O DESRESPEITO AO 'REFERENDO' E À VONTADE DA POPULAÇÃO ACREANA
“O referendo é a máxima do desejo do povo e deve ser respeitado de qualquer forma. O instituto referendo representa vontade real. Os parlamentares representam indiretamente e não podem discutir uma decisão da população”
Adailson Oliveira, da TV Gazeta
A palavra democracia vem dos antigos gregos. Era uma forma pela qual os pensadores da época chamavam a participação popular. Na Pólis, a cidade estado, as discussões sobre os temas importantes da comunidade eram tratados nas ágoras e nas praças públicas.
Nos tempos atuais, ser democrático é aceitar a participação, ouvir e conciliar ideias. Todos têm o mesmo direito e espaço. Mas até onde democracia vira hipocrisia?
Para o jurista Jorge Araken de Faria, 72 anos, 51 deles entre livros jurídicos, um Estado que não segue as decisões do povo provoca uma afronta à democracia.
A crítica serve como lembrete ao embate que se dá hoje no Congresso Nacional. Afinal, o fuso horário do Acre muda ou não?
Em novembro do ano passado, em um referendo, o acreano disse não a uma lei que mudava o horário do estado, deixando a diferença de uma hora de Brasília.
Três meses depois, o resultado das urnas não foi respeitado até hoje, três meses depois. Espera-se um ato declaratório do senado, que ainda está discutindo o tema, para que a vontade da população valha. Político do Estado estão indo de encontro a decisão da população do Acre.
“O referendo é a máxima do desejo do povo e deve ser respeitado de qualquer forma. O instituto referendo representa vontade real. Os parlamentares representam indiretamente e não podem discutir uma decisão da população”, explicou.
O Tribunal Superior Eleitoral já homologou o resultado mantendo o fuso com duas horas de diferença.
Os ministros levaram a sério os números das urnas. A votação aconteceu junto com a de segundo turno. No primeiro turno 77% dos eleitores participaram.
Números parecidos com a de segundo turno. A abstenção do referendo foi de 28% contra 22% do da primeira etapa da eleição.
O acreano compareceu em peso para ditar sua vontade, e quem não foi votar ainda foi punido com multa. Pra que tudo isso?
O referendo custou aos cofres públicos R$ 3 milhões. Uma mega estrutura foi montada pelo Tribunal Regional Eleitoral, no entanto, a vontade do acreano virou apenas palco de discussão.
O defensor público Waldir Perazzo disse que existe outra corrente, onde só uma lei pode substituir outra,. Por isso, os parlamentares do Estado deveriam entrar com um projeto de lei e colocar em votação a vontade do povo.
Com certeza, nessa história, o acreano nunca vai esquecer essa aula de democracia. Aliás, como não fazer democracia.
Jorge Araken de Faria
Jurista aposentado classifica de “desrespeitoso” tratamento ao referendoAdailson Oliveira, da TV Gazeta

Nos tempos atuais, ser democrático é aceitar a participação, ouvir e conciliar ideias. Todos têm o mesmo direito e espaço. Mas até onde democracia vira hipocrisia?
Para o jurista Jorge Araken de Faria, 72 anos, 51 deles entre livros jurídicos, um Estado que não segue as decisões do povo provoca uma afronta à democracia.
A crítica serve como lembrete ao embate que se dá hoje no Congresso Nacional. Afinal, o fuso horário do Acre muda ou não?
Em novembro do ano passado, em um referendo, o acreano disse não a uma lei que mudava o horário do estado, deixando a diferença de uma hora de Brasília.
Três meses depois, o resultado das urnas não foi respeitado até hoje, três meses depois. Espera-se um ato declaratório do senado, que ainda está discutindo o tema, para que a vontade da população valha. Político do Estado estão indo de encontro a decisão da população do Acre.
“O referendo é a máxima do desejo do povo e deve ser respeitado de qualquer forma. O instituto referendo representa vontade real. Os parlamentares representam indiretamente e não podem discutir uma decisão da população”, explicou.
O Tribunal Superior Eleitoral já homologou o resultado mantendo o fuso com duas horas de diferença.
Os ministros levaram a sério os números das urnas. A votação aconteceu junto com a de segundo turno. No primeiro turno 77% dos eleitores participaram.
Números parecidos com a de segundo turno. A abstenção do referendo foi de 28% contra 22% do da primeira etapa da eleição.
O acreano compareceu em peso para ditar sua vontade, e quem não foi votar ainda foi punido com multa. Pra que tudo isso?
O referendo custou aos cofres públicos R$ 3 milhões. Uma mega estrutura foi montada pelo Tribunal Regional Eleitoral, no entanto, a vontade do acreano virou apenas palco de discussão.
O defensor público Waldir Perazzo disse que existe outra corrente, onde só uma lei pode substituir outra,. Por isso, os parlamentares do Estado deveriam entrar com um projeto de lei e colocar em votação a vontade do povo.
Com certeza, nessa história, o acreano nunca vai esquecer essa aula de democracia. Aliás, como não fazer democracia.
1 Comments:
Acho um injustiça tremenda o que os governantes do Acre fazem com a população,eles mudam o nosso horário sem ao menos avisar,e quando reclamamos nos dão o direito de expormos nossa opinião,quando dizemos o que queremos que é NOSSO HORÁRIO ANTIGO DE VOLTA,eles inventam agora uma tal de lei.Que lei nada aqui não existe lei.
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