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sábado, agosto 29, 2009

METADE DAS MULHERES QUE USAM O SUS JÁ SOFREU VIOLÊNCIA

Rosemeire Soares Talamone, do Serviço de Comunicação Social do campus de Ribeirão Preto

O Grupo de Pesquisa Saúde e Gênero, da USP Ribeirão Preto, em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde da cidade, realizou um mapa inédito sobre a violência contra as mulheres na cidade. A pesquisa foi feita com usuárias do serviço de saúde da rede pública e revelou, por exemplo, que a prevalência da violência cometida pelo parceiro íntimo é alta entre as usuárias do Serviço Único de Saúde (SUS) de Ribeirão Preto chegando a atingir 50% das mulheres no caso de violência psicológica pelo menos uma vez na vida.

O estudo 'Ocorrência e atendimento de violência de gênero entre mulheres usuárias dos serviços de saúde da rede pública de Ribeirão Preto' revelou que os tipos de violência contra a mulher usuária do SUS raramente ocorrem de forma isolada e apresentam alta prevalência, considerando que 36,4% das entrevistadas disseram ter sofrido violência física e psicológica pelo menos uma vez na vida. A violência física foi citada por 31,2%.

A pesquisa começou em 2006 com o objetivo de levantar subsídios que possam ser usados para diminuir a invisibilidade da violência contra a mulher (VCM), além de contribuir para definir políticas de capacitação dos profissionais de saúde e promover melhor articulação entre os setores sociais envolvidos com o tema. A coleta de dados foi realizada em 2008. A amostra final, constituída aleatoriamente, foi composta por 504 mulheres, 80% das quais iam sempre à Unidade Básica de Saúde, UBDS.

A coordenação foi da professora Elisabeth Meloni Vieira, da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP). Participaram também os professores Ana Maria de Almeida e Ana Márcia Nakano, da Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto (EERP), Manoel Antônio dos Santos, da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLRP) e Gleici de Castro Perdoná, da FMRP.

O projeto teve apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) por meio do Convênio FAPESP-CNPq-SUS na Linha Temática: Programas, Práticas e Ações de Saúde-CNPq/FAPESP.

O resultado da pesquisa foi apresentado pela professora Elisabeth na última segunda-feira (24) durante o “Seminário sobre Violência Contra a Mulher: ‘O que pode fazer a Atenção Primária?’”, promovido pelo Grupo de Pesquisa Saúde e Gênero e Secretaria Municipal de Saúde, e que ocorreu na Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto (EERP).

Com informações do professor Manoel Antonio dos Santos
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