AMBIENTE ACREANO: O ESPÍRITO DE "ODORICO PARAGUASSÚ" BAIXOU EM TIÃO VIANA (2)
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terça-feira, junho 24, 2008

O ESPÍRITO DE "ODORICO PARAGUASSÚ" BAIXOU EM TIÃO VIANA (2)

EM 2006 TIÃO VIANA PROPÔS PLEBISCITO PARA MUDAR FUSO HORÁRIO DO ACRE

Imprensa acreana deu ampla publicidade à proposta do Senador Tião Viana de convocar plebiscito para mudar o fuso horário do Acre


Evandro Ferreira
Blog Ambiente Acreano

Leiam abaixo matéria publicada no jornal Página 20, assinada por Flaviano Schneider, na qual o Senador Tião Viana diz textualmente que "caso seja aprovada a proposta da convocação do plebiscito, o PLS 1140 (projeto de mudança do fuso horário do Acre) terá sua tramitação sustada, até que a população decida sobre a questão". “A concordância da população interessada ensejará a retomada da tramitação. A discordância ensejará o arquivamento".

Infelizmente não foi isso que aconteceu. O projeto do Senador para convocar o plebiscito foi arquivado em Maio de 2007 a pedido do próprio Senador.

Jornal Página 20
Rio Branco-AC, 23 de novembro de 2006

Tião Viana propõe plebiscito para mudar fuso horário do Acre

Estado ficaria com apenas uma hora de diferença em relação a Brasília

Flaviano Schneider

O decreto (tornado lei) do presidente Hermes da Fonseca, nº 2.784, de 18 de junho de 1913, estabeleceu a hora legal no Brasil dividindo-a em quatro fusos horários. Apenas o Acre e a parte mais ocidental do Estado do Amazonas (Atalaia do Norte, Benjamin Constant, Eirunepé, Envira e Ipixuna) estão submetidos ao quarto fuso horário, definido pela hora de Greenwich menos cinco horas (GMT-5). Os transtornos causados pela diferença de duas horas em relação ao horário de Brasília e do Sul e do Sudeste ficam ainda mais visíveis no período em que entra em vigor o horário de verão, já que a diferença salta para três horas.

Observando que o fuso horário tem se mostrado prejudicial aos interesses da população do Acre e da parte ocidental do Amazonas, em razão dos efeitos da contínua evolução tecnológica desde a edição da lei, o senador Tião Viana, vice-presidente do Senado Federal, apresentou duas proposições visando sua mudança. A região seria incluída no terceiro fuso horário, ficando com os mesmos horários de Estados como o Pará (Oeste), Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rondônia e a parte oriental do Amazonas, ou seja, apenas uma hora de diferença para Brasília.

A primeira das proposições é o Projeto de Decreto Lei (PDS) nº 436/06, que convoca plebiscito sobre a mudança de fuso horário nos Estados do Acre e do Amazonas. A outra proposição é o Projeto de Lei do Senado (PLS) nº1140/06 que altera o inciso c e revoga o inciso d do art. 2º da lei nº 2.784 visando mudar o fuso horário no Estado do Acre e de parte do Estado do Amazonas do fuso Greenwich ‘menos cinco horas’ para o fuso Greenwich ‘menos quatro horas’.

O senador explicou que, caso seja aprovada a proposta da convocação do plebiscito, o PLS 1140 terá sua tramitação sustada, até que a população decida sobre a questão. “A concordância da população interessada ensejará a retomada da tramitação. A discordância ensejará o arquivamento. Com isso, obtém-se, concomitantemente, economia e celeridade no processo legislativo”, explicou.

Maior integração - Para o senador Tião Viana, a redução permanente de uma hora no fuso horário permitirá nessa parte mais ocidental do Brasil uma maior integração com o sistema financeiro do resto do país, facilitará as comunicações e o transporte aéreo e resultará numa participação mais efetiva na vida econômica, política e cultural dos centros mais desenvolvidos. Atualmente, durante o horário de verão, a diferença de fuso horário entre o Acre e Brasília chega a três horas, dificultando essa integração do Estado com o restante do país. O mesmo vale para os municípios do Amazonas localizados na região do quarto fuso horário.

O senador argumenta que há indícios de que a alteração também trará economia no consumo de energia e cita que estudos apontam que o adiantar permanente de uma hora nessa região mais ocidental do Brasil permitirá uma melhor adaptação da ordem temporal interna da população, favorecendo o ciclo laboral e propiciando mais conforto às pessoas.
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