AMBIENTE ACREANO: BIOCOMBUSTÍVEIS - FUTURO DO BRASIL
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segunda-feira, dezembro 05, 2005

BIOCOMBUSTÍVEIS - FUTURO DO BRASIL

O Brasil é o líder mundial na produção de biocombustíveis, mas poderá perder a posição em três anos se não desenvolver novas refinarias e formar mais profissionais capacitados. A avaliação é do neozelandês Alan G. MacDiarmid, ganhador do prêmio Nobel de química em 2000. Ele falou durante a cerimônia de instalação oficial da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva de Oleaginosas (mamona, dendê, girassol etc) e Biodiesel, na sede da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).

MacDiarmid disse que o mundo está descobrindo a bioenergia como forma de reduzir a dependência do petróleo. "Temos um desafio real pela frente. O Brasil no momento é líder nessa área, mas muitas pessoas no Brasil não sabem disso e o mundo só agora está descobrindo o que o Brasil descobriu no passado. Mas é preciso que o país decida se quer continuar na liderança ou seguir o que virá pela frente", afirmou. Para isso, sugeriu que os produtores pressionem o governo, desenvolvam tecnologias mais baratas e dêem estabilidade aos agricultores.Os biocombustíveis, segundo o químico, podem ser a base de uma nova indústria.

MacDiarmid informou que o dono de uma das maiores companhias de aviação do mundo disse querer substituir o combustíveil normal das aeronaves por biocombustível. E lembrou que como o Brasil produz aeronaves, poderia também criar aviões movidos a esses combustíveis.

Na solenidade, o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Roberto Rodrigues, afirmou que o Brasil não pode desperdiçar a chance de ser o líder desse setor: "Nós não podemos perder aquilo que acumulamos ao longo de 30 anos de conhecimento, por incompetência ou por inação. É responsabilidade do Brasil manter essa liderança e se não for possível mantê-la, pelo menos participar do processo mundial da liderança tecnológica que garanta a conexão dessa ponte entre a área do petróleo e a próxima era energética".

Rodrigues disse acreditar que o desenvolvimento de novas energias poderá ajudar a diminuir as desigualdades entre ricos e pobres. E acrescentou: "Nós precisamos tratar de um avanço forte da agricultura nos países em desenvolvimento, para ter mercado nos países ricos e, com isso, reduzir as desigualdades e preservar a democracia e a paz".

Érica Santana / Agência Brasil .
22/11/2005
Publicado por Evandro Ferreira 1 comentários Digg! Link Permanente Envie este artigo para um amigo

1 Comments:

Anonymous bernardo said...

tens fotos fabulosas, bem que podias mandar uma para o meu blog. abraco e parabens.

15:37  

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