publicada na edição de março de 2008 da revista científica Ecological Modelling e os resultados apresentados indicam que é possível usar dados de sensoriamento remoto obtidos por satélites para prever a distribuição geográfica de espécies de plantas na floresta Amazônica.

Anteriormente, a identificação de plantas ao nível de espécie usando imagens de satélites era possível apenas nos casos de espécies oligárquicas, ou seja, as que formam populações extensas, como nos casos do buriti e do babaçu.

Para provar a viabilidade de sua inédita proposição, os pesquisadores desenvolveram modelos de distribuição para três espécies madeireiras de alto valor econômico: jacareúba (Calophyllum brasiliensis), andiroba (Carapa guianensis) e virola (Virola surinamensis), todas muito exploradas na bacia Amazônica brasileira.

Para o estudo, eles usaram uma combinação de medidas de habitat extraídas de dados de sensoriamento remoto (MODIS, QSCAT and SRTM) e informações bioclimáticas da superfície do terreno, que foram então examinadas para verificar quais os fatores mais determinantes para a ocorrência das três espécies.

Depois que os modelos de distribuição foram desenvolvidos e verificados, os resultados das taxas de ocorrência obtidos para cada uma das espécies foram testados separadamente para determinar a capacidade que o novo método tem de mapear de forma precisa a distribuição espacial das espécies estudadas.

Levando em conta a avaliação das taxas de omissão e inclusão, os autores do estudo concluíram que os modelos de distribuição baseados em dados de sensoriamento remoto contribuíram de forma significativa para a quantificação das propriedades ambientais usadas para sumarizar o nicho ecológico mais relacionado com cada uma das espécies.

De uma maneira geral, todas as espécies mostraram uma tendência de ocorrer com mais freqüência em florestas mais densas. O habitat mais adequado para a ocorrência de 'jacareúba' está associado com locais onde a floresta apresenta grande área foliar (mesmo durante os meses mais secos) e alta umidade.

A ocorrência de 'virola' depende da densidade da vegetação durante a época seca e a fenologia da vegetação, que são altamente correlacionadas com as diferenças climáticas, tais como as variações na temperatura do ar e regimes de chuvas.

Áreas de baixas elevações com vegetação mais exuberante e alto índice de plantas produzindo clorofila (high greenness index) estão entre os fatores mais importantes na determinação da distribuição geográfica de 'andiroba'.

Os autores afirmam que os modelos de distribuição de espécies estão ficando cada vez mais importantes em muitos campos da pesquisa e da conservação e concluem afirmando que o potencial de uso de dados de sensoriamento remoto para monitorar mudanças ambientais em áreas tropicais, simultaneamente ao entendimento do funcionamento dos ecossistemas, são críticos para a conservação da biodiversidade e o processo de sustentação de longo prazo dos ecossistemas.

O artigo tem autoria de Cássia Da Conceição Prates-Clarka (School of Geographical Sciences, University of Bristol), Sassan S. Saatchib (Center for Tropical Research, University of California e Jet Propulsion Laboratory, California Institute of Technology) e Donat Agostid (Naturmuseum der Burgergemeinde Bern, Switzerland), e foi publicado na revista Ecological Modelling, Volume 211, Issues 3-4, 10 March 2008, Pages 309-323.

Interpretando a imagem do post: Mapas do potencial de ocorrência da espécie 'jacareúba' baseados: (a) ‘Modelo climático’, (b) ‘Modelo Sensoriamento Remoto’ e (c) ‘Modelo combinando Clima e Sensoriamento Remoto’. Na escala de cores, o padrão verde mais escuro indica áreas com maior probabilidade de ocorrência da espécie. A imagem foi publicada na versão integral do artigo.

Acesso ao resumo expandido do artigo: clique aqui para ler, no Blog Biodiversidade Acreana,o resumo (em inglês) do artigo 'Predicting geographical distribution models of high-value timber trees in the Amazon Basin using remotely sensed data'.

Acesso à versão integral do artigo: se você estiver acessando este post de um computador conectado a uma rede da UFAC ou outras instituições federais de ensino e pesquisa, onde o Portal CAPES é de livre acesso, clique aqui para acessar a versão integral do mesmo, com mapas e tabelas.
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terça-feira, março 25, 2008

DADOS DO INPE SÃO QUESTIONADOS

Governo de Mato Grosso alega que Inpe errou em dados sobre desmatamento

Marco Antônio Soalheiro*
Repórter da Agência Brasil

Brasília - Um relatório produzido pela Secretaria do Meio Ambiente (Sema) de Mato Grosso sustenta que em 89,98% dos pontos verificados em campo e apontados pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) como alvo de desmatamento no estado nos últimos meses de 2007, não ocorreu corte raso de vegetação (confira ao lado a íntegra do relatório).

Segundo a Sema, as informações do Inpe com base no sistema Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter) não são confiáveis para a comparação de dados estatísticos de desmatamento.

“Os dados disponibilizados pelo Inpe para a comunidade brasileira carecem de aferição em campo, pois os pontos Deter inspecionados em campo revelaram, em sua quase totalidade, ser de áreas que não sofreram corte raso [desmatamento] no período apontado pelo Deter”, afirma a Sema no relatório.

A Secretaria de Comunicação do governo de Mato Grosso informou que o governador Blairo Maggi só irá se pronunciar sobre o relatório após conversar sobre os dados com o presidente da República, o que, segundo o órgão, deve ocorrer nos próximos dias.

A Sema alega que, em 2007, o período seco em Mato Grosso se estendeu, o que provocou o agravamento e o alongamento das queimadas e incêndios florestais. Isso, segundo a secretaria, pode ter induzido o sistema Deter a entender que o desmatamento se acentuou no fim de 2007: “Grande parte dos pontos Deter (46,53%) apresenta vestígios de queimada, o que corrobora a tese de íntima ligação entre a estiagem, as queimadas e os incêndios florestais como fator limitante para a detecção de desmatamentos no estado de Mato Grosso no período de setembro a outubro de 2007”.

No processo de checagem dos dados do Inpe, a Sema diz que usou o conceito de desmatamento enquanto supressão total da vegetação nativa com objetivo de uso alternativo do solo (corte raso).

A secretaria relata terem sido fiscalizados por uma equipe de 49 técnicos 662 pontos em 51 municípios, 19 deles presentes na lista do Ministério do Meio Ambiente, entre os 36 que mais desmataram a Amazônia em 2007. Para a Sema, a averiguação em campo invalida qualquer tese de aumento do desmatamento no estado no fim de 2007: “Mantêm-se, portanto, como válidas as taxas decrescentes apresentadas pelo Prodes [Programa de Cálculo do Desflorestamento da Amazônia] nos últimos três anos para o estado de Mato Grosso.”

A reportagem tentou entrar em contato, na noite de ontem (24), com o secretário de Meio Ambiente do Mato Grosso, Luiz Henrique Daldergan, por telefone celular, mas não obteve sucesso.

*Colaborou Amanda Cieglinski, repórter da Agência Brasil

Matérias relacionads:

Aumento de desmatamento na Amazônia acende sinal de alerta no governo

Clique aqui para acessar o relatório do Governo de Mato Grosso
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O AVANÇO DA DENGUE NOS ÚLTIMOS DEZ ANOS



Fonte: Agência Brasil
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RIO BRANCO ENTRE OS MUNICÍPIOS ONDE O ENSINO PÚBLICO FUNCIONA

Segundo pesquisa do MEC e do Unicef, Rio Branco é um dos 37 municípios brasileiros - 0,66% das 5.564 cidades do País - campeões de aprendizagem escolar

Evandro Ferreira
Blog Ambiente Acreano

O sistema de ensino do município de Rio Branco está entre 37 municípios brasileiros - 0,66% das 5.564 cidades do País - em campeões de aprendizagem escolar. A lista foi elaborada pelo Ministério da Educação (MEC) e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef). Os dados serão apresentados e debatidos hoje (25/03), em Brasília, no Fórum da União Nacional do Dirigentes Municipais de Educação-Undime.

Os Municípios selecionados não são os que têm o mais alto Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), indicador que orienta o plano do governo com metas de qualidade até 2021. Eles entraram na lista porque, apesar das condições socioeconômicas desfavoráveis, oferecem ensino bom o suficiente para ficar acima da média nacional no Ideb.

Segundo, editor do Blog Educação à Brasileira, de O Globo, "o estudo premia o milagre do bom senso. Afinal, essas redes municipais fazem o que deveria ser a regra em toda escola pública: focar na aprendizagem do aluno. O resultado é certeiro: onde tudo gira em torno da obsessão de que os estudantes aprendam"

Está de parabéns a atual administração municipal de nossa cidade.

Veja abaixo a lista dos 37 municípios:

- Mortugaba (BA)
- Presidente Dutra (BA)
- Alto Alegre do Pindaré (MA)
- Teresina (PI)
- Sobral (CE)
- Alvorada (TO)
- Altamira (PA)
- Rio Branco (AC)
- Santarém (PA)
- Araguaína (TO)
- Apiacás (MT)
- Carmo do Rio Verde (GO)
- Cezarina (GO)
- Comodoro (MT)
- Piranhas (GO)
- Formosa (GO)
- Rondonópolis (MT)
- Rio Verde (GO)
- Lagamar (MG)
- Santa Rita de Caldas (MG)
- Sud Mennucci (SP)
- Rio Piracicaba (MG)
- Sete Barras (SP)
- João Monlevade (MG)
- Santo Antônio de Pádua (RJ)
- Votuporanga (SP)
- Divinópolis (MG)
- Jesuítas (PR)
- Marilena (PR)
- São Jorge D'Oeste (PR)
- Realeza (PR)
- Arroio do Meio (RS)
- Horizontina (RS)
- Guaramirim (SC)
- Farroupilha (RS)
- Sapiranga (RS)
- Pinhais (PR)

Com informações adicionais do Estadão.com e O Globo
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MAU USO DO ATENDIMENTO DE EMERGÊNCIA (SAMU)?

Em Belo Horizonte-MG, estudo indica que pessoas ocupantes de bicicletas e pedestres, vítimas que em geral apresentam lesões mais graves, utilizaram menos o atendimento do que os motoristas de automóveis. Pessoas idosas e usuários de álcool usam serviço com mais freqüência

Artigo analisa perfil de vítimas do trânsito que receberam primeiros socorros

Renata Moehlecke
Agência Fiocruz de Notícias

Destinado às vítimas de traumas, violência urbana, mal súbito e distúrbios psiquiátricos, o atendimento pré-hospitalar ou primeiros socorros visa a estabilização clínica do paciente e a remoção adequada para uma unidade hospitalar.

Em trabalho publicado na revista Cadernos de Saúde Pública da Fiocruz, pesquisadores da Universidade Federal de Minas Gerias e da Secretaria de Saúde Pública de Belo Horizonte avaliaram quais as principais características dos acidentes de trânsito, ocorridos na capital mineira, e das pessoas que os sofreram e utilizaram esse tipo de resgate. Além disso, eles também investigaram se o uso deste recurso está associado a um menor tempo até o atendimento hospitalar.

Do estudo, participaram todas as 1.564 vítimas de acidentes de trânsito levadas para os três principais hospitais públicos de referência no atendimento ao trauma na cidade, entre o início de novembro e dezembro de 2003. Dessas, 49,7% haviam utilizado o serviço de atendimento pré-hospitalar. A prevalência do uso dos primeiros socorros aumentou diretamente com a idade, sendo 65% maior para indivíduos com 50 anos ou mais quando comparados com àqueles de zero a 19 anos. O socorro pelo serviço também foi maior para os que relataram uso de álcool e verificou-se uma ligação direta entre o transporte pré-hospitalar e a gravidade das lesões.

Os ocupantes de bicicletas e pedestres, vítimas que em geral apresentam lesões mais graves, foram os que menos utilizaram o atendimento em relação aos de automóveis. “Possíveis explicações para tal fato podem ser a maior probabilidade de socorro de atropelamento, no caso do pedestre, e o maior acesso a telefone móvel pelos ocupantes de veículos automotores”, explicam os pesquisadores no artigo.

Um tempo de admissão hospitalar menor do que 60 minutos também esteve associado a este tipo de atendimento prévio, uma das premissas essenciais para o serviço. “A primeira hora (golden hour) após a ocorrência de uma lesão traumática é considerada o tempo crítico para a instituição do tratamento que modificará o prognóstico, uma vez que até 40% dos óbitos ocorreram na fase pré-hospitalar do cuidado”, comentam os estudiosos. “Esse curto período de tempo é a margem de atuação do serviço de atenção pré-hospitalar, que visa a retirar a vítima de lesão traumática de forma rápida e segura do local do evento e levá-la ao local onde receberá o tratamento mais adequado”.

NOTA DO BLOG: O estudo também identificou que o atendimento de emergência foi maior para as pessoas que relataram o uso de álcool. Isso significa que a sociedade como um todo, que paga pelo serviço, está 'passando a mão' na cabeça daqueles que abusam do álcool, especialmente nos finais de semana. São essas pessoas que engordam as estatísticas de acidentes e mortes pois, sabendo que vão ser atendidas pelo SAMU, saem por aí em carros, motos e bicicletas cometendo barbaridades contra si e os outros. Não é justo. Parece que o SAMU é encarado por essas pessoas como o 'seguro acidente'. Devem se confortar quando se questionam: porque não tomar umas e outras sempre?

Definitivamente, brasileiro não é 'besta'.
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segunda-feira, março 24, 2008

EPIDEMIAS: UMA QUESTÃO DE SANEAMENTO?

Cruzamento de dados feito pela Agência Brasil mostra relação entre saneamento precário e doenças como dengue e malária

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ESSE É O BRASIL

Estrela de primeira grandeza! Orgulho nacional!

Condenada pela Justiça americana por explorar a prostituição e por porte de drogas, a jovem brasileira Andréia Schwartz viveu seus momentos de glória no retorno ao Brasil.

A viagem de Nova York a São Paulo, pela American Airlines, foi na primeira classe, onde também se encontrava o anônimo Pelé. Segundo o site Estadão.com, ela teve a ajuda inicial do "bispo Macedo", da Igreja Universal do Reino de Deus, dona da Rede Record, que lhe pagou viagem na classe executiva em troca de entrevista exclusiva. O pulo para a primeira classe foi cortesia da empresa aérea norte americana.

Ao desembarcar em São Paulo e Vitória teve tratamento de chefe de Estado. Desembarcou pela sala de 'embarque' para "despistar" a imprensa, mas mesmo assim ainda "deu uma exclusiva" para o Jornal Nacional.

Mas o pior mesmo aconteceu em Vitória, onde a Infraero cedeu um carro para buscar a moça na porta do avião, ainda na pista de manobras, antes de desembarque dos outros passageiros.

Quer mais incentivo do que esse para que outras jovens brasileiras emigrem ilegalmente para o exterior e tentem vencer na vida praticando a profissão mais antiga de todas? E não contabilizamos nem o cachê que ela vai ganhar para posar nua em uma dessas revistas masculinas.

Para Andréia, parece que o "sacrifício" valeu a pena.

Crédito da imagem: Filipe Araújo/AE
Informações adicionais: Estadão.com
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A FANTASIA DAS MULTAS AMBIENTAIS

Em dez anos, órgãos estaduais do Rio de Janeiro receberam menos de 1% do valor cobrado. Mesmo no caso de cobrança judicial, menos de 12% das empresas responsáveis por desastres são punidas

Por Daniel Engelbrecht, Elenilce Bottari, Paulo Marqueiro e Tulio Brandão, do jornal O Globo, 23/03/2008.

RIO - Notícia de jornal em 2 de abril de 2003: por lançar 1,2 bilhão de litros de resíduos tóxicos nos rios Pomba e Paraíba do Sul, deixando cerca de 500 mil pessoas sem água, a Indústria de Papel Cataguazes foi multada pelo Ibama em R$50 milhões, máximo previsto na Lei de Crimes Ambientais. Notícia de jornal ontem, passados cinco anos: a multa ainda não foi paga. O caso Cataguazes expõe a fantasia das infrações ambientais.

Um levantamento inédito feito pelo GLOBO revela que, nos dez anos da lei, menos de 1% do valor total de multas administrativas aplicadas pelos órgãos ambientais estaduais foi pago. Mesmo quando elas caem na dívida ativa, com cobrança judicial, o percentual se mantém baixo: 12%. No Ibama, a situação é parecida: a União recebeu, desde 1998, apenas 10% das multas emitidas no período. O percentual inclui os R$ 35 milhões pagos pela Petrobras devido ao vazamento de óleo na Baía de Guanabara em 2000 — a única infração neste valor quitada sem recurso na história do órgão.

Sem esse pagamento, a fatia paga cairia para 2,5%.

O secretário estadual do Ambiente, Carlos Minc, já imaginava encontrar o valor ínfimo — a Feema e o Instituto Estadual de Florestas (IEF) só conseguiram arrecadar R$ 1,8 milhão dos R$ 197 milhões cobrados: — É um horror. O estado multa, mas, se ninguém pagar, nada acontece. O infrator tem muitos recursos e a Procuradoria sofre para agilizar ações.

Muitas vezes as constatações do técnico eram malfeitas, às vezes até com dolo. O cara fazia de um jeito que provocava a anulação da multa.

No Ibama, o superintendente regional Rogério Rocco surpreendeuse com a estatística: de um total R$ 438 milhões, foram arrecadados apenas R$ 46 milhões.

Uma das causas para o problema, para ele, são os erros técnicos no momento da autuação da infração. No caso Cataguazes, o primeiro órgão a emitir a multa de R$ 50 milhões foi o Batalhão Florestal.

— Só pode haver autuação para esse crime com um laudo técnico. Os policiais autuaram sem o documento. A multa teve que ser reaplicada três anos mais tarde — explica.

A inadimplência é ainda mais alta porque, muitas vezes, há indícios de uso da multa como moeda de troca. Em 2004, um funcionário da prefeitura de Angra multou em apenas R$ 47 Antonio Moira, proprietário de um conjunto de nove casas, na Ilha do Algodão, que avançava sobre a areia da praia, o costão rochoso e a Mata Atlântica. Um técnico do Ibama — preso mais tarde na Operação Cartas Marcadas — aplicou nova multa de R$ 30 mil.

Dias depois, anulou-a sob o argumento de que já existia a da prefeitura. O novo chefe do Ibama na região, José Augusto Morelli, prometeu emitir multa de R$ 1 milhão. O órgão também pretende pedir a demolição das casas.

As agressões, às vezes, demoram para virar multa. Em Búzios, o proprietário de uma casa na Praia da Ferradura cortou o costão rochoso, colocou um tapete de grama e instalou um pequeno guindaste para içar barcos, além de uma escadinha de alumínio à beiramar.

A Feema prometeu autuar o infrator nesta semana.

A prescrição é outra aliada da inadimplência. O Ibama reconhece a existência de multas administrativas aplicadas há mais de dez anos que ainda estão sendo analisadas. Segundo o advogado Rogério Zouein, especialista em direito ambiental, um processo administrativo prescreve em três anos, sem movimento, ou em cinco anos sem um primeiro julgamento: — Com a morosidade dos órgãos sucateados, as multas não assustam ninguém. A punição dos poluidores, sobretudo os grandes, é uma farsa.

Depois da multa, barco é liberado

Na Costa Verde, região que concentra o maior número de multas relacionadas à pesca (30), fiscais do Ibama autuaram três barcos atuneiros, em fevereiro, na Baía da Ilha Grande.

Cada um dos três proprietários foi multado em R$ 150 mil por pescar sardinhas em período de defeso, em lugar proibido e de tamanho inferior ao permitido.

As toneladas de sardinhas, que estavam em porões alagados, tiveram que ser devolvidas ao mar. Os agentes emitiram ordens de apreensão para os barcos mas, por falta de lugar para guardá-los, os mantiveram sob a guarda de seus donos — algo como deixar a raposa dentro do galinheiro.

— A rigor, os barcos não deveriam ser usados, mas não temos como controlá-los — admite Morelli.

A conta verde está no vermelho

As multas pagas a órgãos estaduais como a Feema e o Instituto Estadual de Florestas (IEF) só voltam para o meio ambiente — através do Fundo Estadual de Conservação Ambiental (Fecam) — quando não vão para a dívida ativa.

Ou seja, os 12% extras arrecadados pela Procuradoria vão direto para o Tesouro, o que significa que serão usados para qualquer despesa. No caso do Ibama, um percentual de 10% de todas as multas recebidas, em tese, voltaria para o uso ambiental pelo Fundo Nacional de Meio Ambiente (FNMA).

No entanto, nem sempre o dinheiro chega à conta — um exemplo foram os R$ 35 milhões pagos pela Petrobras no vazamento de óleo da Baía, em 2000.

— Não aconteceu nesse caso porque o fundo foi criado no mesmo ano. Era muito recente.

O dinheiro arrecadado pelo FNMA não volta ao Ibama: é destinado a projetos ambientais que podem ser de ONGs, prefeituras ou qualquer outro ente — diz o superintendente do Ibama no Rio, Rogério Rocco.

A Secretaria estadual do Ambiente prepara um anteprojeto para tentar recuperar para o Fecam a verba que hoje fica retida no tesouro na fase da dívida ativa. Além disso, de modo a tentar contornar a inadimplência gigante, estado e União já trabalham com projetos de conversão de multas em prestação de serviços.

— A multa tradicional não cumpriu seu objetivo — disse o secretário do Ambiente, Carlos Minc. — Estamos criando mecanismos para agilizar pagamentos. Alternativamente, vamos trabalhar com a conversão e com embargos, que têm se mostrado eficientes.

Um exemplo foi o concretamento da saída de esgoto clandestino num condomínio da Joatinga. Surtiu mais efeito do que multar.

O estado contará em breve com recursos de um novo fundo, que vai administrar receitas geradas com compensação ambiental de até 1,1% do investimento de empreendimentos como contrapartida para os impactos gerados pelo negócio.

Republicado do Blog Ecodebate, 24/03/2007
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domingo, março 23, 2008

GASODUTO URUCU-PORTO VELHO (1)

Na conjuntura atual, a sua construção, caso seja concretizada, vai atender unicamente aos interesses de empreiteiras e políticos em busca de projeção pública

Evandro Ferreira
Blog Ambiente Acreano

O site Rondoniagora.com informa que o Senador Valdir Raupp (PMDB-RO) voltou a cobrar do governo federal, no dia 18 de março, a construção do gasoduto Urucu-Porto Velho.

A cobrança foi feita durante audiência com o ministro das Minas e Energia, Edison Lobão, à qual compareceram os demais membros da bancada rondoniense, como a senadora Fátima Cleide(PT) e os deputados Natan Donadon(PMDB), Mauro Nazif(PSB) e Eduardo Valverde(PT).

Política é uma coisa interessante.

No início do mês o Governador do Amazonas, Eduardo Braga, discutiu com o presidente Lula, com a ministra Dilma Rousseff e com a diretora de Gás e Energia da Petrobras, Graça Foster a questão do uso do gás de Urucu. Segundo ele (veja matéria abaixo), o trecho Urucu-Porto Velho não vai mais ser construído porque a Aneel negou a a sub-rogação da Conta de Consumo de Combustível, indispensáel para a viabilidade da obra.

Diante de tal notícia, fica clara a pouca força política da bancada do Estado vizinho pois o máximo que conseguiu foi audiência com o Ministro de Minas e Energia.

A insistência na construção desse gasoduto denota ainda a falta de visão, bom senso e civismo por parte da classe política rondoniense.

Como todo mundo sabe, e os rondonienses mais do que ninguém, as duas grandes hidrelétricas do rio Madeira, cuja construção é iminente, terão capacidade de gerar energia elétrica de sobra para atender à demanda não apenas de todo o estado de Rondônia, mas também do Acre. E por muitos anos.

É tanta energia que a maior parte vai ser vendida para outras regiões do país. Para isso o Governo Federal já autorizou a interligação, via linhão, do sistema elétrico do Acre e Rondônia ao resto do país.

Então porque insistir na construção do gasoduto? Como justificar a sua construção se o gás tem como objetivo primordial a geração de energia elétrica que vai ser suprida em breve pelas hidrelétricas do rio Madeira?

O uso industrial do gás é injustificado porque os parques industriais do Acre e Rondônia não demandam tal quantidade de energia. O consumo residencial do gás está descartado porque demandaria investimentos pesados na instalação da rede de distribuição.

Se não é viável para a geração de energia elétrica e para o consumo industrial ou residencial, para que iria servir esse gasoduto? Consumo veicular? É um luxo que não podemos nos dar.

Em resumo: na atual conjuntura, investir recursos públicos no gasoduto não faz o menor sentido.

Infelizmente, como tem sido demonstrado de forma recorrente em nosso país, em política tudo é possível. Portanto, nós, os contribuintes, temos de ficar atentos para que esse elefante branco não seja construído.

Não podemos baixar a guarda e devemos fazer o que for possível para impedir que recursos públicos sejam investidos nessa obra. De outra forma os bolsos de empreiteiros gananciosos, funcionários públicos corruptos, e mesmo políticos inescrupulosos, poderão ser os principais beneficiários da mesma.

É bom deixar claro que sou contra a construção do gasoduto usando recursos públicos. Se alguma empresa privada tiver interesse em arriscar recursos próprios na construção do mesmo, acho que o governo deveria dar todas as licenças e conceder o uso do mesma. Mediante licitação, é claro.
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GASODUTO URUCU-PORTO VELHO (2)

Governador do Amazonas já tem plano para usar o gás de Urucu que não vai mais ser mandado para Rondônia: criar um polo petroquímico em Manaus

“O Amazonas está dando um passo gigantesco: o Brasil tem quatro pólos petroquímicos, nós seríamos o quinto pólo, o primeiro na região Norte do País. Será um passo legal"

A Crítica Digital, 06/03/2008

O plano de instalação de um pólo gás-químico no Amazonas, utilizando o gás natural de Urucu, ganhou novo fôlego na semana passada. O governador Eduardo Braga recebeu do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a confirmação de que o gás que abasteceria Porto Velho (RO) pode ficar em Manaus, uma vez que o gasoduto Urucu-Porto Velho não será mais construído. A decisão amplia a disponibilidade de gás de 5 milhões para 7,5 milhões de metros cúbicos. Isso viabiliza o novo pólo, uma vez que os 5 milhões de metros cúbicos inicialmente previstos seriam destinados exclusivamente para geração de energia.

AC - O senhor teve uma reunião em Brasília com o presidente Lula a respeito da implantação de um pólo gás-químico em Manaus. O que foi definido na reunião?
EB - Isso foi discutido com o presidente Lula, com a ministra Dilma Rousseff e com a diretora de Gás e Energia da Petrobras, Graça Foster. Quando começamos a negociar o aproveitamento do gás de Urucu, ficou acertado com a Petrobras a garantia de 7,5 milhões de metros cúbicos de gás natural durante vinte anos. Também ficou acertado que esse volume atenderia os dois mercados: o de Manaus e de Porto Velho (RO). Seriam 5 milhões de metros cúbicos para Manaus e 2,5 milhões para Porto Velho. Mas o gasoduto Urucu-Porto Velho teve sua sub-rogação de CCC (Conta de Consumo de Combustível) negada pela Aneel. Então podemos negociar a utilização do gás que atenderia Rondônia.

AC - A negativa da Aneel tem a ver com a construção das hidrelétricas do Madeira?
EB - É, o Estado de Rondônia será interligado ao sistema nacional. Eles não precisam de gás. Por isso foi negado. Com isso, fica inviabilizado o gasoduto Urucu-Porto Velho e o Amazonas pode ficar com esses 2,5 milhões de metros cúbicos de gás. Como os 5 milhões de metros cúbicos que Manaus já tem garantidos são destinados à geração de energia, estamos pedindo que os outros 2,5 milhões sejam destinados ao pólo gás-químico.

AC - Qual foi o posicionamento do presidente Lula?
EB - Recebemos o OK do presidente e da ministra Dilma. Já começamos as negociações com a Petrobras. Estou enviando um ofício à Petrobras colocando o interesse do Estado - tendo em vista a inviabilização do gasoduto Urucu-Porto Velho por falta de CCC - de usar os 2,5 milhões para formatação de um pólo gás-químico. Isso vai ocasionar uma reunião para tratar desse assunto e a definição de um novo protocolo com a estatal.

AC - Grupos empresariais já mostraram interesse pelo possível novo pólo?
EB - Alguns grupos de empresários já começaram a nos procurar porque têm interesse em montar aqui uma empresa voltada pra utilizar o gás no setor gás-químico. Nosso gás é forte em metanol e esse é o componente que diferencia o óleo vegetal do biodiesel, portanto, se nós tivermos o metanol e tivermos óleo vegetal, teremos biodiesel e podemos produzir aqui os insumos para produção de plástico, necessário para vários dos componentes usados nas fábricas do Pólo Industrial de Manaus. Essa é uma indústria de transformação que o Estado do Amazonas não tem.

AC - As empresas interessadas no empreendimento são nacionais ou estrangeiras?
EB - São empresas nacionais e internacionais. Hoje, nessa área, o mundo ficou pequeno. Ainda não podemos falar nada sobre essas negociações. O Brasil tem quatro pólos petroquímicos, nós seríamos o quinto pólo, o primeiro na região Norte do País. Será um passo legal.

AC - O volume de gás disponível seria suficiente para sustentar um novo pólo?
EB - Aparentemente, esse volume de gás é pequeno. Mas estamos em uma situação de oportunidade em que uma fábrica fechada em qualquer lugar do mundo porque não tem gás para produzir metanol, certamente não teria problemas em ser desmontada e trazida para o Amazonas, viabilizando economicamente nosso pólo gás-químico.

AC - Quando devem ser encerradas as negociações com a Petrobras?
EB - Queria poder te dizer isso, mas não posso. Não existe nenhum prazo definido. O que sei é que eles estão muito interessados, a ponto de interromper uma reunião de diretoria para falar com o governador do Amazonas. É possível que tudo esteja acertado antes da inauguração do gasoduto Urucu-Manaus, previsto para dezembro. O importante é que o Amazonas está dando um passo gigantesco.
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sábado, março 22, 2008

A MANUTENÇÃO DA FLORESTA AMAZÔNICA COMO FONTE DE SERVIÇOS AMBIENTAIS

Anais da Academia Brasileira de Ciências
Vol. 80 No.1, Rio de Janeiro, Março de 2008
Print ISSN 0001-3765

Philip M. Fearnside
Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA), Caixa Postal 478, 69011-970 Manaus, AM, Brasil

Resumo

A floresta amazônica produz serviços ambientais, tais como a manutenção da biodiversidade, da ciclagem de água e dos estoques de carbono. Estes serviços têm um valor muito maior para a sociedade humana do que a madeira, carne bovina e outros produtos que são obtidos destruindo a floresta.

Mecanismos institucionais ainda estão faltando para transformar o valor da floresta em pé no alicerce de uma economia baseada em manter, em lugar de destruir, este ecossistema. Manejo florestal para madeira e para produtos florestais não-madeireiros enfrenta limitações severas e contradições inerentes a menos que a renda seja completada com base em serviços ambientais.

A floresta amazônica é ameaçada por desmatamento, exploração madeireira, incêndios florestais e mudança climática. Medidas para evitar o desmatamento incluem repressão por comando e controle, criação de áreas protegidas, e reformulação de decisões sobre infra-estrutura e sobre políticas de desenvolvimento.

Uma economia que é principalmente baseada no valor dos serviços ambientais é essencial para a manutenção a longo prazo da floresta. Muito progresso foi feito nas décadas desde que eu propus uma transição deste tipo, mas vários assuntos também permanecem não resolvidos. Estes incluem assuntos teóricos relativos aos procedimentos de contabilidade, quantificação melhorada dos serviços e dos benefícios de diferentes opções de política, e usos eficazes dos fundos gerados de modo que mantêm tanto a floresta como a população humana.

Abstract

Amazonian forest produces environmental services such as maintenance of biodiversity, water cycling and carbon stocks. These services have a much greater value to human society than do the timber, beef and other products that are obtained by destroying the forest.

Yet institutional mechanisms are still lacking to transform the value of the standing forest into the foundation of an economy based on maintaining rather than destroying this ecosystem. Forest management for commodities such as timber and non-timber forest products faces severe limitations and inherent contradictions unless income is supplemented based on environmenta lservices.

Amazon forest is threatened by deforestation, logging, forest fires and climate change. Measures to avoid deforestation include repression through command and control, creation of protected areas, and reformulation of infrastructure decisions and development policies.

An economy primarily based on the value of environmental services is essential for long-term maintenance of the forest. Much progress has been made in the decades since I first proposed such a transition, but many issues also remain unresolved. These include theoretical issues regarding accounting procedures, improved quantification of the services and of the benefits of different policy options, and effective uses of the funds generated in ways that maintain both the forest and the human population.

Clique aqui para ler a íntegra deste artigo (em inglês) no Blog Biodiversidade Acreana
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