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02 março 2006

JORNALISMO: PROFISSÃO EM EXTINÇÃO

Depois de ler o artigo de Bernardo Kucinski (JORNALISMO, PROFISSÃO EM EXTINÇÃO), não me contive e escrevi o post abaixo sobre as decepções que a gente tem tido com a falta de responsabilidade da grande imprensa nacional. Volto ao caso da revista VEJA, que nesta semana deixou patente que se enquadra em muito do que Kucinski descreve no seu artigo.

Na semana anterior (Edição 1.944), a revista já tinha derrapado. Foi quando toda a imprensa nacional divulgou os números da pesquisa do CNT-Sensus na qual Lula voltava a liderar as intenções de votos. VEJA não perdeu a viagem: tentou diminuir os impactos da mesma afirmando que "Lula é sempre melhor no Sensus". Para encerrar a reportagem com chave de ouro, ela tentou ligar a pesquisa com Marcos Valério e desancou o empresário Clésio Soares, que segundo a revista é o "dono da pesquisa". Tudo feito para dar a impressão aos leitores que Lula só está bem porque a pesquisa é "suspeita".

Erro primário de estratégia. Só VEJA levantou tais suspeitas entre todos os meios de comunicação que divulgaram a mesma - até a Globo mostrou os números com destaque. Além disso, VEJA esqueceu que seus leitores são pessoas que sabem distinguir claramente uma reportagem "dirigida". E tem mais: não são os leitores de VEJA quem decidem a eleição de presidente. É a classe pobre, C e D, que dificilmente lê a revista. A revista está perdendo tempo. Se fosse a Globo, ai a história seria diferente. Mas por enquanto ela está quieta.
Quero ver o que a revista vai dizer se o DATAFOLHA ou o IBOPE mostrarem Lula na frente...

Para completar, e mostrar que está brava com os adversários de Lula, deu um puxão de orelhas "público" em Serra e Alckmin. Assim, ela espera que eles resolvam logo o impasse para acabar com a ansiedade do corpo editorial da revista, que parece estar muito angustiado com a curva ascendente de Lula nas pesquisas. Só faltou escrever: "façam alguma coisa!!!"