Estudo publicado na revista Jornal Brasileiro de Pneumologia (vol.34 no.1 São Paulo Jan. 2008) informa que em setembro de 2005, quando houve a seca mais severa da história em nossa região, a concentração de PM2,5 ultrapassou o limite de qualidade do ar durante 23 dias.A PM é uma uma mistura de partículas líquidas e sólidas em suspensão no ar, e causa 800.000 mortes em todo o mundo, das quais 35.000 ocorrem somente na América Latina. Crianças, idosos e portadores de doenças cardiorespiratórias prévias, incluindo os asmáticos, compõem a população mais suscetível aos efeitos da poluição atmosférica.
No período do estudo (setembro de 2005) verificou-se, segundo dados do Sistema de Informações Hospitalares do Sistema Único de Saúde, um acréscimo de 45% no número de hospitalizações por doença respiratória, quando comparado ao mesmo período de 2004. Foram realizados 19581 atendimentos de emergência no HUERB, dos quais 2922 (15%) foram incluídos no grupo de doença respiratória. Os diagnósticos mais freqüentes foram: IVAS (21%), bronquite (15%), asma (12%), pneumonia (10%) e DPOC (2%).
Os atendimentos com registro médico de tosse ou dispnéia, na ausência de outro diagnóstico, corresponderam a 40%. O quadro clínico caracterizou-se pela presença dos seguintes sinais e sintomas: tosse (79%), febre (51%), dispnéia (39%), dor torácica (15%), sibilância (8%), dor de garganta (4%), expectoração (3%) e coriza (2%). Segundo a faixa etária, crianças (0 a 9 anos) representaram 48% dos atendimentos, seguidas dos adultos (20 a 59 anos) com 36%, enquanto adolescentes (10 a 19 anos) e idosos (60 e mais anos) corresponderam a 9 e 8% dos atendimentos, respectivamente.
Os residentes no município de Rio Branco representaram 97% (2.830) do total de atendimentos por doença respiratória. Neste grupo, observou-se maior coeficiente de incidência entre as crianças (18,8/1.000 habitantes), seguidas dos idosos (12,5/1.000 habitantes), adultos (6,9/1.000 habitantes) e adolescentes (3,6/1.000 habitantes).
O estudo tem a autoria de Márcio Dênis Medeiros Mascarenhas, Lúcia Costa Vieira, Tatiana Miranda Lanzieri e Ana Paula Pinho Rodrigues Leal(Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde), Alejandro Fonseca Duarte (Universidade Federal do Acre) e Douglas Lloyd Hatch (Centers for Disease Control and Prevention–CDC, USA)
Clique aqui para ler a pesquisa na íntegra.
Crédito da imagem: Altino Machado, Setembro de 2005
Nenhum comentário:
Postar um comentário