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quinta-feira, março 06, 2008

EFEITOS DA POLUIÇÃO CAUSADA PELAS QUEIMADAS

Pesquisa comprova cientificamente a gravidade da poluição atmosférica causada pelas queimadas em nossa cidade. Segundo a mesma, em setembro de 2005 a qualidade do ar em Rio Branco ultrapassou os limites aceitáveis durante 23 dias.

Estudo publicado na revista Jornal Brasileiro de Pneumologia (vol.34 no.1 São Paulo Jan. 2008) informa que em setembro de 2005, quando houve a seca mais severa da história em nossa região, a concentração de PM2,5 ultrapassou o limite de qualidade do ar durante 23 dias.

A PM é uma uma mistura de partículas líquidas e sólidas em suspensão no ar, e causa 800.000 mortes em todo o mundo, das quais 35.000 ocorrem somente na América Latina. Crianças, idosos e portadores de doenças cardiorespiratórias prévias, incluindo os asmáticos, compõem a população mais suscetível aos efeitos da poluição atmosférica.

No período do estudo (setembro de 2005) verificou-se, segundo dados do Sistema de Informações Hospitalares do Sistema Único de Saúde, um acréscimo de 45% no número de hospitalizações por doença respiratória, quando comparado ao mesmo período de 2004. Foram realizados 19581 atendimentos de emergência no HUERB, dos quais 2922 (15%) foram incluídos no grupo de doença respiratória. Os diagnósticos mais freqüentes foram: IVAS (21%), bronquite (15%), asma (12%), pneumonia (10%) e DPOC (2%).

Os atendimentos com registro médico de tosse ou dispnéia, na ausência de outro diagnóstico, corresponderam a 40%. O quadro clínico caracterizou-se pela presença dos seguintes sinais e sintomas: tosse (79%), febre (51%), dispnéia (39%), dor torácica (15%), sibilância (8%), dor de garganta (4%), expectoração (3%) e coriza (2%). Segundo a faixa etária, crianças (0 a 9 anos) representaram 48% dos atendimentos, seguidas dos adultos (20 a 59 anos) com 36%, enquanto adolescentes (10 a 19 anos) e idosos (60 e mais anos) corresponderam a 9 e 8% dos atendimentos, respectivamente.

Os residentes no município de Rio Branco representaram 97% (2.830) do total de atendimentos por doença respiratória. Neste grupo, observou-se maior coeficiente de incidência entre as crianças (18,8/1.000 habitantes), seguidas dos idosos (12,5/1.000 habitantes), adultos (6,9/1.000 habitantes) e adolescentes (3,6/1.000 habitantes).

O estudo tem a autoria de Márcio Dênis Medeiros Mascarenhas, Lúcia Costa Vieira, Tatiana Miranda Lanzieri e Ana Paula Pinho Rodrigues Leal(Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde), Alejandro Fonseca Duarte (Universidade Federal do Acre) e Douglas Lloyd Hatch (Centers for Disease Control and Prevention–CDC, USA)

Clique aqui para ler a pesquisa na íntegra.

Crédito da imagem: Altino Machado, Setembro de 2005
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