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10 outubro 2006

EXAME DE DNA É IMPRECISO, MAS “DI MANAUS” CONTINUA SENDO O PRINCIPAL SUSPEITO DE TER ASSASSINADO A PESQUISADORA VANESSA SEQUEIRA

Notícias da Hora, 10/10/2006

Da Redação

RIO BRANCO, AC - A polícia ainda não pode afirmar com certeza quem matou a pesquisadora portuguesa Vanessa Sequeira. O exame de DNA, cujo resultado foi apresentado na manhã desta terça-feira pelo diretor do Instituto de Criminalística, Jessélio Medeiros, é impreciso. Segundo o laudo, assinado por especialistas de um laboratório de Minas Gerais, o líquido seminal encontrado – espermatozóides vivos – foi destruído por microorganismos, já que o corpo da pesquisadora ficou exposto ao tempo por mais de 18 horas, até ser encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML). O esperma coletado foi comparado com amostras fornecidas pelo principal suspeito pelo crime, Raimundo Nonato, o “Di Manaus”, que está preso no presídio de Sena Madureira.

A calça de “Di Manaus”, encontrada pela polícia, também examinada, mas as esperanças de se encontrarem vestígios de sangue foram frustradas também.

Segundo depoimento da esposa do acusado á polícia, “Di Manaus” lavou a calça com produto químico, possivelmente água sanitária ou sabão em pó, após ter chegado em casa assustado no dia do crime. O depoimento da mulher, no entanto, é a prova mais cabal contra Raimundo Nonato.

A pesquisadora Vanessa Sequeira preparava sua tese de doutorado quando foi atacada a pauladas e estuprada. O porrete que teria sido usado no crime, que também apresentava vestígios de sangue, e o aparelho de GPS, encontrado em poder do suspeito, não foram periciados.