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sábado, outubro 03, 2009

ENEM 2009: APESAR DA FRAUDE, NÃO HOUVE FALHA NA SEGURANÇA...ISSO É O BRASIL

Evandro Ferreira
Blog Ambiente Acreano

Itana Marques, diretora da Consultec, empresa líder do consórcio Conasel, responsável pela organização do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) que foi cancelado após o vazamento das provas, afirmou ontem (02/10) que "apesar do roubo da prova, não houve falha na segurança".

Ainda no dia de ontem surgiram na imprensa novas suspeitas sobre a conduta 'relaxada' do consórcio em relação ao cuidado com o material do exame: em São Paulo, coordenadores da prova ficariam com as mesmas em casa até o dia do exame. O MEC ficou sabendo ainda que falta garantia de inviolabilidade dos lacres nos materiais e que ocorreu ausência da fiscalização da Polícia Federal durante a feitura, impressão e transporte da prova, como previsto no contrato firmado entre o consórcio e o Inep.

Para coroar o dia, foi divulgado que a Consultec, uma das empresas que compõem o Connasel, já esteve envolvida em outro caso de suspeita de roubo de prova durante um vestibular da Universidade da Bahia (Uneb). A Funrio, outra empresa do consórcio, também tem um histórico recente de anulação de concursos sob sua responsabilidade.

O contrato que resultou na seleção do Conasel para a realização das provas do Enem tem valor de R$ 116,9 milhões. O Conasel foi formado para participar da licitação do Enem 2009 e é composto pela Funrio, pela Consultec e pelo Instituto Cetro.

É incrível como a representante do consórcio, diante das denúncias e do passado problemático de algumas das empresas que compõem o mesmo, teima em continuar a propagar a idéia de que o consórcio ainda tem condições morais e organizacionais de realizar o Enem 2009.

Se o Ministério da Educação aceitar o argumento vazio e sem sustentação da presidente do consórcio de que a culpa não é dos organizadores contratados para realizar o processo, e seguir avante com as mesmas empresas, a credibilidade do Enem vai cair por terra.

Se isto prevalecer, vencerá a máxima do brasileiro, que diante de problemas graves, sempre tende a contemporizar, dar conselhos e passar a mão na cabeça do culpado na esperança de que ele não volte a errar...isso é o Brasil.

Com informações adicionais da Folha Online, Estadão.com e O Globo.
Foto: Renato Araujo/ABr
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