AMBIENTE ACREANO: PROGRAMAÇÃO CULTURAL INTENSA NA BIBLIOTECA DA FLORESTA NESTE SÁBADO
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sexta-feira, março 13, 2009

PROGRAMAÇÃO CULTURAL INTENSA NA BIBLIOTECA DA FLORESTA NESTE SÁBADO

Três eventos movimentarão a Biblioteca da Floresta neste sábado, dia 14 de março: às 16 horas a Sociedade Philosophia discutirá Platão, às 18 horas acontecerá observação astronômica do planeta Vênus com o Grupo de Astronomia Amador do Acre, e às 19 horas exibição do aclamado filme "Trem da Vida", organizada pelo Clube de Cinema do Acre

Boletim Cinemacre – 18

O Cinemacre, Clube de Cinema do Acre, tem o prazer de convidá-lo para a exibição do Filme Trem da Vida, vencedor de vários prêmios e aclamado pela crítica cinematográfica. A apresentação acontecerá neste sábado, 14 de Março, às 19h, no auditório da Biblioteca da Floresta Marina Silva.

Antes da exibição do filme acontecerão dois eventos na Biblioteca da Floresta. O primeiro, às 16 horas, será a 1ª reunião da Sociedade Philosophia no ano de 2009, que discutirá Platão. Às 18 horas será feita observação astronômica do planeta Vênus com o Grupo de Astronomia Amador do Acre – GAMA HIDRA.

Leia abaixo a sinopse, ficha técnica, prêmios, curiosidades e uma crítica elaborada sobre esse envolvente filme.

TREM DA VIDA

EXIBIÇÃO DIA 14/03/2009 (SÁBADO) ÀS 19 HORAS NO AUDITÓRIO DA BIBLIOTECA DA FLORESTA – ENTRADA FRANCA

Europa Oriental, 1941. Em uma remota aldeia com uma população basicamente de judeus Shlomo (Lionel Abelanski), o louco do lugarejo, anuncia que os nazistas estão chegando e que a aldeia deles será a próxima que deverá ser atacada por eles. O conselho de sábios da aldeia delibera o que deve ser feito, mas é Shlomo quem tem uma idéia inspirada ao elaborar um plano de fuga, no qual eles simularão uma falsa deportação com parte dos judeus se fazendo passar por nazistas, com os falsos alemães levarão os "prisioneiros" até a Palestina. Embora vários estejam convencidos que Shlomo está fora de seu juízo perfeito, o plano segue adiante. Primeiro são selecionados certos membros da aldeia para se fazerem passar por nazistas, com vagões sendo comprados e reformados. Logo o trem está pronto e a aldeia é deixada para trás, mas quando começa a viagem algo inesperado acontece: as encenações se tornam mais realistas, pois os "nazistas" se tornam mais autoritários. Os "deportados" tramam uma rebelião contra seus falsos algozes e outros se declaram "comunistas", além disto surgem verdadeiros alemães no caminho.

Ficha Técnica

Título Original: Train de Vie
Tempo de Duração: 103 minutos
Ano de Lançamento (França): 1998
Direção: Radu Mihaileanu
Roteiro: Radu Mihaileanu
Produção: Marc Baschet, Ludi Boeken, Frédérique Dumas-Zajdela, Eric Dussart e Cédomir Kolar
Música: Goran Bregovic
Direção de Fotografia: Yorgos Arvanitis e Laurent Dailland
Edição: Monique Rysselinck
Elenco: Lionel Abelanski (Shlomo), Rufus (Mordechai), Clément Harari (Rabino), Marie-José Nat (Sura), Agathe De la Fontaine (Esther), Bruno Abraham-Kremer (Yankele), Michel Muller (Yossi), Bebe Bercovici (Joshua), Mihai Calin (Sami).

Premiação

• Ganhou o prêmio de Melhor Primeiro Filme, no Festival de Veneza.
• Recebeu 2 indicações ao César: Melhor Roteiro e Melhor Revelação (Lionel Abelanski).
• Ganhou o prêmio de Melhor Filme de acordo com o público no Sundance Film Festival.
• Ganhou o prêmio de Melhor Filme de acordo com a crítica e com o pública na Mostra Internacional de São Paulo.
• Recebeu uma indicação ao Grande Prêmio Cinema Brasil, na categoria de Melhor Filme Estrangeiro.

Comentários

"O filme consegue transmitir de forma realista e emocionante a banalização da maldade praticada pelos nazistas."
(Comentário de Andréia Porto do site adorocimena.com)

Crítica

Por José Antonio Klaes Roig (http://controlverso.blogspot.com/)

O filme Trem da Vida, de Radu Mihaileanu, é daqueles momentos mágicos do cinema: vencedor de vários prêmios, mescla a fantasia com a dura realidade, trazendo nas entrelinhas mensagem transcendental.

Tudo começa quando Schlomo, o bobo da pequena aldeia judia no Leste Europeu, traz a terrível notícia de que os nazistas estão chegando para deportarem todos os judeus pr’algum famigerado campo de concentração. Todos suspeitam qual é o destino reservado, caso sejam capturados e enviados a um daqueles matadouros. Entre atônitos e amedrontados, muitos passam a sugerir planos mirabolantes de fuga. A mais lúcida e ao mesmo tempo mais estapafúrdia alternativa é justo a do que é considerado louco por seu povo: comprar um trem e alguns deles vestirem uniformes nazistas, para que disfarçados passem pela fronteira, rumo a Rússia, alcançando a sonhada liberdade.

A partir daí, o conselho da comunidade passa a recolher doações para a aquisição de locomotiva e vagões, todos adquiridos em péssimo estado de conservação, que são reformados antes da partida. Tudo feito às escondidas, para que a população da cidade vizinha não os delate. O maquinista encarregado da viagem é burocrata na estação ferroviária, que sempre sonhou em conduzir um trem, trazendo consigo velho manual. Há cisões entre os fugitivos: de comunistas a religiosos. O que é escolhido a se passar por major nazista, por dominar o idioma germânico, é pacífico judeu, de nome Mordechai, que com o passar do tempo, veste a personagem e trata a todos com se de fato fosse nazista, para que convença a si mesmo, e seja convincente, caso encontrem alguma patrulha alemã pelo caminho.

Ao olharmos em volta, e vermos o mundo e as pessoas que nos rodeiam, suas idiossincrasias, conceitos e preconceitos, pecados e virtudes, glórias e sinas, grandezas e misérias humanas, a questão é saber, não se Deus existe, mas se nós existimos da forma que vemos o outro ou que o outro nos vê. Quem ou o que é real?

Nesse Trem da Vida, nem sempre somos a locomotiva da própria existência passageira, e, quando muito, apenas um dos inúmeros vagões, atrelados aos interesses de “maquinistas” que decidem por nós: vida, caminho, destino e futuro. Descarrilados sonhos são deixados pra trás, quando descemos na estação deserta ou seguimos adiante sem fazer concessões ao justo, líquido e certo. Se a vida é como o trem que passa, talvez cada vagão seja parte de nós, lotado de esperanças e desilusões. Padre Vieira disse: “Os vivos são pó levantado, os mortos são pó caído; os vivos são pó que anda, os mortos são pó que jaz”.
Publicado por Evandro Ferreira 0 comentários Digg! Link Permanente Envie este artigo para um amigo

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