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03 dezembro 2007

DETECÇÃO DE DESMATAMENTO NO ACRE

Projeto do INPE/MCT, com apoio do MMA e do IBAMA, é capaz de detectar desmatamentos com tamanho superior a 6,25 hectares

Graças ao sitema DETER, a maioria dos grandes desmatamentos ocorridos no Acre em 2007 podem ser identificados com uma precisão nunca vista anteriormente. Nosso colega, Dr. Foster Brown, do Woods Hole e do Parque Zoobotânico da UFAC, preparou um pequeno resumo dos desmatamentos mais relevantes ocorridos na região leste do Acre.

Segundo Brown, o sistema DETER (Detecção de Desmatamento em Tempo Real) utiliza sensores com alta freqüência de observação para reduzir as limitações da cobertura de nuvens:
(a) o sensor MODIS a bordo dos satélites TERRA e ACQUA (NASA), com resolução espacial de 250 m e freqüência de cobertura do Brasil de três a cinco dias;
(b) o sensor WFI a bordo do CBERS-2, com resolução espacial de 260 m e freqüência de cobertura do Brasil de cinco dias.

Mesmo com a resolução espacial reduzida do MODIS e do WFI, é possível detectar desmatamentos recentes cuja área seja superior a 0.25 km2.

As deficiências de resolução espacial são compensadas pela maior frequência de observação. Isto permite que o DETER forneça aos órgãos de controle ambiental informação periódica sobre eventos de desmatamento, para que o Governo possa tomar medidas de contenção. Como o sistema produz informação em tempo "quase real" sobre as regiões onde estão ocorrendo novos desmatamentos, a sociedade brasileira passa a dispor de uma ferramenta inovadora de suporte à gestão de terras na Amazônia.

O objetivo do DETER não é estimar a área total desmatada na Amazônia. Para isto, o INPE continuará a utilizar imagens de melhor resolução dos sensores TM/LANDSAT (30 m) e CCD/CBERS (20 m). Estimativas de áreas desmatadas obtidas a partir do DETER estão sujeitas a erros, devido à pior resolução espacial dos sensores MODIS e WFI/CBERS.

O DETER é um projeto do INPE/MCT, com apoio do MMA e do IBAMA e faz parte do Plano de Combate ao Desmatamento da Amazônia do Governo Federal.

Sistema detectou desmatamento na calha do rio Acre

Na imagem que apresentamos acima (extraída do trabalho do Dr. Brown), é possível, por exemplo, observar que algum 'desmatador contumaz' destrui uma grande área de floresta na área direta de influência do rio Acre. O mesmo aconteceu na altura do km 35 da estrada Rio Branco-Porto Acre, na margem oposta do rio (para quem desce o rio).

Vejam que a área desmatada faz parte da última grande mancha de floresta virgem da região leste do Município de Porto Acre. Observem que nas proximidades está localizada a Reserva Florestal Humaitá, da Universidade Federal do Acre, que possui uma área de cerca de 1.800 hectares. Uma estimativa do tamanho do desmatamento flagrado pelo satélite, indica que o mesmo seja superior a 200 hectares.

A área desmatada é de fácil acesso. Com a palavra o Ibama e o Imac.

Clique aqui para acessar a página do grupo GTP Queimadas para ler a íntegra do relatório do Dr. Brown.